Revista Brasileira de Ciências do Esporte Revista Brasileira de Ciências do Esporte
Revista Brasileira de Ciências do Esporte 2017;39:132-40 - Vol. 39 Núm.2 DOI: 10.1016/j.rbce.2016.02.006
Artigo original
Treinamento de força em sessão com exercícios poliarticulares gera estresse cardiovascular inferior a sessão de treino com exercícios monoarticulares
Strength training session with multi‐joint exercises generates less cardiovascular stress than a single‐joint strength training session
Sesiones de entrenamiento de fuerza con ejercicios poliarticulares que generen menos estrés cardiovascular que sesiones de entrenamiento de fuerza con ejercicios monoarticulares
Thiago Lopes de Mello, Samuel Moura da Rosa, Marcelo dos Santos Vaz, Fabrício Boscolo Del Vecchio,
Universidade Federal de Pelotas, Escola Superior de Educação Física, Pelotas, RS, Brasil
Recebido 09 Setembro 2013, Aceitaram 12 Março 2014
Resumo
Objetivo

Avaliar respostas da frequência cardíaca (FC), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e duplo produto (DP) em sessões de treino compostas por exercícios poliarticulares (STP) e monoarticulares (STM).

Métodos

A amostra foi composta por 12 homens. As intervenções tiveram quatro exercícios de força (EF) distintos, com três séries de oito a dez repetições máximas.

Resultados

Na PAS, a STP proporcionou incrementos inferiores à STM (p<0,001). Observou‐se efeito do momento para FC (p<0,001) e PAD (p<0,001). A PAD diminui após o aquecimento e teve menor valor no penúltimo EF. No DP, indica‐se efeito do treino (p=0,002), com valores inferiores para STP.

Conclusão

STP proporcionou menor estresse cardiovascular e maior resposta hipotensiva quando comparada com a STM.

Abstract
Objective

To evaluate responses of heart rate (HR), systolic blood pressure (SBP) and diastolic blood pressure (DBP), as well as the double product (DP) in multi‐ (MJ) and single‐joint (SJ) strength training sessions.

Methods

The sample was composed by 12 mans. Interventions had four different exercises in each day, three sets of eight to ten repetitions.

Results

About SBP, MJ provided lower increments in relation to the SJ (p<0.001). There was effect of the moment for HR (p<0.001) and for DPB (p<0.001). The PAD decreases after warm up and had smaller value in the penultimate exercise. For DP, was shown lower training effect for the multi‐joint sessions (p=0.002).

Conclusions

MJ provided lower stress and greater cardiovascular hypotensive response when compared to SJ.

Resumen
Objetivo

Evaluar las respuestas de la frecuencia cardiaca (FC), presión arterial sistólica (PAS) y presión arterial diastólica (PAD), y doble producto (DP) en sesiones de fuerza poliarticular (SEP) y monoarticular (SEM).

Métodos

La muestra estuvo compuesta por 12 hombres. Las intervenciones tuvieron cuatro ejercicios separados con tres series de 8 a 10 repeticiones máximas.

Resultados

En la PAS, la SEP proporciona incrementos inferiores a la SEM (p<0,001). Se observó un efecto del momento del análisis para la FC (p<,001) y para la PAD (p<0,001). La PAD disminuyó después del calentamiento y tuvo menor valor en el penúltimo ejercicio. En DP se indicó un efecto del entrenamiento con SEP que proporcionó valores inferiores (p=0,002).

Conclusiones

La SEP proporciona menos estrés y mayor respuesta hipotensiva cardiovascular en comparación con la SEM.

Palavras‐chave
Treinamento de resistência, Força muscular, Frequência cardíaca, Pressão arterial
Keywords
Resistance training, Muscle strength, Heart rate, Blood pressure
Palabras clave
Entrenamiento de resistencia, Fuerza muscular, Ritmo cardíaco, Presión arterial
Introdução

O treinamento de força é recomendado para aperfeiçoar o desempenho físico em diversas modalidades esportivas (Kraemer e Hakkinen, 2004); no entanto, também tem sido aplicado na promoção da saúde (Katula et al., 2006) e na prevenção de doenças (Barcellos et al., 2012). Dentre essas, destacam‐se evidências no controle de problemas metabólicos (Minges et al., 2013) e cardiovasculares (Mota et al., 2013). Ademais, estudo epidemiológico recente observou que níveis mais elevados de força muscular estão inversamente associados à mortalidade em homens hipertensos (Artero et al., 2011).

Especificamente quanto ao desenvolvimento da força muscular, uma das variáveis envolvidas com seu treinamento diz respeito à escolha dos exercícios de força (EF), os quais podem ser feitos de modo mono ou poliarticular, em decorrência do número de articulações e segmentos corporais envolvidos (Kraemer e Ratamess, 2005). Embora haja grande apelo para EF monoarticulares (Schoenfeld e Contreras, 2012), reforça‐se a relevância de estímulos poliarticulares (Gentil et al., 2013; McBride et al., 2010; Gentil, 2005), até se indica sua superioridade em relação a EF denominados funcionais na ativação muscular em execuções isoladas, a partir de análise eletromiográfica (McBride et al., 2010), na produção de força (Chulvi‐Medrano et al., 2010) e nas respostas neuromusculares a programa de treinamento (Otto et al., 2012; Bratic et al., 2012).

Acerca da ativação cardiovascular decorrente do treino de força, a maioria dos estudos se deu com EF isolados (Polito e Farinatti, 2003), sejam monoarticulares, como a rosca direta para bíceps (Szuck et al., 2012), ou poliarticulares, como o supino reto (Silva et al., 2007) e o leg press (Gotshall et al., 1999). Porém, são escassas as investigações que avaliaram respostas hemodinâmicas decorrentes de sessões de treino completas, inclusive poliarticulares (Tiggemann, 2010). O melhor conhecimento de como o organismo responde ao longo de sessão completa de EF pode contribuir para a organização de programas de treinamento resistido que gerem menor estresse cardiovascular (Crisafulli et al., 2006) e possam ser feitos por pessoas com agravos cardiometabólicos (Baross et al., 2012; Simões et al., 2010; White, 1999).

Além de variáveis frequentemente pesquisadas, como frequência cardíaca (FC), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), o duplo produto (DP) se destaca como preditor indireto do consumo de oxigênio pelo miocárdio, consiste‐se como parâmetro relevante para análise de risco cardiovascular durante o exercício físico (Farinatti e Assis, 2000). Seu valor representa a estimativa do trabalho do miocárdio, assim como a demanda do organismo por oxigênio (Miranda et al., 2005), e tem sido considerado como o método não invasivo mais adequado para se avaliar o trabalho do miocárdio, durante repouso ou em esforços físicos contínuos de natureza aeróbia. Segundo indicações do ACSM (2003), o DP também é considerado o melhor indicador de sobrecarga cardíaca em EF. Assim, o objetivo da presente investigação foi avaliar e comparar as respostas da PAS, PAD, FC e DP durante sessões de força poliarticulares (STP) ou monoarticulares (STM).

Material e métodosTipo de estudo e caracterização das variáveis

Este estudo é experimental randomizado, contrabalanceado e de medidas repetidas. As variáveis dependentes são PAS e PAD, FC e DP e as variáveis independentes são o tipo de sessão, STP ou STM e EF usados.

Grupo estudado

A amostra foi composta de 12 homens com 23,4±3 anos de idade e 4,2±1,7 anos de treino na musculação, 1,77±0,07m de estatura e massa corporal de 80,6±10kg, voluntários e recrutados por conveniência, devido à experiência pregressa com treinamento de força. Os indivíduos tinham, pelo menos, oito meses ininterruptos de prática, com frequência igual ou superior a três sessões semanais e estavam familiarizados com os EF propostos. Indica‐se que todos eram aptos à prática de exercícios físicos de força de acordo com questionário de prontidão (PAR‐Q), o qual foi preenchido em conjunto com o termo de consentimento livre e esclarecido (projeto aprovado no Comitê de Ética Local, protocolo #037/2011).

Delineamento do estudo

Após agendamentos individuais, cada sujeito se deslocou por três dias às instalações destinadas às coletas dos dados. Os procedimentos foram executados por pesquisadores previamente treinados. A primeira visita ocorreu à tarde, entre 14h e 18h, com a aplicação de anamnese, questionário PAR‐Q, verificação da prontidão para a prática (Laurent, 2011), medida da massa corporal (Filizola®, Brasil, com precisão de 0,01kg) e da estatura (estadiômetro com precisão de 0,01m). Após aquecimento específico, foram conduzidos testes de faixa de oito a 10 repetições máximas (RM) em todos os EF, para prescrição do treinamento. Os procedimentos para aquecimento e obtenção das quilagens empregadas nos treinos seguiram os indicativos da literatura (Kraemer e Hakkinen, 2004; Kraemer e Ratamess, 2005).

Na segunda e terceira visitas, cada sujeito foi submetido a uma das duas sessões de treino de força, STP ou STM, aleatoriamente determinadas na primeira visita. As características gerais dos treinos estão apresentadas na tabela 1.

Tabela 1.

Esquema das sessões de treino, com média±desvio padrão das cargas empregadas

Sessão  Nome do exercício (carga empregada)  Ordem de execução  Grupo agonista primário  Modo de execução 
POLIARTICULARLeg Press 45° (185±35kg)  Quadríceps femoral  Decúbito dorsal, banco 45°, faz‐se extensão de joelhos e do quadril 
Supino reto com barra (52±9kg)  Peitoral maior  Decúbito dorsal, faz‐se flexão horizontal escápulo‐umeral e extensão dos cotovelos 
Stiff (65±14kg)  Bíceps femoral  Em pé, flexão do quadril e flexão dos joelhos 
Desenvolvimento com halteres (36±5,6kg)  Deltoide  Extensão dos cotovelos e abdução de ombros 
MONOARTICULARExtensão de joelhos (42±7kg)  Quadríceps femoral  Sentado, faz‐se extensão dos joelhos 
Crucifixo com halteres (33±4kg)  Peitoral maior  Decúbito dorsal, faz‐se flexão horizontal escápulo‐umeral 
Flexão de joelhos (38±9kg)  Bíceps femoral  Decúbito ventral, faz‐se flexão final de joelhos 
Elevação lateral com halteres (15±2kg)  Deltoide  Abdução de ombros 

O aquecimento foi composto de EF complexos a fim de promover elevação da prontidão, ativação neuromuscular, maior fluxo sanguíneo e amplitude de movimento (Mello et al., 2012). Foi feito com carga total de 20kg, durou 90 segundos e teve a seguinte organização: 1) levantamento da barra com encolhimento de ombros; 2) arremesso olímpico; 3) desenvolvimento de ombros; 4) agachamento frontal; 5) remada curvada; e 6) levantamento terra romeno, feito em séries únicas de seis repetições sem intervalos entre os EF (Javorek, 1988). Tal estímulo é suficiente para promover o aquecimento orgânico para as atividades subsequentes, com elevação da temperatura corporal e da FC (Mello et al., 2012).

Após o aquecimento, e 90 segundos de descanso, cada exercício da sessão STP ou STM, apresentado na tabela 1, foi executado em três séries, com número máximo possível de repetições, dentro da faixa de treino estipulada de oito a 10 repetições máximas (Gentil et al., 2013; Simões et al., 2010; Gentil, 2005). A escolha dessa faixa de treino foi apoiada em estudos que comprovam menor trabalho cardíaco em EF que envolve cargas elevadas e menor número de repetições (Polito et al., 2004) e em evidências que indicam que essa é a faixa mais comum de treino empregada nas salas de musculação (Wathen e Hagerman, 2010).

Os intervalos foram de 60 segundos entre séries e de 90 segundos entre EF e foi usado tempo de contração muscular de dois segundos na fase concêntrica e três segundos na fase excêntrica dos EF propostos (Kraemer e Ratamess, 2005; Gentil, 2005). Após cumprir a primeira sessão de treino, os sujeitos aguardaram entre 48 e 72 horas para a próxima.

Ao início de cada sessão foi apresentada escala de percepção de recuperação, com o propósito de controlar possíveis casos de recuperação insuficiente. Esse instrumento consta de dez opções acerca do estado de prontidão, que vai de muito bem recuperado/altamente energético a muito mal recuperado/extremamente cansado (Laurent, 2011). Os sujeitos deveriam indicar valores superiores a 7 (bem recuperado) para poder executar os procedimentos planejados, caso contrário deveriam voltar no dia seguinte e assim sucessivamente. A fim de evitar interferências pregressas, foi solicitado que os envolvidos não fizessem treinamento de força no período de 48 horas antecedentes à intervenção e que mantivessem suas rotinas de alimentação e descanso.

Medidas hemodinâmicas

As variáveis hemodinâmicas foram aferidas em diferentes momentos, inclusive imediatamente após a última série de cada exercício, e em todos os momentos as medidas foram tomadas com o indivíduo sentado e em repouso. A figura 1 apresenta esses momentos e o delineamento experimental do estudo.

Figura 1.
(0.17MB).

Delineamento experimental do estudo.

Para aferição da FC foi usado cardiofrequencímetro (Polar®, modelo FS1, Finlândia) e para mensuração da pressão arterial empregaram‐se: i) esfigmomanômetro aneroide (Bic®, Brasil), previamente aferido e calibrado, segundo critérios do Instituto Nacional de Metrologia, e ii) estetoscópio duplo (Accumed®, modelo Premium, Brasil), com o emprego de método de ausculta (Brinton et al., 1998). A partir de medidas prévias, de acordo com procedimentos padronizados (ACSM, 2003), os avaliadores envolvidos no presente estudo obtiveram elevada reprodutibilidade (CCI=0,89) em duas medidas distintas, feitas com sete dias de intervalo entre elas.

Para a aferição da pressão arterial, sempre no hemicorpo esquerdo, foi solicitado que os sujeitos permanecessem em silêncio, além de anteriormente às coletas não ingerirem bebidas alcoólicas, bem como cafeína na hora anterior a ela. O valor da PAS correspondeu à fase I de Korotkoff e o da PAD, à fase V, ou de desaparecimento dos sons (Silva et al., 2007), a insuflação e desinsuflação do manguito ocorreram em ritmo de 2mmHg/s (Pavan et al., 2012).

Para a aferição de PAS e PAD após execução da última série de cada um dos EF, os indivíduos permaneceram igualmente sentados, mantiveram as pernas descruzadas e os pés apoiados no solo. O braço no qual seria fixado o manguito permaneceu descoberto, esse foi colocado à distância de 2,5cm entre a extremidade inferior e a fossa antecubital, com o braço posicionado em nível médio do esterno, com a palma da mão voltada pra cima e o cotovelo ligeiramente fletido (Chobanian et al., 2003). Com vistas a diminuir os erros de medida, um único avaliador foi responsável por todas as mensurações.

A PA e FC foram mensuradas na situação de prontidão (imediatamente pré‐aquecimento), após aquecimento e no fim da última série de cada exercício. Desse modo, com as medidas de FC e pressão arterial, foi calculado o respectivo DP. Para seu cálculo, foi empregada multiplicação do valor aferido das variáveis PAS e FC (Farinatti e Assis, 2000).

Análise estatística

A análise dos dados foi feita com o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS, versão 17.0 SPSS Inc., Chicago IL). Empregaram‐se estatística descritiva e inferencial para a análise dos dados. Na primeira, considerando distribuição normal dos dados pela prova de Shapiro‐Wilk, empregou‐se média e desvio padrão (DP).

Para as comparações entre EF, segundo tipo de sessão, foi usado o teste t de Student para amostras independentes. Conduziu‐se análise de variância de dois caminhos (two‐way Anova), com medidas repetidas, para se testar os diferentes momentos numa mesma sessão e entre tipo de treino, mono e poliarticular, o teste de Mauchly foi empregado para se testar a esfericidade dos dados e a correção de Greenhouse‐Geiser usada quando necessária. Identificando‐se significância na Anova, usou‐se o teste de Bonferroni para identificação das diferenças. Adicionalmente, apresentam‐se o eta2 (valores de 0,01 foram considerados pequenos, próximos a 0,06 de magnitude média e ao redor de 0,14 de grande magnitude; Cohen, 1998) e o poder do teste (< 0,2 considerado pequeno, entre 0,2 e 0,8 é moderado e maior que 0,8 considerado de grande magnitude; Cohen, 1998). O nível de significância estatística foi definido em p<0,05.

Resultados

Para a STM e a STP, todos os envolvidos superaram o nível mínimo exigido de recuperação para execução das atividades e esforços propostos, não foi necessário aguardar tempo superior ao planejado.

Efeitos do tipo de exercício e de treino na PA

Acerca da PAS, houve efeito do tipo de treino (F=14,82, p<0,001, eta2=0,075 e poder=0,96) e do momento (F=7,8, p<0,001, eta2=0,67 e poder=0,99), sem interação entre eles, a dinâmica temporal pode ser observada na figura 2A. Destaca‐se que a medida pré‐aquecimento é estatisticamente inferior a todas as demais (p<0,05) para a PAS. Adicionalmente, entre as sessões há elevação inferior na PAS em EF poliarticulares, quando comparados com a STM (tabela 2).

Figura 2.
(0.14MB).

Média±dp das medidas de PAS (A) e PAD (B), segundo momentos de registro.

Pré‐Aq. e Pós‐Aq., momentos pré‐ e pós‐aquecimento; R.Post., EF para região posterior da coxa; R.Tronco, EF para região do tronco; R.Ant., EF para região anterior da coxa; R. Ombros, EF para região dos ombros.

# Diferente dos momentos subsequentes, na mesma sessão de treino (p<0,005).

*Diferente do exercício correspondente na outra sessão de treino.

‡ Diferente dos EF imediatamente anterior e posterior, na mesma sessão de treino. Linhas contínuas e quadrados se referem a STM e linhas tracejadas, com triângulos, ao STP. Registros de significância estatística nas linhas horizontais denotam diferenças entre momentos anteriores e posteriores a eles.

Tabela 2.

Média±dp das diferentes variáveis hemodinâmicas mensuradas e comparações entre EF, segundo tipo da sessão de treino de força

  STP  STM  p‐valor 
Pressão arterial sistólica (mmHg)
Pré‐aquecimento  117,1±11,2  120,7±15,4  0,49 
Pós‐aquecimento  137,5±15,5  137,9±13,1  0,95 
Região posterior da coxa  137,5±9,8  140,4±11,0  0,47 
Região do tronco  129,6±15,2  143,9±12,0  0,01 
Região anterior da coxa  127,9±17,6  146,1±9,2  0,002 
Região dos ombros  133,2±17,9  146,8±13,2  0,03 
Pressão arterial diastólica (mmHg)
Pré‐aquecimento  68,9±7,6  70,7±7,0  0,52 
Pós‐aquecimento  67,1±8,9  66,8±6,1  0,9 
Região posterior da coxa  60,4±8,2  59,6±10,8  0,84 
Região do tronco  59,6±8,0  60,7±9,6  0,75 
Região anterior da coxa  48,2±5,8  56,4±8,6  0,006 
Região dos ombros  56,8±8,2  58,9±10,4  0,55 
Frequência cardíaca (bpm)
Pré‐aquecimento  78,5±13,0  81,1±13,3  0,60 
Pós‐aquecimento  121,9±17,4  123,1±15,3  0,84 
Região posterior da coxa  156,4±14,1  147,0±18,4  0,14 
Região do tronco  144,2±21,1  147,4±15,4  0,65 
Região anterior da coxa  158,1±17,0  156,4±13,4  0,65 
Região dos ombros  159,3±6,7  160,6±8,6  0,78 
Duplo produto (bpm•mmHg)
Pré‐aquecimento  9299±2366  9854±2391  0,54 
Pós‐aquecimento  16784±3144  17001±2923  0,85 
Região posterior da coxa  21535±2718  20730±3748  0,52 
Região do tronco  1881±4243  2128±3369  0,67 
Região anterior da coxa  18818±4243  21284±3370  0,1 
Região dos ombros  20219±3635  22883±2781  0,04 

STP e STM, respectivamente sessões de treino poli e monoarticular.

Com respeito à PAD, não há efeito do tipo de sessão (F=2,01, p=0,15, eta2=0,01, poder=0,29), mas sim do momento de análise (F=15,4, p<0,001, eta2=0,33 e poder=0,99). Os valores pré e pós‐aquecimento não diferem entre si; porém, em ambas as sessões esses dois momentos iniciais têm PAD superiores aos demais registros durante o treino (p<0,05, fig. 2B). Quanto aos estímulos no interior das sessões, os EF para região anterior da coxa geraram queda significativa na PAD em relação aos EF para peitoral e posterior de coxa (respectivamente p=0,01 e p=0,001, fig. 2B).

Efeitos do tipo de exercício e de treino na frequência cardíaca e duplo produto

Não se registrou efeito do tipo de treino (F=0,01, p=0,92, eta2=0,01, poder=0,05), embora haja efeito do momento (F=120,9, p<0,001, eta2=0,79, poder=0,99). A FC nas situações pré‐ e pós‐aquecimento foi inferior aos demais momentos (fig. 3). Em ambos os treinos, os EF relacionados à região dos ombros proporcionaram elevação superior aos estímulos para região do tronco (p=0,04) e anterior da coxa (p=0,002). Adicionalmente, a FC no fim do treino foi estatisticamente superior que àquela coletada após os EF para região anterior da coxa.

Figura 3.
(0.15MB).

Média±dp das medidas de frequência cardíaca (gráfico A) e duplo produto (gráfico B), segundo momentos de registro.

Pré‐Aq. e Pós‐Aq., momentos pré‐ e pós‐aquecimento; R.Post., EF para região posterior da coxa; R.Tronco, EF para região do tronco; R.Ant., EF para região anterior da coxa; R. Ombros, EF para região dos ombros; Pós‐Treino, momento de coleta ao final da sessão de treino.

# Diferente dos momentos subsequentes, na mesma sessão de treino (p<0,005).

*Diferente do exercício correspondente, na outra sessão de treino.

† Diferente do exercício para região dos ombros. Linhas contínuas e quadrados se referem a STM e linhas tracejadas, com triângulos, ao STP. Registros de significância estatística nas linhas horizontais denotam diferenças entre momentos anteriores e posteriores a eles.

No DP se registrou efeito do treino (F=10,18, p=0,002, eta2=0,05, poder=0,88), a STP proporcionou valores inferiores, e do momento (F=61,6, p<0,001, eta2=0,67, poder=0,99). No entanto, não houve interação entre tipo de treino e momento. Nesse contexto, os valores pré e pós‐aquecimento são inferiores aos demais (p<0,001). Especificamente quanto ao momento, a figura 3 explicita que as medidas após o exercício referente à região anterior da coxa foram inferiores àquelas relacionadas à região do ombro (p=0,02) e do fim da sessão (p=0,004).

Discussão

O presente estudo objetivou comparar as respostas de FC, pressão arterial e DP durante STM e STP, dado que a maioria das publicações até o momento analisou apenas EF isolados (Neto et al., 2010; Monteiro et al., 2008; Miranda et al., 2006; Polito et al., 2004; Farinatti e Assis, 2000). Nesse sentido, o principal achado é quanto à PAS, a qual diminuiu de modo mais pronunciado na sessão com EF poliarticulares, quando comparada com a STM.

No que diz respeito à resposta hipotensiva da PA, Devereux et al. (2012) registraram reduções na PA de repouso pelo treinamento isométrico durante a execução do exercício extensão de joelhos bilateral e sugerem que esteja relacionada ao acúmulo de lactato derivado do exercício. O acúmulo desse metabólito não exibe relação causa‐efeito direta com a diminuição da PA de repouso, no entanto ele pode estar associado à diminuição da resistência vascular periférica (Crisafulli et al., 2006; Simões et al., 2010), a qual se evidenciaria no treinamento com exercícios poliarticulares, os quais envolvem quantidade superior de massa muscular e de diferentes grupos sinergistas (Kraemer e Ratamess, 2005). Isso ocorre porque o sistema muscular tem nervos aferentes do tipo IV, capazes de transmitir informações referentes ao metabolismo local ao sistema nervoso central, e tais nervos recebem informações de receptores sensoriais sensíveis a concentração de alguns metabólitos, como lactato, produzidos durante situações de estresse (Crisafulli et al., 2003). Uma vez que exista maior acúmulo de lactato em EF feitos de forma poliarticular, isso poderia ocasionar menor elevação da PA nesse tipo de sessão quando comparada com a STM (Kraemer e Ratamess, 2005). A resposta hipotensiva da presente pesquisa corrobora os achados de outros estudos (Simão et al., 2005; Veloso et al., 2010) que também encontraram hipotensão maior nas sessões com EF resistidos mais intensos.

Embora o mecanismo da hipotensão precise ser mais bem entendido, indica‐se que diminuição da resistência vascular periférica (Simões et al., 2010) e da atividade do sistema nervoso simpático (Fisher e Whyte, 2004), associada à diminuição do fluxo sanguíneo para áreas cerebrais envolvidas com a regulação cardiovascular, como o córtex insular (Williamson et al., 2004), pode contribuir para ocorrência de tal fenômeno. Adicionalmente, a PA de repouso pode ter apresentado valores inferiores no treino poliarticular por diferentes motivos, embora a maioria deles seja especulativa. Assumindo‐se que esse tipo de exercício de força envolve quantidade superior de massa muscular, tende‐se a observar maior volume de ejeção e pressão arterial sistólica, hiperemia e maior ação do sistema nervoso autônomo simpático (Devereux et al., 2012). Ademais, o acúmulo de metabólicos depende da intensidade do esforço e isso desempenha função importante na estimulação de metaborreceptores, que causaria resposta pressórica intensidade‐dependente diferenciada (Baross et al., 2012). Nesse sentido, também já se observou responsividade vaconstritora vascular reduzida em treinamentos mais intensos (Donato et al., 2007). Isso pode ser explicado como uma atenuação induzida pelo treinamento à vasoconstricção mediada pela noradrenalina, o que proporciona upregulation da via sinalizadora do α‐receptor da óxido‐nítrico sintase endotelial (Baross et al., 2012) e diminui a resistência vascular periférica e a PA em exercícios de força com grande quantidade de massa muscular envolvida.

Estudo recente também observou diminuição da PAS após 15min de treino de força, no entanto empregou sessão mista (STM e STP) de força e com idosas (Mota et al., 2013). Tal achado até já foi registrado de modo crônico após 12 semanas de intervenção com idosas saudáveis, embora com predomínio de STM (Gerage et al., 2013). Quando comparadas STP e STM houve menor elevação da PAS na STP, comportamento diferente dos achados de MacDougall et al. (1985), que encontraram em EF que envolvem grandes massas musculares, como o leg press, maior resposta pressórica se comparados a EF que envolvem grupos musculares menores, como o extensor de joelhos. Durante a execução do treinamento resistido, a PA tenderia a aumentar seus valores e isso seria explicado pela ativação dos quimiorreceptores por meio da fadiga periférica (MacDougall et al., 1985) e em decorrência ao estímulo de metaborreceptores, que a partir de ramos aferentes sinalizam para respostas hemodinâmicas mais acentuadas (Crisafulli et al., 2003).

Com relação à PAD, em ambas as sessões os momentos finais do treino exibiram valores inferiores à situação pós‐aquecimento. Esse comportamento é diferente dos achados de Bueno et al. (2011), que não verificaram modificações da PAD que usou o exercício agachamento na barra guiada, com tempo total de 20min, e de Simão et al. (2005), que não encontraram diferença estatística nos valores pós‐treino quando comparados com os valores de repouso em grupos que fizeram treinos resistidos. No entanto, são próximos ao observado por outros pesquisadores que registraram decréscimo após 15min (Mota et al., 2013) e 30min (Veloso et al., 2010) do término da sessão. Ainda, segundo Simão et al. (2005), um dos fatores que têm causado resultados antagônicos em diferentes estudos e dificultado comparações é o fato de que nem todos os pesquisadores deixam claro se seus protocolos são feitos com repetições máximas (até a falha) ou com repetições submáximas. Na presente investigação foi empregada faixa de repetições, o que garantia execução de repetições máximas em todas as séries e EF.

A FC não apresentou efeito do tipo de sessão de treino, mas somente nos diferentes momentos de coleta, ou seja, ela parece responder de modo semelhante nos dois tipos de treino. Essa dinâmica se deve, basicamente, a dois mecanismos fisiológicos: diminuição do tônus vagal sobre o coração devido ao EF, o que por si só já provoca aumento na FC, e aumento do componente simpático sobre o coração, que ocorre de forma proporcional à intensidade do exercício (Barreto e Negrão, 2005).

Já em consideração ao DP, há influência do tipo de treino, a STM proporciona valores maiores se comparada com poliarticular. Esse aumento é justificado pela maior elevação na PAS em EF monoarticulares, já que não houve diferença significativa na FC. Tal resultado vai de encontro a estudo que relata que EF com envolvimento de grande massa muscular, como os contidos na STP, produzem maior resposta da PA do que EF que envolvem menores grupos musculares, componentes da STM, o que impactou diretamente o valor do DP (MacDougall et al., 1985). No estudo de Leite e Farinatti (2003) foram comparadas as respostas hemodinâmicas entre séries únicas de extensão de joelhos e leg press horizontal, o primeiro exercício demonstrou DP 10,5% maior. Como possível razão para esse comportamento, há a possibilidade de o primeiro exercício, exclusivamente extensor de joelhos, concentrar‐se mais no quadríceps do que o leg press, já que a FC e a PAS são sensíveis às contrações prolongadas quando excessivamente localizadas na musculatura alvo (White, 1999), o que corrobora os achados do presente estudo.

Como limitações, indica‐se ausência de controle do uso de suplementos nutricionais ou farmacológicos, os quais poderiam contribuir para modificação dos valores de FC e PAS e PAD. Adicionalmente, os autores reconhecem que, na prática cotidiana, poucos profissionais têm feito uso de EF exclusivamente poliarticulares. Porém, indica‐se que esse tipo de escolha tem aumentado e sido sistematicamente estimulado pela literatura (McBride et al., 2010; Gentil et al., 2013). Por fim, sugere‐se que estudos adicionais sejam feitos com outros grupos populacionais, especialmente com indivíduos com agravos cardiometabólicos, os quais podem se beneficiar sobremaneira com os achados da presente investigação.

Conclusões

Há maior demanda cardíaca em STM de força (DP superior) e tal resultado decorre do maior incremento da PAS ao longo das séries. Adicionalmente, valores mais elevados de FC foram observados nos EF para a região dos ombros, quando comparados com os estímulos para a região do tronco e anterior de coxa, independentemente do tipo de sessão. Com relação à PAD, houve queda significativa nos EF para a região anterior da coxa em relação aos EF para peitoral e posterior de coxa.

A STP feita no presente estudo proporcionou resposta hipotensiva e menor demanda cardiovascular quando comparada com a STM.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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