Revista Brasileira de Ciências do Esporte Revista Brasileira de Ciências do Esporte
Revista Brasileira de Ciências do Esporte 2015;37:87-95 - Vol. 37 Núm.1 DOI: 10.1016/j.rbce.2015.01.001
Artigo original
Resposta aguda de variáveis clínicas e funcionais em exercício máximo de contração concêntrica versus excêntrica
Acute response of clinical and functional variables in maximal exercise from contraction concentric versus eccentric
Respuesta aguda de las variables clínicas y funcionales de la contracción concéntrica máxima de ejercicio en comparación con excéntrica
Danielli Aguilar Barbosaa, Fernanda Assen Soares Campoya, Thâmara Alvesa, Maíra Campos de Albuquerquea, Mariana de Oliveira Goisa, Roseana Paula de Ávilab, Jayme Netto Júniorb,c, Carlos Marcelo Pastrea,c,,
a Programa de Pós‐Graduação em Fisioterapia, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Presidente Prudente, SP, Brasil
b Departamento de Fisioterapia, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Presidente Prudente, SP, Brasil
c Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, São José do Rio Preto, SP, Brasil
Recebido 18 Setembro 2012, Aceitaram 12 Janeiro 2015
Resumo

O objetivo do estudo foi analisar e comparar as respostas agudas de variáveis clínicas e funcionais, após uma sessão de exercício de força máxima de contração concêntrica versus excêntrica. Foram avaliados 46 indivíduos do sexo masculino, divididos aleatoriamente em dois grupos, conforme o tipo de exercício. Na comparação entre os grupos não houve diferenças significativas. Porém, na análise de cada grupo observou‐se aumento da sensação de dor (EVA) e da percepção de esforço (escala de Borg) e incrementos nas medidas da circunferência da coxa (grupo excêntrico: 10% [p<0,001], 20% [p<0,001] e 30% [p<0,05]; grupo concêntrico: 40% [p<0,01]). Para o algômetro, apenas o grupo concêntrico apresentou menor limiar (p<0,01). Pode‐se inferir que estímulos controlados até 100% não são agressivos e limitantes e futuros estudos podem incluir análises de marcadores de lesão.

Abstract

The aim of the study was to analyze and compare the acute responses of clinical and functional variables after a maximum force exercise of eccentric versus concentric contraction. We evaluated 46 male subjects were randomly divided into two groups according to the type of exercise. Comparing the groups no significant differences, but the analysis of each group, there was an increased sensation of pain (VAS), perceived exertion (Borg scale) and increases in measures of thigh circumference (eccentric group: 10% (p<0.001) 20% (p<0.001) 30% (p<0.05) and concentric to the group: measured with 40% p<0.01) for the algometer, only concentric group showed lower threshold (p<0.01). It can be inferred that stimuli controlled up to 100% are not aggressive and limiting, and future studies may include analysis of injury markers.

Resumen

El objetivo del estudio fue analizar y comparar las respuestas agudas de las variables clínica y funcional después de un ejercicio de fuerza máxima de contracción excéntrica frente concéntrica. Se evaluaron 46 sujetos masculinos, divididos aleatoriamente en dos grupos, de acuerdo con el tipo de ejercicio. La comparación de los grupos no hubo diferencias significativas, pero el análisis de cada grupo, se produjo un aumento de la sensación de dolor (VAS), el esfuerzo percibido (escala de Borg) y el aumento de las medidas de la circunferencia del muslo (grupo excéntrico: 10% (p<0,001) 20% (p<0,001) 30% (p<0,05) y concéntrico con el grupo: medido con 40% p<0,01) para algómetro, sólo el grupo concéntrico tuvo umbral inferior (p<0,01). Se puede inferir que los estímulos controlados hasta el 100% no son agresivos y limitante, y los estudios futuros pueden incluir análisis de marcadores de lesión.

Palavras‐chave
Exercício físico, Força muscular, Dor, Reabilitação
Keywords
Exercise, Muscle strength, Pain, Rehabilitation
Palabras clave
Ejercicio, Fuerza muscular, Dolor, Rehabilitación
Revista Brasileira de Ciências do Esporte 2015;37:87-95 - Vol. 37 Núm.1 DOI: 10.1016/j.rbce.2015.01.001