Revista Brasileira de Ciências do Esporte Revista Brasileira de Ciências do Esporte
Revista Brasileira de Ciências do Esporte 2016;38:358-62 - Vol. 38 Núm.4 DOI: 10.1016/j.rbce.2016.01.011
Artigo original
O status da partida e a amplitude de circulação da bola da seleção espanhola de futebol na Copa do Mundo Fifa® 2010
Match status and width of ball circulation of the Spanish national soccer team in the 2010 Fifa® World Cup
Status del partido y la amplitud de circulación del balón de la selección española de fútbol en la Copa del Mundo Fifa® 2010
Rodrigo Santosa,, , Emerson Moraesa, Israel Teoldob
a Universidade Federal de Viçosa (UFV), Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Departamento de Educação Física, Núcleo de Pesquisa e Estudos em Futebol, Viçosa, MG, Brasil
b Universidade Federal de Viçosa (UFV), Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Departamento de Educação Física, Viçosa, MG, Brasil
Recebido 11 Junho 2013, Aceitaram 15 Agosto 2013
Resumo

Este artigo objetiva comparar a amplitude de circulação da bola da seleção espanhola de futebol na Copa do Mundo Fifa® 2010, pelo número de variações de corredor (NVC) em diferentes status das partidas. A amostra englobou 850 sequências ofensivas dos sete jogos da equipe na competição. Para coleta de dados, usou‐se a observação de partidas televisionadas. Os dados foram registrados no Excel 2007. Fez‐se análise descritiva para NVC. O teste de Kolmogorov‐Smirnov foi usado para verificar a distribuição dos dados. Usou‐se o teste de Kruskal‐Wallis (p<0,05) para comparar o NVC entre os status das partidas. Não houve diferença significativa de NVC nos status das partidas (p=0,328). Conclui‐se que o status da partida não influenciou a amplitude de circulação da bola da Espanha.

Abstract

This paper aims to compare the width of ball circulation of the Spanish National Soccer Team, through the number of corridor variations (NVC) in different match statuses during the 2010 Fifa® World Cup. The sample comprised 850 offensive sequences of 7 matches of the team in the tournament. Data collection was performed through observation of TV matches. Data were registered in Excel 2007. Descriptive analysis was performed for NVC. Kolmogorov‐Smirnov test was used to verify data distribution. Kruskal‐Wallis test (p<0.05) was used to compare NVC in the match statuses. IBM SPSS v.20 was used for data treatment. NVC did not presented significant differences regarding the match status (p=0.328). It is concluded that match status did not influence Spain's width of ball circulation.

Resumen

Este artículo trata de comparar la amplitud de circulación del balón de la selección española de fútbol con el número de variaciones de corredor (NVC) en diferentes status en los partidos de la Copa del Mundo Fifa® 2010. La muestra fue de 850 secuencias de los 7 partidos del equipo. Para la recogida de datos se visionaron los partidos televisados. Los datos se registraron en Excel 2007. Se realizó un análisis descriptivo del NVC. Se utilizó el test de Kolmogorov‐Smirnov para verificar la distribución de los datos y el test de Kruskal‐Wallis (p < 0,05) para comparar el NVC entre los status de los partidos. Se utilizó IBM SPSS 20 para el tratamiento de datos. El NVC no presentó diferencias significativas en los status de los partidos (p=0,328). Se concluyó que el status del partido no influyó en la amplitud de circulación del balón de España.

Palavras‐chave
Futebol, Tática, Status da partida, Circulação da bola
Keywords
Soccer, Tactics, Match status, Ball circulation
Palabras clave
Fútbol, Táctica, Status del partido, Circulación del balón
Introdução

A análise de jogo no futebol é necessária para o entendimento das ações referentes à dinâmica desse esporte, assim como para auxiliar no planejamento das atividades de treino ou de ensino‐aprendizagem (Carling et al., 2005). Seu objetivo consiste na identificação dos pontos fortes da própria equipe – para que sejam ainda mais bem desenvolvidos – e também os fracos – para que atinjam um nível superior. Ao mesmo tempo, treinadores podem usá‐la para se defender e contra‐atacar os pontos fortes do adversário, além de explorar seus pontos fracos (Lago‐Peñas, 2009). No entanto, certas características do comportamento das equipes, além de aspectos particulares que parecem balizar esse comportamento, aparentam estar vinculados ao desempenho superior dentro da modalidade. Uma das variáveis que aparentam influenciar o comportamento de equipes e jogadores, além de outra que tem sido apontada como preditiva para o sucesso no futebol são, respectivamente, o status da partida e a circulação da bola. (Lemoine e Jullien, 2008; Taylor et al., 2008; Lago‐Peñas et al., 2011).

Considera‐se possível que algumas variáveis situacionais, como o status da partida, exerçam alguma influência sobre a estratégia e o estilo de jogo das equipes, assim como sobre o comportamento dos jogadores (Tucker et al., 2005; Castellano et al., 2009; Lago‐Peñas e Dellal, 2010). O status da partida é determinado pelo resultado momentâneo de um confronto e relativiza os comportamentos analisados de acordo com o placar do jogo no exato momento em que esses comportamentos ocorrem, quer a equipe em questão esteja vencendo, empatando ou perdendo (Bloomfield et al., 2005; Taylor et al., 2008). No entanto, parece haver uma necessidade de avaliar a influência do status da partida sobre aspectos específicos do jogo de uma equipe, pois, a partir de tal parâmetro, poderá ser possível inferir se o resultado momentâneo de uma partida exerce influência sobre o comportamento dos jogadores de uma equipe e, por consequência, sobre seu modelo de jogo (Lago‐Peñas, 2009).

No futebol, a conservação da posse de bola, assim como um padrão de jogo estável, é um fator que tem sido apontado como crucial para o sucesso de uma equipe (Lago‐Peñas e Martín, 2007; Lago‐Peñas e Dellal, 2010). Nesse sentido, o estudo de Lemoine et al. (2007) analisou as seleções que disputaram a Uefa® Euro 2004 sob o ponto de vista da circulação da bola, naquilo que diz respeito à sua profundidade e amplitude, e verificou que sequências ofensivas com alta velocidade de circulação da bola tendem a ser feitas em espaços intracorredores, o que sugere uma diminuição da amplitude de circulação. Por sequência ofensiva entende‐se a ação de posse de bola decorrida entre o primeiro contato com a bola de um dos jogadores de uma equipe e o momento do último contato feito pelo mesmo ou por outro jogador da mesma equipe durante a ação (Garganta, 1997). No intuito de se avaliar a amplitude da circulação da bola da seleção espanhola, dentro de cada sequência ofensiva e em função do status da partida, usou‐se a variável “número de variações de corredor” (NVC), que considera o número de vezes em que a bola circula, através de passe, para um corredor diferente, dentro de uma sequência ofensiva (Garganta, 1997).

A seleção espanhola de futebol, através dos torneios conquistados recentemente, tem evidenciado as características e a efetividade de seu modelo de jogo. O tipo de jogo adotado pela equipe tem suas origens nos princípios adotados pela equipe do Ajax de Amsterdã e que também foram transmitidos à equipe do F.C. Barcelona (Kuper e Szymanski, 2009). Alguns dos princípios que balizam esse modelo são: o dinamismo estável para localizar espaços de recepção da bola, a determinação para que se dê preferência ao passe e o domínio da capacidade de conservação da posse de bola (Moreno, 2010). Alguns estudos que envolvem variáveis relativas ao modelo de jogo da seleção de futebol da Espanha já vêm sendo feitos e seus resultados têm, usualmente, evidenciado certos padrões comportamentais que confirmam as características desse modelo (Braz et al., 2011; Andrade et al., 2012). Todavia, uma vez que os padrões de circulação de bola dessa equipe aparentam ter certas particularidades, parece haver a necessidade de se analisarem os aspectos referentes aos comportamentos da seleção espanhola que estão ligados a essa variável, além de se verificar se esses comportamentos estão sujeitos à interferência de uma variável situacional.

Assim, é objetivo deste artigo comparar a amplitude de circulação da bola da seleção espanhola de futebol na Copa do Mundo Fifa® 2010, através do número de variações de corredor (NVC), nos diferentes status das partidas.

Material e métodosAmostra

A amostra deste estudo foi composta por 850 sequências ofensivas feitas durante os sete jogos disputados pela seleção espanhola de futebol durante a Copa do Mundo Fifa® 2010. Dessas, 560 sequências ofensivas foram feitas em situação de empate, 158 em situação de vitória por um gol de diferença, 65 em situação de vitória por dois gols de diferença e 66 em situação de derrota.

Procedimentos

Com o intuito de categorizar a variável “status da partida”, foram consideradas as situações de “empate” (partida empatada), “vitória+1” (Espanha vencendo por um gol de diferença), “vitória+2” (Espanha vencendo por dois gols de diferença) e “Derrota ‐ 1” (Espanha perdendo por um gol de diferença). O número de variações de corredor (NVC) foi analisado e quantificado considerando‐se a configuração espacial apresentada na figura 1. Para a coleta dos dados, usou‐se a observação de imagens de vídeo a partir de partidas transmitidas por redes de televisão. As observações dos vídeos dos jogos foram feitas através do software de vídeo Windows Media Player®. Os dados foram registrados e quantificados com planilhas do software Excel 2007 for Windows®.

Figura 1.
(0.08MB).

Configuração espacial do campo de jogo para quantificação do número de variações de corredor (NVC) (Gréhaigne et al., 2001).

Análise estatística

Fez‐se análise descritiva (frequência, média e desvio padrão) para a variável NVC. O teste de normalidade de Kolmogorov‐Smirnov foi aplicado para verificar a distribuição dos dados. Usou‐se o teste não paramétrico de Kruskal‐Wallis para comparação do número de variações de corredor entre os diferentes status das partidas, com nível de significância de p<0,05. Para o tratamento dos dados foi usado o software estatístico IBM SPSS (Statistical Package for Social Sciences) versão 20.

Análise da fiabilidade

Para o cálculo da fiabilidade adotou‐se o método teste‐reteste e se usaram os valores do teste Kappa de Cohen para a descrição dos resultados. As observações dos jogos foram feitas por três observadores treinados. Foram reanalisadas 147 ações de posse de bola, ou 17,29% da amostra, porcentagem superior àquela apontada como referência (10%) pela literatura (Tabachnick e Fidell, 2012). Os resultados de fiabilidade apresentaram valores de concordância interobservadores que se situaram entre 0,912 (ep=0,032) e 1 e intraobservador que variaram entre 0,864 (ep=0,030) e 0,998 (ep=0,002). Esses valores de fiabilidade são classificados por Landis e Koch (1977) como “quase perfeitos” (0,81 a 1).

Resultados

A tabela 1 mostra os valores do número de variações de corredor (NVC) em função de cada status da partida (“empate”, “vitória+1”, “vitória+2” e “derrota‐1”). Pode‐se verificar o maior valor absoluto (2,42±3,51) apresentado pelo status “vitória +1”, o que sugere mais variações de corredor nas sequências ofensivas ocorridas quando a Espanha vencia a partida com vantagem de um gol. Porém, tal diferença não se mostrou estatisticamente significativa (p>0,05) em comparação com as outras situações do jogo.

Tabela 1.

Média e desvio padrão dos valores do número de variações de corredor (NVC) entre os status da partida

Status  NVC 
Empate  1,81±2,20 
Vitória+2,42±3,51 
Vitória+1,86±1,87 
Derrota – 1  1,42±1,33 
Geral  1,90±2,44 
0,328 

Por outro lado, o status “derrota‐1” apresentou o menor valor absoluto (1,42±1,33) entre as situações analisadas, o que indica menor frequência de variações de corredor durante as sequências ofensivas que ocorreram quando a equipe espanhola perdia a partida por um gol de diferença. Contudo, da mesma forma, não houve diferença significativa entre esse valor e os demais.

Em resumo, nenhum dos valores de NVC apresentou diferenças significativas em função do status da partida (p=0,328).

Discussão

O objetivo deste artigo foi comparar a amplitude de circulação da bola da seleção espanhola de futebol na Copa do Mundo Fifa® 2010, através do número de variações de corredor (NVC), nos diferentes status das partidas.

Estudos recentes têm analisado o efeito exercido pelo status da partida sobre aspectos técnicos do futebol, bem como sobre a posse de bola (Taylor et al., 2008; Lago‐Peñas, 2009). Os achados do trabalho de Lago‐Peñas e Dellal (2010) indicaram que houve influência significativa do status da partida (vitória/empate) sobre as estratégias de posse de bola das equipes da Liga Espanhola de Futebol na temporada 2008/2009. O artigo de Lago‐Peñas et al. (2010), por sua vez, verificou que o desempenho físico dos jogadores durante uma partida também é afetado pelo resultado momentâneo da partida (vitória/derrota). Contudo, ainda parece haver a necessidade de se avaliarem as implicações do status da partida para variáveis relativas ao modelo de jogo das equipes, pois, dessa forma, poderá ser possível a obtenção de informações mais objetivas sobre as mudanças de comportamento dos jogadores dessa equipe em função dessa variável situacional.

O presente artigo apresentou resultados que indicam que a influência do status da partida sobre a amplitude de circulação da bola, analisada através do número de variações de corredor (NVC), não se mostrou estatisticamente significativa (p=0,328). A partir desses achados, é possível inferir que o comportamento dos jogadores da equipe, no que diz respeito à amplitude de circulação da bola, sugere que esses se mantiveram fiéis ao princípios que balizam o modelo de jogo dessa seleção, principalmente naquilo que diz respeito à organização da fase ofensiva. De acordo com Moreno (2010), tais princípios baseiam‐se na ampliação lógica dos espaços de intervenção, o que implica o alargamento do espaço de jogo efetivo, permite a incorporação dos laterais às ações ofensivas e, por consequência, possibilita a troca de passes entre diferentes corredores.

Assim como para a seleção espanhola, o uso dos flancos para a circulação da bola também parece ser uma constante dentro da filosofia do Ajax de Amsterdã, cujos princípios norteiam tanto o modelo de jogo do F.C. Barcelona quanto o da equipe da Espanha. A norma que gere as ações ofensivas do time holandês indica que quando uma ação não puder prosseguir por uma das laterais do campo, a bola deve ser enviada ao flanco contrário, pois, a partir da entrada de jogadores pelo corredor oposto àquele onde a bola se encontra, haverá uma adaptação da relação tempo‐espaço ao novo cenário, em que um dos jogadores receberá a bola em condições mais propícias à penetração e ao remate (Kormelink e Seeverens, 1997).

A escolha pela ampliação da circulação da bola também parece fazer sentido para as situações de contra‐ataque, dentro do modelo de jogo da Espanha. Um dos princípios que norteiam essa fase do jogo no modelo espanhol diz respeito à valorização da conservação da bola e à não precipitação para finalizar as ações ofensivas, o que pode exigir que, em determinados momentos, a equipe opte por preterir o passe longitudinal, dê prioridade à circulação de bola de modo transversal e use os corredores laterais como recurso à limitação espacial no corredor central (Moreno, 2010).

Ao se ponderar os achados deste artigo e compará‐los com os de outros trabalhos relativos ao tema em questão, é possível perceber que a influência de variáveis situacionais pode variar, principalmente se analisada de modo intragrupal (Lago‐Peñas, 2009; Lago‐Peñas e Dellal, 2010). Através da observação do comportamento da equipe espanhola, no que diz respeito à amplitude de circulação da bola em função do status da partida, é possível perceber que o resultado momentâneo de um jogo pode não influenciar de forma significativa as ações dos jogadores (apesar de se ter observado um número menor de sequências ofensivas no status “Derrota‐1”), desde que essas sejam fundamentadas por princípios táticos que as caracterizem, orientem e operacionalizem (Taylor et al., 2008; Teoldo et al., 2009). Para que esses princípios possam ser disseminados dentro de uma equipe, é necessário que se lance mão de treinos de qualidade, baseados nos comportamentos que se esperam dos jogadores em uma partida, e que tais comportamentos sejam apreendidos, respeitados e executados por todos os atletas, com o intuito de dar forma à ideia de jogo do treinador e, por consequência, ao modelo de jogo da equipe (Ford et al., 2010; Silva et al., 2011). A partir da solidificação desses princípios, é possível que as variáveis situacionais exerçam menor influência sobre o modelo de jogo das equipes e o comportamento dos jogadores.

Conclusão

A variável situacional “status da partida” não influenciou a amplitude de circulação da bola da seleção espanhola de futebol na Copa do Mundo Fifa® 2010.

A partir dos resultados deste artigo, inferiu‐se que o modelo de jogo dessa seleção e a disseminação dos princípios que o norteiam entre os jogadores da equipe são fatores que podem ter limitado o efeito do status do jogo sobre o comportamento coletivo. Todavia, ainda parece haver necessidade de se avaliar a influência do status da partida sobre outros aspectos do comportamento dessa equipe, para que se tenha informações mais objetivas sobre as características que se sobressaem dentro do seu modelo de jogo, para além daquelas relacionadas à circulação da bola.

Para isso, recomenda‐se que trabalhos futuros verifiquem o efeito de variáveis situacionais sobre outros aspectos do comportamento da equipe, tanto em nível ofensivo quanto defensivo, para que a influência dessas variáveis possa ser analisada nessas duas fases do jogo.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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Autor para correspondência. (Rodrigo Santos mirandamonteiro@globo.com)
Copyright © 2016. Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte
Revista Brasileira de Ciências do Esporte 2016;38:358-62 - Vol. 38 Núm.4 DOI: 10.1016/j.rbce.2016.01.011