Revista Brasileira de Ciências do Esporte Revista Brasileira de Ciências do Esporte
Artigo original
Influência da eficiência do comportamento e da data de nascimento sobre o desempenho tático de jogadores de futebol da categoria sub‐13
Influence of behavior efficiency and birthdate over tactical performance of U‐13 youth soccer players
Influencia de la eficiencia del comportamiento y de la fecha de nacimiento en el rendimiento táctico de jugadores de fútbol de la categoría sub‐13
Elton Ribeiro Resendea,, , Felippe da Silva Leite Cardosoa, Israel Teoldo da Costaa,b
a Núcleo de Pesquisa e Estudos em Futebol, Departamento de Educação Física, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa, MG, Brasil
b Departamento de Educação Física, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa, MG, Brasil
Recebido 09 Abril 2013, Aceitaram 20 Abril 2014
Resumo

O presente estudo teve por objetivo analisar a influência da eficiência do comportamento (EC) e da data de nascimento (DN) sobre o desempenho tático (DT) de jogadores de futebol da categoria sub‐13. A amostra foi composta por 100 jogadores que fizeram 5.213 ações táticas. Usou‐se o FUT‐SAT para a coleta e análise dos dados. Foi usado o teste de regressão multinomial e adotou‐se p<0,05. Verificaram‐se associações positivas entre a EC e o DN para os princípios “espaço”, “contenção” e “equilíbrio” e entre a DN e o DT ofensivo para os jogadores do segundo quartil. Concluiu‐se que uma melhor EC nos princípios “espaço”, “contenção” e “equilíbrio”, assim como a DN dos indivíduos, são fatores determinantes para o desempenho tático dos jogadores.

Abstract

The aim of study was to analyze the influence of Tactical Behavior Efficiency (BE) and the Date of Birth over Tactical Performance (TP) of U‐13 youth soccer players. The sample comprised 100 players who performed 5213 tactical actions. FUT‐SAT have been used for data collection and analysis. Descriptive statistics were used as well as Multinomial Regression test with p<0.05. Positive associations have been verified verified between BE and TP for the principles “Width and Length”, “Delay” and “Balance”, and between the date of Birth and offensive TP for players within the second quartile. It is concluded that a better BE for the principles “Width and Length”, “Delay” and “Balance” as well as players’ date of birth are determinant for tactical performance.

Resumen

El objetivo del estudio ha sido analizar la influencia de la eficiencia del comportamiento (EC) y la fecha de nacimiento (FN) en el rendimiento táctico (RT) de jugadores de fútbol de categoría sub‐13. La muestra consistió en 100 jugadores que realizaron 5.213 acciones tácticas. Se utilizó el FUT‐SAT para la recogida y análisis de datos. Se utilizó la prueba de regresión multinomial (p < 0,05). Se verificaron las asociaciones positivas entre la EC y el RT para los principios «espacio», «contención» y «equilibrio», y las asociaciones positivas entre la FN y el RT ofensivo de los jugadores del segundo cuartil. Se concluyó que una mejor EC en los principios «espacio», «contención» y «equilibrio», así como la FN de los jugadores fueron factores determinantes en el rendimiento táctico del jugador.

Palavras chave
Futebol, Tática, Comportamento tático, Data de nascimento
Keywords
Soccer, Tactics, Tactical behavior, Date of birth
Palabras clave
Fútbol, Táctica, Comportamiento táctico, Fecha de nacimiento
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Introdução

No futebol, algumas variáveis condicionam o desempenho tático dos jogadores. Entre essas, o conhecimento tático processual e a eficiência do comportamento apresentam um destaque significativo (Mcpherson, 1994; Teoldo et al., 2010). O conhecimento tático processual diz respeito à capacidade dos jogadores de solucionar, no ambiente real de jogo, os problemas advindos das situações apresentadas (Eysenck e Keane, 1994; Mcpherson, 1994). Já a eficiência do comportamento se relaciona diretamente à qualidade e à pertinência das ações dos jogadores diante de uma situação específica (Mesquita, 1998).

Tanto o conhecimento processual quanto a eficiência do comportamento tático podem ser avaliados em situações reais de jogo, permitem verificar quanto essas variáveis condicionam o desempenho tático dos jogadores (Teoldo et al., 2010). No estudo desenvolvido por Teoldo et al. (2010) foram avaliados futebolistas entre 13 e 18 anos. Por meio de um instrumento de avaliação do comportamento e do desempenho táticos dos jogadores em situações específicas do jogo de futebol foi verificado que a melhoria da eficiência do comportamento em alguns princípios fundamentais do jogo promove uma melhoria no desempenho tático desses jogadores. Nesse mesmo trabalho os autores avaliaram também se a data de nascimento interfere no desempenho tático e observaram que jogadores nascidos nos primeiros meses do ano apresentavam melhor desempenho do que os seus pares nascidos nos últimos meses do ano.

Os resultados desse estudo em relação à data de nascimento dos jogadores são corroborados por várias pesquisas e já são amplamente discutidos pela literatura (Barnsley et al., 1985; Barnsley et al., 1992; Brewer et al., 1992; Ashworth e Heyndels, 2007; Cobley et al., 2008). Os estudos desenvolvidos sobre esse tema indicam que a data de nascimento pode condicionar o processo de seleção e treinamento dos jogadores já nos seus primeiros anos de prática, possibilitando aos jogadores nascidos nos primeiros meses do ano um maior tempo de prática na modalidade e, consequentemente, mais condições de obterem melhor desempenho esportivo (Musch e Grondin, 2001; Williams e Ericsson, 2005; Ashworth e Heyndels, 2007; Ericsson e Ward, 2007).

Pesquisas feitas em equipes que disputam campeonatos de futebol em diferentes categorias etárias e níveis de desempenho têm demonstrado maior número de jogadores nascidos nos primeiros meses do ano, em comparação com aqueles nascidos nos últimos meses (Musch e Grondin, 2001; Helsen et al., 2005; Folgado et al., 2006). Essas pesquisas sugerem ainda que jogadores nascidos no início do ano têm vantagens esportivas em relação aos seus pares nascidos no fim do mesmo ano. Essa vantagem dos jogadores nascidos nos primeiros meses do ano é conhecida como efeito da idade relativa (EIR) e está relacionada, principalmente, com o desenvolvimento físico e cognitivo (Barnsley et al., 1985; Musch e Grondin, 2001; Baker et al., 2003).

Pelo fato de o futebol ser uma modalidade cujo aspecto tático é determinante para o desempenho esportivo do jogador (Weineck, 1983), preconiza‐se que o maior período de exposição ao treinamento sistematizado pelos jogadores nascidos nos meses iniciais do ano pode refletir positivamente nas respostas cognitivas e motoras dos jogadores às demandas de jogo (Mann et al., 2007). Essas informações podem ser confirmadas em estudos que indicam que jogadores com maior experiência apresentam melhores respostas táticas frente a situações mais complexas (Starkes, 1993; Williams et al., 1993; Williams et al., 1999; Janelle e Hillman, 2003).

A partir dessas informações, o entendimento dos fatores que afetam no desempenho tático do jogador é bastante pertinente. Por meio da compreensão desses fatores, torna‐se possível o desenvolvimento de novas formas de organização tanto do treino quanto do jogo, a fim de se melhorar a formação esportiva de jovens talentos e, consequentemente, o seu desempenho em jogos e competições.

Assim, o presente estudo tem por objetivo analisar a influência da eficiência do comportamento e da data de nascimento sobre o desempenho tático de jogadores de futebol da categoria sub‐13.

Material e métodosAmostra

Participaram deste estudo 100 jogadores de futebol da categoria sub‐13, com média de 12,54±0,63 anos. Como critério de seleção da amostra, os participantes deveriam estar inscritos em programas sistemáticos de formação esportiva (escolinhas ou clubes), com no mínimo três sessões de treino por semana, além de participar de campeonatos de futebol em nível regional ou estadual. A data de nascimento dos jogadores desta amostra foi dividida em quartis: Q1 (janeiro‐março); Q2 (abril‐junho); Q3 (julho‐setembro) e Q4 (outubro‐dezembro).

Instrumentos

O instrumento usado para a recolha e análise dos dados foi o sistema de avaliação tática no futebol – FUT‐SAT, validado por Teoldo et al. (2011).

O FUT‐SAT permite avaliar as ações táticas, com e sem bola, feitas por cada um dos jogadores, com base em 10 princípios táticos fundamentais do futebol, cinco para a fase ofensiva: i) penetração, ii) cobertura ofensiva, iii) mobilidade, iv) espaço e v) unidade ofensiva; e cinco para a fase defensiva: i) contenção, ii) cobertura defensiva, iii) equilíbrio, iv) concentração e v) unidade defensiva. Além disso, leva em conta a qualidade da ação realizada, a localização da ação no campo de jogo e o resultado dessa ação.

Procedimentos éticos

O presente trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos da Universidade Federal de Viçosa e atende às normas estabelecidas pelo Conselho Nacional em Saúde (1996) e pelo tratado de Ética de Helsinque (1996) para pesquisas feitas com seres humanos.

Os dados foram coletados com o consentimento dos responsáveis legais pelos clubes e pelos jogadores, que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido antes dos testes e autorizaram a participação dos jogadores na pesquisa.

Procedimentos de coleta de dados

Para a coleta de dados os pesquisadores entraram em contato com os representantes de cada clube e com os treinadores responsáveis pela categoria sub‐13. Os primeiros contatos foram feitos por telefone e/ou visitas técnicas para convidar o clube e dar explicações dos procedimentos de pesquisa.

O teste de campo do FUT‐SAT é feito em um espaço de 36 metros de comprimento por 27 metros de largura, com uma configuração de GR3 vs. GR3 (goleiro+3 jogadores vs. goleiro+3 jogadores), durante quatro minutos.

Para o teste de campo do FUT‐SAT, os praticantes foram divididos em duas equipes, com três jogadores de linha e um goleiro. Cada equipe usava um jogo de coletes numerados e de cores diferentes. Durante a aplicação do teste foi solicitado aos jogadores que jogassem de acordo com as regras oficiais do jogo, com exceção da regra do impedimento. Foram concedidos 30 segundos para a familiarização dos jogadores com o teste, findos os quais deu‐se início.

As datas de nascimento dos jogadores foram coletadas a partir da certidão de nascimento mostradas pelos jogadores e/ou clubes. Todos os dados deste trabalho foram registrados em uma planilha de Windows Excel 2010.

Material

Para a gravação dos jogos foi usada uma câmera digital Sony modelo HDR‐XR100. O material de vídeo foi introduzido, em formato digital, em um computador portátil (DELL modelo Inspiron N4030 processador Intel Core™ i3) via cabo USB e convertido em arquivo “avi.” com o software Prism Video Converter. Inc. Para o tratamento das imagens e a análise dos jogos foi usado o software Soccer Analyzer®.

Análise estatística

Fez‐se análise descritiva (média, desvio padrão, frequência absoluta e frequência relativa). Foi usada regressão logística multinomial para verificar a associação entre os índices de performance tática com a eficiência do comportamento e a data de nascimento dos jogadores. Para essa análise foram adotados os seguintes procedimentos: i) a eficiência do comportamento tático e o índice de performance tática foram divididos em tercis (baixo, moderado e alto) considerando os resultados encontrados na pesquisa. ii) a data de nascimento dos jogadores foi dividida em quartis (Q1, Q2, Q3 e Q4) (conforme apresentado anteriormente). Foi considerado o odds ratio (OR) (bruto e ajustado) com intervalo de confiança de 95%.

O modelo adotado para a regressão logística multinomial apresentou a seguinte característica: variável dependente – índice de performance tática (baixo, moderado e alto). As variáveis independentes do estudo foram: eficiência do comportamento tático baixa (referência), moderada e alta e a data de nascimento (Q1, Q2, Q3 e Q4), essa última adotada como referência.

Análise da confiabilidade

Para verificar a confiabilidade das análises feitas por meio do FUT‐SAT foi usado o método teste‐reteste. As sessões para determinar a confiabilidade foram feitas em respeito um intervalo de três semanas para evitar problemas de familiaridade com a tarefa (Robinson e O’donoghue, 2007). A confiabilidade foi calculada com o teste Kappa de Cohen. Para sua análise foram reavaliadas 906 ações táticas, que representaram 17,34% da amostra, um valor superior ao de referência (10%), apontado pela literatura (Tabachnick e Fidell, 2007). Desse procedimento participaram três avaliadores treinados. Os resultados do reteste apresentaram confiabilidade intra‐avaliador cujos valores situaram‐se entre 0,814 (erro padrão=0,028) e 0,987 (erro padrão=0,006). Para a confiabilidade interavaliadores os valores situaram‐se entre 0,881 (erro padrão=0,015) e 0,987 (erro padrão=0,005). Para os procedimentos estatísticos usou‐se o software SPSS (Statistical Package for Social Science) for Windows®, versão 18.0.

Resultados

As tabelas 1 e 2 desta seção apresentam a distribuição dos dados descritivos dessa amostra, representados pela frequência e pelo percentual para as variáveis (quartil e princípios táticos).

Tabela 1.

Distribuição de frequências por quartil de nascimento

Quartis  Frequência absoluta  Frequência relativa (%) 
Jan‐Mar  34  34 
Abr‐Jun  31  31 
Jul‐Set  23  23 
Out‐Dez  12  12 
Total  100  100 
Tabela 2.

Distribuição de frequências das ações táticas por princípios táticos

Princípios  Frequência absoluta  Frequência relativa (%) 
Ofensivos
Penetração  319  6,12 
Cobertura ofensiva  692  13,28 
Mobilidade  182  3,43 
Espaço  929  17,83 
Unidade ofensiva  333  6,39 
Defensivos
Contenção  664  12,74 
Cobertura Defensiva  220  4,23 
Equilíbrio  639  12,26 
Concentração  340  6,53 
Unidade defensiva  895  17,17 
Total  5213  100 

Cálculo da Frequência Relativa: Princípio Tático (Número de Ações (porprincípio) x100)/∑ (dosprincípiostáticos)).

Os resultados da tabela 1 apresentam a distribuição de frequências por quartil de nascimento dos jogadores.

A tabela 2 apresenta a distribuição de frequências das ações táticas de acordo com os 10 princípios fundamentais do futebol.

Associação entre os grupos de jogadores com valores moderados e baixos de eficiência do comportamento tático e o índice de performance tática ofensiva

Os resultados indicaram que a eficiência do comportamento tático para o princípio do espaço foi associada positivamente os valores moderados do índice de performance tática ofensiva (IPTO) (tabela 3), uma vez que os jogadores que apresentaram valores baixos de eficiência do comportamento tático para esse princípio tinham 1,66 vez menos probabilidade de elevar o seu desempenho tático ofensivo de baixo para moderado. Os demais princípios ofensivos e os quartis de nascimento dos jogadores não foram relacionados com a elevação do desempenho tático para valores moderados.

Tabela 3.

Porcentagem de moderado e alto do Índice de Desempenho Tático Ofensivo (IPTO) e fatores associados ao (IPTO)

Variáveis Explicativas  ModeradoAlto
  % Baixo IPTO  % Moderado IPTO  OR Bruto  OR Ajustadoa  % Alto IPTO  OR Bruto  OR Ajustadoa 
Penetração
Alto  9 (27,3%)  15 (44,1%)  0,5 (0,1‐2,5)  0,5 (0,1‐2,6)  0,382  10 (30,3%)  2,0 (0,5‐8,9)  2,6 (0,5‐12,7)  0,231 
Moderado  4 (12,1%)  3 (8,8%)  0,5 (0,2‐1,4)  0,5 (0,2‐1,4)  0,176  9 (27,3%)  0,6 (0,2‐2,0)  0,7 (0,2‐2,2)  0,528 
Baixob  20 (60,6%)  16 (47,1%)  ‐  ‐  ‐  14 (42,4%)  ‐  ‐  ‐ 
Cobertura ofensiva
Alto  27 (81,8%)  27 (79,4%)  5,0 (0,5‐45,7)  4,9 (0,5‐46,1)  0,166  25 (75,8%)  2,2 (0,2‐25,3)  1,7 (0,1‐21,8)  0,69 
Moderado  5 (15,2%)  2 (5,9%)  0,4 (0,1‐2,2)  0,4 (0,1‐2,2)  0,283  6 (18,2%)  1,3 (0,4‐4,7)  1,0 (0,3‐4,1)  0,965 
Baixob  1 (3,0%)  5 (14,7%)  ‐  ‐  ‐  2 (6,1%)  ‐  ‐  ‐ 
Mobilidade
Alto  6 (18,2%)  8 (23,5%)  1,0 (0,3‐3,5)  1,0 (0,3‐3,6)  0,976  6 (18,2%)  1,0 (0,3‐4,3)  1,2 (03‐5,0)  0,847 
Moderado  12 (36,4%)  6 (17,6%)  0,4 (0,1‐1,6)  0,4 (0,1‐1,6)  0,191  13 (39,4%)  1,0 (0,2‐3,6)  1,0 (0,2‐4,2)  0,985 
Baixob  15 (45,5%)  20 (58,8%)  ‐  ‐  ‐  14 (42,4%)  ‐  ‐  ‐ 
Espaço
Alto  15 (45,5%)  22 (64,7%)  1,0 (0,2‐4,2)  2,8 (0,8‐9,4)  0,099  17 (51,5%)  2,0 (0,5‐7,8)  0,8 (0,2‐2,8)  0,692 
Moderado  4 (12,1%)  6 (17,6%)  0,3 (0,1‐1,0)  0,6 (0,1‐2,4)  0,038c  9 (27,3%)  0,4 (0,1‐1,4)  0,6 (0,2‐2,0)  0,388 
Baixob  14 (42,4%)  6 (17,6%)  ‐  ‐  ‐  7 (21,2%)  ‐  ‐  ‐ 
Unidade ofensiva
Alto  6 (18,2%)  14 (41,2%)  0,3 (0,1‐1,1)  2,1 (0,6‐7,6)  0,248  10 (30,3%)  0,8 (0,2‐3,2)  0,7 (0,2‐2,3)  0,584 
Moderado  7 (21,2%)  4 (11,8%)  0,2 (0,1‐1,2)  1,0 (0,2‐4,3)  0,974  9 (27,3%)  0,4 (0,1‐1,4)  0,3 (0,1‐1,1)  0,068 
Baixob  20 (60,6%)  16 (47,1%)  ‐  ‐  ‐  14 (42,4%)  ‐  ‐  ‐ 
Data de nascimento
Jan‐Mar  9 (27,3%)  10 (29,4%)  0,7 (0,1‐5,5)  1,2 (0,1‐12,2)  0,875  15 (45,5%)  0,5 (0,1‐2,8)  0,5 (0,1‐3,3)  0,471 
Abr‐Jun  13 (39,4%)  12 (35,3%)  0,6 (0,1‐4,3)  1,1 (0,1‐10,7)  0,952  6 (18,2%)  0,1 (0,0‐0,9)  0,1 (0,0‐1,0)  0,045d 
Jul‐Ago  9 (27,3%)  9 (26,5%)  0,7 (0,1‐5,0)  1,0 (0,1‐11,0)  0,969  5 (15,2%)  0,2 (0,0‐1,0)  0,2 (0,0‐1,3)  0,091 
Set‐Dezb  2 (6,1%)  3 (8,8%)  ‐  ‐  ‐  7 (21,2%)  ‐  ‐  ‐ 
a

Odds ratio ajustado para todas as variáveis do modelo (principiais efeitos).

b

Referência categórica: Baixo e Set‐Dez.

c

Diferença significativa nos valores moderados.

d

Diferença significativa nos valores altos.

Associação entre os grupos de jogadores com valores altos e baixos de eficiência do comportamento tático e o índice de performance tática ofensiva

A eficiência do comportamento tático não foi relacionada com o IPTO alto para nenhum dos princípios táticos. Contudo, foi observado que os atletas nascidos no segundo quartil apresentaram associação positiva com o IPTO alto (tabela 3), uma vez que os jogadores nascidos no último quartil tinham 10 vezes menos probabilidade de elevar o seu desempenho tático ofensivo de baixo para alto em relação aos jogadores nascidos no segundo quartil.

Associação entre os grupos de jogadores com valores moderados e baixos de eficiência do comportamento tático e o índice de performance tática defensiva

A eficiência do comportamento tático do princípio de equilíbrio foi associada positivamente com os valores moderados de índice de performance tática defensiva (IPTD) (tabela 4), uma vez que os jogadores que apresentaram valores baixos de eficiência do comportamento tático para esse princípio tinham cinco vezes menos de probabilidade de elevar o seu desempenho tático defensivo de baixo para moderado. Os demais princípios defensivos e os quartis de nascimento dos jogadores não foram relacionados com a elevação do desempenho tático para valores moderados.

Tabela 4.

Porcentagem de moderado e alto do Índice de Desempenho Tático Defensivo (IPTD) e fatores associados ao (IPTD)

Variáveis Explicativas  ModeradoAlto
  % Baixo IPTD  % Moderado IPTD  OR Bruto  OR Ajustadoa  % Alto IPTD  OR Bruto  OR Ajustadoa 
Contenção
Alto  8 (24,2%)  9 (26,5%)  1,0 (0,3‐3,7)  1,1 (0,3‐3,9)  0,862  16 (48,5%)  0,5 (0,1‐1,5)  0,5 (0,1‐1,7)  0,258 
Moderado  11 (33,3%)  13 (38,2%)  0,8 (0,2‐2,6)  0,8 (0,2‐2,8)  0,725  10 (30,3%)  0,2 (0,1‐0,9)  0,3 (0,1‐0,9)  0,040d 
Baixob  14 (42,4%)  12 (35,3%)    ‐  ‐  7 (21,2%)  ‐  ‐  ‐ 
Cobertura defensiva
Alto  9 (27,3%)  7 (20,6%)  1,6 (0,4‐5,9)  1,6 (0,4‐6,2)  0,473  9 (27,3%)  1,2 (0,4‐3,8)  1,3 (0,4‐4,3)  0,643 
Moderado  9 (27,3%)  11 (32,4%)  1,4 (0,4‐4,6)  1,5 (0,4‐5,0)  0,536  6 (18,2%)  0,7 (0,1‐2,7)  0,7 (0,1‐2,9)  0,63 
Baixob  15 (45,5%)  16 (47,1%)  ‐  ‐  ‐  18 (54,5%)  ‐  ‐  ‐ 
Equilíbrio
Alto  5 (15,2%)  14 (41,2%)  0,4 (0,1‐1,8)  0,4 (0,1‐1,8)  0,242  14 (42,4%)  0,5 (0,1‐1,9)  0,5 (0,1‐1,9)  0,308 
Moderado  8 (24,2%)  10 (29,4%)  0,2 (0,0‐0,6)  0,2 (0,0‐0,6)  0,009c  11 (33,3%)  0,1 (0,0‐0,5)  0,1 (0,0‐0,6)  0,005d 
Baixob  20 (60,6%)  10 (29,4%)  ‐  ‐  ‐  8 (24,2%)  ‐  ‐  ‐ 
Concentração
Alto  20 (64,5%)  28 (84,8%)  0,4 (0,1‐2,0)  0,4 (0,1‐2,0)  0,28  27 (93,1%)  0,1 (0,0‐1,4)  0,1 (0,0‐1,2)  0,076 
Moderado  5 (16,1%)  3 (9,1%)  0,2 (0,0‐1,3)  0,3 (0,0‐1,4)  0,119  1 (3,4%)  0,1 (0,0‐1,1)  0,1 (0,0‐1,2)  0,073 
Baixob  6 (19,4%)  2 (6,1%)  ‐  ‐  ‐  1 (3,4%)  ‐  ‐  ‐ 
Unidade defensiva
Alto  11 (33,3%)  7 (20,6%)  2,4 (0,6‐9,4)  2,6 (0,7‐10,2)  0,164  12 (36,4%)  1,1 (0,4‐3,2)  1,2 (0,4‐3,6)  0,726 
Moderado  7 (21,2%)  11 (32,4%)  1,7 (0,5‐5,4)  1,8 (0,5‐6,0)  0,332  3 (9,1%)  0,4 (0,1‐1,9)  0,4 (0,1‐2,1)  0,3 
Baixob  15 (45,5%)  16 (47,1%)  ‐  ‐  ‐  18 (54,5%)  ‐  ‐  ‐ 
Data de nascimento
Jan‐Mar  11 (33,3%)  12 (35,3%)  0,5 (0,1‐3,6)  0,7 (0,1‐6,0)  0,726  11 (33,3%)  0,3 (0,1‐2,0)  0,4 (0,1‐3,4)  0,417 
Abr‐Jun  11 (33,3%)  11 (32,4%)  0,5 (0,1‐3,3)  0,6 (0,1‐5,5)  0,656  9 (27,3%)  0,3 (0,0‐1,7)  0,5 (0,1‐3,8)  0,475 
Jul‐Ago  9 (27,3%)  7 (20,6%)  0,4 (0,1‐2,8)  0,4 (0,0‐3,5)  0,375  7 (21,2%)  0,2 (0,0‐1,7)  0,4 (0,0‐3,4)  0,395 
Set‐Dezb  2 (6,1%)  4 (11,8%)  ‐  ‐  ‐  6 (18,2%)  ‐  ‐  ‐ 
a

Odds ratio ajustado para todas as variáveis do modelo (principais efeitos).

b

Referência categórica: Baixo e Set‐Dez.

c

Diferença significativa nos valores moderados.

d

Diferença significativa nos valores altos.

Associação entre os grupos de jogadores com valores altos e baixos de eficiência do comportamento tático e o índice de performance tática defensiva

A eficiência do comportamento tático dos princípios da contenção e do equilíbrio foi associada positivamente com o IPTD alto (tabela 4), uma vez que os jogadores que apresentaram valores baixos de eficiência do comportamento tático para o princípio da contenção tinham 3,33 vezes menos probabilidade de elevar o seu desempenho tático defensivo de baixo para alto. Observa‐se também que os jogadores que apresentaram valores baixos de eficiência do comportamento tático para o princípio do equilíbrio tinham 10 vezes menos probabilidade de elevar seu desempenho tático defensivo de baixo para alto. Os demais princípios defensivos e os quartis de nascimento dos jogadores não foram relacionados com o aumento do desempenho tático para valores altos.

Discussão

Os resultados indicam que a eficiência do comportamento está associada positivamente com o desempenho tático para os princípios da contenção e do equilíbrio para a fase defensiva e para o princípio do espaço para a fase ofensiva. Dessa forma, ao se elevar a eficiência dos comportamentos associados a esses princípios, o desempenho tático desses jogadores também se elevará.

Esses achados revelam‐se importantes ao se tratar da categoria sub‐13, uma vez que os comportamentos que envolvem os princípios de contenção, equilíbrio e espaço estão relacionados ao melhor uso do espaço de jogo (Teoldo et al., 2009). Nessa faixa etária, os processos cognitivos referentes à percepção visuo‐espacial e a tomada de decisão ainda estão em formação, o que pode influenciar a noção espacial do atleta em relação ao campo de jogo e sua ocupação (Garganta e Pinto, 1994; Greco e Benda, 1998; Memmert et al., 2009).

Nessa fase, no que se refere ao uso efetivo do espaço de jogo, existe uma tendência das equipes de se organizar em pequenos blocos estáticos, nos quais a ocupação racional do campo de jogo ainda é pouco eficaz, em relação aos jogadores mais velhos e, portanto, mais experientes. Conforme mostra a literatura, nos grupos com maior experiência a organização das equipes tende a apresentar maior complexidade e, consequentemente, melhor gestão do espaço de jogo (Garganta e Pinto, 1994). Essa forma de organização promove uma estreita relação entre ações dos jogadores e as características dos princípios táticos do espaço e do equilíbrio, conforme mostram os resultados deste trabalho.

Em relação ao princípio tático da contenção, se caracteriza por ações de oposição frente ao portador da bola, visto que na maioria das ações do jogo em campo reduzido as situações de confronto de 1 vs. 1 são bastante comuns. Nesse sentido, ações táticas feitas pelos jogadores para a execução do princípio da contenção parecem ser favorecidas pelo espaço ocupado pelos jogadores desta amostra, ou seja, uma vez que os espaços não estavam sendo preenchidos de forma racional para facilitar o desenvolvimento do processo ofensivo, mais ações de 1 vs. 1 ocorreram, o que levou os jogadores de defesa a fazerem mais ações de contenção.

Segundo Greco (1998), o processo de formação esportiva tem nove fases que orientam o desenvolvimento dos atletas ao longo dos anos. Os jogadores da categoria sub‐13 encontram‐se no início da fase de orientação. No decorrer dessa fase observam‐se mudanças no comportamento dos jogadores, uma vez que se inicia um processo de orientação pela busca de organização e ocupação racional do espaço de jogo, que são aspectos importantes a serem desenvolvidos para a melhoria do desempenho tático (Garganta, 1997; Greco, 1998). Em relação à possível influência da data de nascimento sobre o índice de performance tática dos jogadores, este estudo confirmou tal hipótese (tabela 3). Verificou‐se que os jogadores nascidos no último quartil apresentaram menor probabilidade de obter índices elevados de desempenho tático ofensivo em relação aos jogadores que nasceram no segundo quartil. Esses achados corrobora um estudo sobre o EIR e a forma como esse afeta no aspecto tático dos jogadores (Teoldo et al., 2010). A maior parte dos estudos aponta que jogadores nascidos nos primeiros meses do ano estão susceptíveis a ser selecionados para programas de treinamento sistematizados por conta de características físicas e maturacionais (Malina et al., 2004).

Além disso, se o processo de seleção para participação em equipes de futebol leva em consideração os aspectos maturacionais e físicos, para fazer parte desse grupo os jogadores nascidos no fim do ano devem apresentar características de jogo que lhes possibilitem maior destaque (Casanova et al., 2013). Dessa forma, esses jogadores devem se destacar sobretudo no aspecto tático e nas suas habilidades motoras (Mcpherson, 1994; Willians e Reilly, 2000).

De modo geral, os resultados deste estudo fornecem subsídios para treinadores e pesquisadores a respeito dos fatores que afetam o desempenho de jogadores durante o processo de formação. Os achados indicam que o treinamento de ações relacionadas aos princípios táticos podem permitir que os jogadores da categoria sub‐13 atinjam níveis mais elevados de desempenho.

Nesse sentido, os resultados encontrados no presente trabalho fornecem informações importantes quanto à necessidade de se treinarem os princípios táticos do espaço e do equilíbrio nessa fase da formação esportiva, para que os jovens praticantes adquiram noção da ocupação racional do espaço de jogo e, consequentemente, aumentem a sua compreensão de jogo e o seu desempenho tático (Garganta e Pinto, 1994; Teoldo et al., 2010)

Contudo, sugere‐se que para futuros estudos leve‐se em consideração alguns aspectos importantes durante a avaliação com uma monitoração do treino para compreensão da metodologia de treino usadas além de um controle sobre as variáveis maturacionais e físicas.

Conclusão

Conclui‐se que para a categoria sub‐13 o treinamento dos princípios táticos de contenção, equilíbrio e espaço pode melhorar o desempenho tático dos jogadores durante o jogo.

Conclui‐se também que a data de nascimento dos jogadores desta amostra interfere no desempenho tático. Dessa forma, para que haja iguais possibilidades para os jogadores dessa categoria, os treinos devem ser pautados em princípios táticos, para que os jogadores possam assimilar e aprender os fundamentos táticos e, consequentemente, estar mais preparados a desempenhá‐los de modo mais eficaz durante as partidas.

Financiamento

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), modalidade iniciação científica.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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Autor para correspondência. (Elton Ribeiro Resende elton_rresende@hotmail.com)
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