Revista Brasileira de Ciências do Esporte Revista Brasileira de Ciências do Esporte
Artigo original
Implicações da dieta hiperlipídica e do exercício de natação sobre os parâmetros imunológicos em ratas
Implications of the hyperlipid diet and swimming exercise on immunological parameters in rats
Implicaciones de la dieta hiperlipídica y del ejercicio de natación en parámetros inmunológicos en ratas
Patrícia Clara Pereira dos Santosa,, , Glívia Maria Barros Delmondesa, Maria Patrícia Pereira Meloa, Luiza Vieira Santos e Santosa, Juliana Netto Maiab, Sílvia Regina Arruda de Moraesc, Célia Maria Machado Barbosa de Castrod, Maria do Amparo Andradeb
a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil
b Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Departamento de Fisioterapia, Recife, PE, Brasil
c Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Departamento de Anatomia, Recife, PE, Brasil
d Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Departamento de Medicina Tropical, Recife, PE, Brasil
Recebido 13 Maio 2018, Aceitaram 22 Agosto 2018
Resumo

Objetivou‐se avaliar alterações imunes, entre obesidade e exercício (natação). Ratas Wistar foram alocadas, conforme regime dietético: Grupo Labina (GL) e Grupo Hiperlipídico (GH); e, aos 60 dias, segundo o exercício. Após protocolo de exercício, avaliaram‐se parâmetros murinométricos, gordura visceral, série branca do sangue e cultura de macrófagos. Observamos aumento nos parâmetros murinométricos, na gordura visceral do GH sedentário e nos linfócitos, neutrófilos e basófilos do GH exercitado. A taxa de fagocitose e a produção de óxido nítrico estimulado com lipopolissacarídeos aumentaram nos ratos exercitados. A natação parece reverter o fenótipo de sobrepeso, promovido pela dieta hiperlipídica, atenuou os efeitos dessa no sistema imune e melhorou sua resposta.

Abstract

The aim was to evaluate immune changes between obesity and swimming. Wistar rats were allocated according to dietary regimen: Labina Group (LG) and Hyperlipid Group (HG); and at 60 days, according to the exercise. After exercise protocol, murinometric parameters, visceral fat, white blood series and macrophage culture were evaluated. We observed an increase in the murinometric parameters and visceral fat of the sedentary HG, and in the lymphocytes, neutrophils and basophils of the exercised HG. The rate of phagocytosis and the production of nitric oxide stimulated with lipopolysaccharides increased in the exercised rats. Swimming seems to reverse the overweight phenotype promoted by the hyperlipid diet and attenuated the effects it on the immune system, improving its response.

Resumen

El objetivo de este artículo fue evaluar cambios inmunológicos entre obesidad y ejercicio (natación). Se distribuyó a ratas Wistar según el régimen dietético: grupo labina (GL) y grupo hiperlipídico (GH). Y a los 60 días, según el ejercicio. Después del protocolo de ejercicio, se evaluaron los parámetros murinométricos, grasa visceral, serie blanca de la sangre y cultivo de macrófagos. Se observó un aumento de los parámetros murinométricos y de la grasa visceral del GH sedentario, así como en los linfocitos, neutrófilos y basófilos del GH ejercitado. La tasa de fagocitosis y la producción de óxido nítrico estimulado con lipopolisacárido aumentaron en las ratas ejercitadas. Parece que la natación revierte el fenotipo de sobrepeso promovido por la dieta hiperlipídica y atenúa los efectos de esta en el sistema inmunitario, por lo que mejora su respuesta.

Palavras‐chave
Dieta hiperlipídica, Exercício físico, Imunidade, Macrófagos alveolares
Keywords
Fat diet, Exercise, Immunity, Alveolar macrophages
Palabras clave
Dieta hiperlipídica, Ejercicio, Inmunidad, Macrófagos alveolares
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Introdução

A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura no organismo, em que, além do aspecto sistêmico, fatores metabólicos, nutricionais e endócrinos estariam envolvidos na resposta imune (Lamas; Martí; Martínez, 2002). Esse estado de inflamação crônica pode acarretar uma maior produção de espécies reativas de oxigênio e citocinas que induzem alterações e danos ao DNA (Wang et al., 2016). Pesquisas apontam o impacto negativo sobre a imunidade na obesidade (Spielmann et al., 2017; Fernandes et al., 2017). No estudo experimental, manipulação com dieta rica em gordura acarretou prejuízos à função linfocitária (Verwaerde et al. 2006), redução da função das células natural killers (NK) contra células tumorais (Spielmann et al., 2017) e linfopenia, com menor resposta mitógena dos esplenócitos (Lamas; Martí; Martínez, 2002); além de comprometer a resposta antioxidativa, quando associada ao treino físico (Fernandes et al., 2017). Estudo com animais submetidos à dieta relata aumento na adiposidade, intolerância à glicose, além de inflamação (Sampey et al., 2011).

Ademais, são bem definidos na literatura os benefícios do exercício físico sobre a imunidade (Scholer et al. 2016; Oliveira et al., 2013), os quais são dependentes da intensidade, duração e frequência da atividade (Leandro et al., 2007). Estudos apontam o exercício moderado como promotor de adaptações fisiológicas e imunológicas benéficas para o organismo (Zhao et al., 2016; Oliveira et al., 2013), tais como, prevenção ou retardo na progressão de alguns tumores (Spielmann et al., 2017; Ferreira et al., 2010). Em humanos hospitalizados, o uso do cicloergômetro passivo promoveu redução no estresse oxidativo, sem outras alterações relacionadas à imunidade (França et al., 2017). Pesquisas em animais têm‐se voltado para a resposta imune a diversos agentes indutores de estresse, como a nutrição e o exercício físico (Zhao et al., 2016; Oliveira et al., 2013; Nascimento et al., 2004). E, nesse contexto, os achados que relacionam nutrição, natação e produção de óxido nítrico (ON) são distintos na literatura (Zhao et al., 2016; Oliveira et al., 2013; Delmondes et al., 2012). Não há consenso em relação aos mecanismos envolvidos para promover a melhor resposta imune (Leandro et al., 2007). Como exemplo, temos o ON como responsável pela defesa local dos pulmões (Delves e Roitt, 2000).

O aumento na produção de ON e na taxa de fagocitose de macrófagos alveolares em animais submetidos à natação foi visto em atividades de curta duração (20 minutos) (Scholer et al., 2016) e longa duração (seis semanas, cinco dias/semana) (Delmondes et al., 2012), além de maior atividade fagocítica e linfocitária em ratos treinados inoculados com tumor (Spielmann et al., 2017; Ferreira et al., 2010). Acredita‐se que o aumento da intensidade do exercício pode interferir negativamente na fagocitose (Delmondes et al., 2012). Assim, questionam‐se evidências acerca das alterações decorrentes da obesidade na imunidade e quanto o exercício de natação é capaz de repercutir sobre esse sistema. Diante do exposto, torna‐se necessário esclarecer o impacto nos parâmetros murinométricos e imunes de ratas submetidas ou não à dieta hiperlipídica associada ao exercício de natação.

Métodos

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco (CEEA‐UFPE), sob o protocolo n° 23076.020153/2010‐75, seguiu as normas do Comitê Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea). Animais: usaram‐se de ratas albinas da linhagem Wistar (n=32), provenientes da colônia do Departamento de Nutrição (DN‐UFPE). Aos 21 dias, pós‐natal, os filhotes foram separados das mães (desmame) e manipulados segundo o regime dietético: Grupo Labina® (Purina, Paulínia, SP, Brasil) (n=16), ração padrão do biotério, e Grupo Hiperlipídico (n=16), que teve como ingredientes ração Labina ®, amendoim torrado, chocolate ao leite e biscoito maisena, na proporção 3:2:2:1, respectivamente (Estadella et al., 2004). Dieta oferecida em forma de péletes. Em todo o experimento, os animais receberam ração e água, ad libitium, e foram mantidos num biotério de ciclo claro‐escuro invertido, com temperatura ambiente de 22±2°C, constante. Aos 60 dias, pós‐natal, foram subdivididos em Sedentários (S) e Exercitados (E), originaram quatro grupos: LS e HS (labina e hiperlipídico sedentários [n=8], respectivamente) e LE e HE (labina e hiperlipídico exercitados [n=8], respectivamente). Os animais foram submetidos a um exercício físico moderado de natação, adaptado de Nascimento et al. (2004). O protocolo experimental de seis semanas, cinco dias/semana e 45min/dia. Os grupos LS e HS foram submetidos a um estresse aquático, numa gaiola com água em torno de 05cm de profundidade, no mesmo período e tempo (sem esforço físico) do exercitado. Temperatura da água entre 30±20C.

Delineamento experimental

No fim do protocolo de exercício, o peso corporal e o índice de massa corporal (IMC) dos animais foram aferidos, usou‐se uma balança eletrônica Marte (ASF11). Para obter o IMC, partimos da relação entre peso corporal (g)/comprimento nasoanal (cm2) (Nery et al., 2011), em que os animais foram anestesiados para a medição do comprimento nasoanal (CNA), obtida em papel milimetrado. Após traqueostomia, fez‐se uma incisão no abdome, no qual os órgãos foram retirados e a gordura visceral separada e pesada em balança, Marte (ASF11). No início, e imediatamente após o exercício, o lactato foi coletado em semanas intervaladas, as amostras de sangue venoso foram obtidas por uma pequena incisão superficial na extremidade final da cauda do animal e depositadas em fitas de leituras, em aparelho da Accutrend Lactato® Roche (Nery et al., 2011).

Análise do sistema imune

As células sanguíneas foram coletadas antes do início do exercício e 24h após a última sessão; uma pequena alíquota de sangue (1mL) da cauda dos animais, devidamente anestesiados, para contagem total e diferencial de leucócitos do sangue periférico (103/ mm3). O sangue extraído foi depositado em tubo de 5ml previamente acrescido de uma gota (20μl) do anticoagulante ácido etileno diamino tetra acético a 3% (EDTA). Os dados foram automatizados pelo laboratório do Hospital das Clínicas (ULAB‐HC‐UFPE). Os macrófagos alveolares foram obtidos 24h após a última sessão de exercício. Os animais foram anestesiados (solução dos anestésicos cloralose e urethane, em concentrações respectivas de 0,5 e 12,5%, via intraperitoneal, na proporção de 1mL/100g de peso do animal) (Leandro et al., 2007). O lavado broncoalveolar (LBA) foi adquirido por injeção de soro fisiológico através de cânula plástica inserida na traqueia (De Castro et al., 1997). O LBA recolhido foi centrifugado a 1.500rpm durante 10 minutos. Após essa etapa, o precipitado, que corresponde às células, foi ressuspendido com RPMI 1.640 para lavagem e, em seguida, foram contadas. A contagem dos macrófagos colhidos foi feita em Câmara de Neubauer, colocaram‐se a suspensão de células e o corante azul tripan a 0,05% na diluição de 1:10. Após a contagem, as células foram ressuspendidas em meio de cultura RPMI 1.640 que continha soro fetal bovino a 3% e antibióticos (penicilina 100U/mL e estreptomicina 100μg/mL, anfotericina B 0,25μg/mL) (Sigma) em uma densidade de 1x106 células/mL; foram usados fungos (Saccharomyces cerevisae), segundo a técnica de Malagueño et al. (1998). Tais fungos foram lavados duas vezes com solução tampão de fosfato (PBS) a 0,01M; contados 107 células em 200μL de PBS e em seguida foram adicionados à suspensão de macrófagos (800μL de RPMI 1640, com 1x106 células). As células foram distribuídas em lâminas de microscopia óptica e incubados a 37°C, em atmosfera úmida por uma hora. A taxa foi obtida como percentual de macrófagos que englobaram o fungo em uma contagem total de 100 células.

Índice de adesividade (IA): alíquotas do sobrenadante que continham células não aderentes, após a primeira hora da cultura, foram adicionadas ao corante azul Tripan e levadas para contagem das células em hemocitômetro. O IA foi calculado pela fórmula descrita por De La Fuente (1991). Óxido nítrico (ON): a produção de ON foi mensurada de forma indireta a partir da concentração de nitritos presentes no sobrenadante de cultura de células pelo método colorimétrico quantitativo de Griess (Ding et al., 1988). Amostras do sobrenadante foram colhidas em triplicata. A absorbância foi obtida num comprimento de onda de 550nm; assim, foi determinada a concentração de nitrito por meio de uma curva‐padrão construída com nitrato de sódio nas concentrações de 0‐100μM. Todas as amostras foram avaliadas em relação a um branco correspondente a RPMI 1640. Os resultados foram expressos em μM de nitrito/ milhão de células. Viabilidade celular (MTT‐test): a viabilidade foi avaliada pela redução mitocondrial do MTT a cristais de formazan de acordo com Akao& cols. (1995).

Análise estatística

Os dados foram analisados com o softwareStatistical Package for the Social Sciences (SPSS) 15,0. Conforme a normalidade dos dados (Kolmogorov‐Smirnov), foi empregada a análise de variância (Anova oneway). Quando a Anova revelou a existência de diferença significativa, foi usado o teste de Tukey, a fim de identificar que grupos diferiram entre si. A significância estatística considerada foi de p<0,05 em todos os casos.

Resultados

Após 105 dias pós‐natal das ratas submetidas à dieta e/ou à natação, observou‐se que nas medidas murinométricas não houve diferença significativa no peso corpóreo e CNA. A dieta nesse período foi eficaz em aumentar o IMC e gordura visceral no grupo HS em relação ao grupo‐padrão. Verificou‐se que a natação foi capaz de reduzir o estoque de tecido adiposo e o IMC no grupo HE em relação ao sedentário (tabela 1). Durante o protocolo de natação, os valores de lactato intragrupos antes (LE±3,38 e HE±2,71) e imediatamente após o exercício (LE±3,94 e HE±3,47) confirmaram que o exercício foi moderado, valores de referência (2‐4 mmmol) (Nery et al., 2011).

Tabela 1.

Parâmetros murinométricos e gordura visceral em ratas Wistar sobre o efeito da dieta hiperlipídica e da natação aos 105 dias pós‐natal. Os valores correspondem à média±EPM (Anova oneway) com post‐hoc de Tukey (p<0,05). Efeito dieta intergrupos (a) e efeito treino intragrupos (b)

  Peso (g)  IMC g/cm2  CNA (cm)  Gordura visceral (g) 
LS  233,4±2,68  0,51±0,01  21,42±0,17  9,59±0,55 
LE  237,3±5,25  0,53±0,01  21±0,13  9,15±0,59 
HS  250,3±2,84  0,56a±0,00  21,21±0,09  15,14a±0,54 
HE  240,6±9,9  0,53b±0,01  21,21±0,25  11,85b±1,05 

CNA, comprimento naso‐anal; HE, hiperlipídico exercitado; HS, hiperlipídico sedentário; IMC, índice de massa corporal; LE, labina exercitado; LS, labina sedentário.

Fonte: autor.

Com relação à série branca do sangue, foram comparados os grupos, segundo o efeito da dieta (*), efeito exercício (#), entre o início e o fim do protocolo de natação. Os valores totais de leucócitos do sangue periférico (103/mm3) foram expressos em média±erro‐padrão (EPM), aos 60 dias: LS (7.360±423,8), LE (7.200±502), HS (13.183±1.634,9) e HE (13.240±792,8); diferença significativa entre os grupos submetidos à dieta HS e LS, p=0,004. Para os demais não houve significância. Após o exercício, aos 105 dias, houve efeito da natação: HS (8.100±351,2) em comparação com o HE (11.780±480,0), p=0, 001. Efeito da dieta entre os exercitados, HE e LE p=0, 001. Para os demais grupos: LS (8.083±339) em relação ao LE (8.220±222,3) não houve significância estatística (figura 1).

Figura 1.
(0.05MB).

Leucócitos totais do sangue periférico, antes e após protocolo de natação. Dados como média±EPM (Anova oneway) com post‐hoc de Turkey (p<0,05). Efeito dieta, intergrupos (*) e efeito treino intragrupos (#). Fonte: autor.

Após o término do protocolo de natação, verificou‐se alteração significativa nos linfócitos apenas entre os exercitados, LE e HE (p=0,014). Com relação aos neutrófilos, houve efeito da natação entre o HS e HE (p=0,024) e efeito da dieta entre o LS e HS (p=0,021). Entretanto, os eosinófilos não obtiveram alteração significativa. Os basófilos obtiveram valores significantes entre HS e HE (p=0,042), LS e HS (p=0,002) e LS e LE (p=0,015). Para os monócitos apenas o efeito do exercício obteve significância entre o HS e HE (p=0,024). Não houve alteração significativa para os demais grupos (tabela 2). A taxa de fagocitose verificou nos exercitados significância em relação aos sedentários, HE (52,29±0,94) em relação ao HS (46±0,58) (p=0,002) e LE (54,14±0,59) em comparação com LS (46,7±1,54), p=0,001(fig. 2). Houve aumento não significativo no índice de adesividade nos exercitados. Dados em (%): HS (91,9±2,7) em relação ao HE (93,0±2,4) e LS (93,4±3,0) em comparação com LE (94,4±1,2).

Tabela 2.

Efeito da dieta hiperlipídica e da natação após protocolo de natação, sobre valores absolutos e relativos da série branca do sangue periférico em ratas Wistar. Dados em média±EPM (Anova oneway) com post‐hoc de Tukey (p<0,05). Efeito dieta intergrupos (a) e efeito treino intragrupos (b)

Grupos  LinfócitosNeutrófilosEosinófilosBASÓFILOSMONÓCITOS
  Relativo  Absoluto  Relativo  Absoluto  Relativo  Absoluto  Relativo  Absoluto  Relativo  Absoluto 
  (%)  (103 /mm3(%)  (103 /mm3(%)  (103 /mm3(%)  (103 /mm3(%)  (103 /mm3
HS  93  8,64±0,88  5,6  0,44a±0,06  0,5  0,05±0,01  0,6  0,06*±0,01  0,7  0,09±0,02 
HE  90  10,47a±0,77  0,86b±0,16  0,5  0,07,±0,01  0,5  0,09#±0,01  0,8  0,21#±0,05 
LS  86  6,73±0,33  11  0,87±0,07  0,04±0,01  0,11±0,01  0,07±0,01 
LE  88  7,23±0,27  0,65±0,05  0,9  0,07±0,01  0,7  0,06#±0,01  1,2  0,12±0,01 

HE, hiperlipídico exercitado; HS, hiperlipídico sedentário; LE, labina exercitado; LS, labina sedentário.

Fonte: autor.

*efeito dieta, intergrupos.

# efeito treino intragrupos.

Figura 2.
(0.04MB).

Taxa de fagocitose em macrófagos alveolares após o programa de exercício físico. Dados como média±EPM (Anova oneway) com post‐hoc de Turkey (p<0,05). Efeito do exercício (*). Fonte: autor.

A produção ON em meio de cultura não estimulado (??) foi maior para os exercitados em relação aos sedentários. Entre os animais exercitados, houve efeito da dieta no grupo hiperlipídico. Em meio estimulado por lipopolissacarídeos (LPS), a produção de ON também foi maior os grupos exercitados; não observado efeito da dieta. Para as demais comparações não houve significância (tabela 3). A viabilidade celular dos macrófagos alveolares foi em torno de 89% e não houve significância entre os grupos (dados não mostrados).

Tabela 3.

Produção de ON pelos macrófagos alveolares estimulados por LPS ou não (??), após protocolo de natação. Valores (mM/mL) expressos em média±EPM (Anova oneway) com post‐hoc de Tukey (p<0,05). Efeito dieta intergrupos (a) e efeito treino intragrupos (b)

Grupos  ??  LPS 
LS  2,3±0,1  3,5±0,4 
LE  3,6a±0,5  6,5b±1,0 
HS  2,4±0,2  3,1±0,3 
HE  6,8b±0,9  8,7b±0,5 

HE, hiperlipídico exercitado; HS, hiperlipídico sedentário; LE, labina exercitado; LPS, lipopolissacarídeos; LS, labina sedentário.

Fonte: autor.

Discussão

Neste estudo observamos aumento nos parâmetros murinométricos e gordura visceral do grupo HS, como também nos linfócitos, neutrófilos e basófilos do HE. A taxa de fagocitose e a produção de ON estimulado com LPS aumentaram nos exercitados. O peso corporal foi equivalente para os grupos, submetidos ou não à dieta. Achados similares foram obtidos em outros estudos (Fernandes et al., 2017; Nery et al., 2011; Bernardes et al., 2004). Houve aumento do IMC em animais submetidos à dieta induzida; entretanto, outro estudo não observou diferença (Novelli et al., 2007). A dieta manipulada foi capaz de aumentar a gordura visceral, o mesmo visto por diferentes autores (Eguchi et al., 2008; Estadella et al., 2004). Segundo a literatura, a dieta hiperlipídica pode ser eficiente em gerar obesidade exógena em ratos (Fernandes et al., 2017; Estadella et al., 2004). Sabe‐se que a gordura visceral está associada a alterações metabólicas e aumento do risco de doenças crônicas (Zhao et al., 2016; Oliveira et al., 2013). A inclusão do exercício, após 60 dias, diminuiu a gordura visceral nos ratos exercitados no fim do protocolo; o mesmo foi visto por Bernardes et al. (2004). Entretanto, a natação não reduziu a gordura epididimal, mas foi eficaz em reverter a resistência à insulina, induzida pela dieta gordurosa (Oliveira et al., 2013). Em ninhadas reduzidas, não foi eficaz em reduzir o peso corpóreo (Nery et al., 2011). É bem estabelecido que o exercício aeróbio promova maior mobilização dos estoques de lipídios (Fernandes et al., 2017; Oliveira et al., 2013).

Segundo Dâmaso e Oller Do Nascimento (1998), há maior atividade da enzima lipase de lipoproteínas, que reduz o volume dos adipócitos. Animais submetidos à dieta gordurosa tiveram maiores valores de leucócitos em relação à padrão. Contudo, Lamas et al. (2002) observaram linfopenia em ratos por dieta induzida. Aumento de gordura corporal promoveu maior contagem de leucócitos, monócitos e neutrófilos circulantes (Nieman et al., 1999). Segundo Wang et al. (2016), essa inflamação não seria apenas resultado da indução dietética, mas também um fator adipogênico relacionado ao metabolismo de RNA e à imunidade inata. No fim do protocolo de natação, contagem de leucócitos, linfócitos, neutrófilos, basófilos e monócitos foi maior para o grupo HE; contudo, não houve alteração quanto aos eosinófilos. Achados similares foram obtidos por Delmondes et al. (2012). No entanto, Nascimento et al. (2004) não verificaram alteração nesses parâmetros. O potencial antioxidante promovido pelo exercício parece estar reduzido, quando se promove indução dietética de obesidade nos animais (Fernandes et al., 2017; Oliveira et al., 2013). Essas diferenças podem ser atribuídas a distintos desenhos experimentais que propiciam resultados diversos no exercício (sobrecarga, duração, frequência) e/ou manipulação dietética (Zhao et al., 2016; Leandro et al., 2007).

Exercício a 60% VO2máx aumenta a atividade oxidativa e a fagocitose de neutrófilos e macrófagos (Delmondes et al., 2012; Ferreira et al., 2010) e melhora os recursos de defesa, auxilia também na atividade oxidativa dos neutrófilos (Leandro et al., 2007). A associação das catecolaminas ou glicocorticoides e a migração das células endoteliais para o sangue (fenômeno de redistribuição) sugerem ser um dos promotores da leucocitose dos neutrófilos e linfocitose (Ferreira et al., 2010; Pedersen & Hoffman‐Goetz, 2000). Outro meio dessa ativação de moléculas de adesão endotelial seria resultante de maior atividade nervosa simpática que regularia os movimentos transendoteliais de monócitos e macrófagos (Abboud & Singh, 2017). Estudo de Nielsen e Pedersen (1997) indicou que maior parte da linfocitose induzida pelo exercício é decorrente da liberação de células oriundas do baço e órgãos linfoides. Essa ativação imune seria gerada pela liberação de norepinefrina, nos terminais nervosos pela atividade simpática que inerva baço e órgãos linfoides (Ganta et al., 2005). Sugere, assim, um elo entre os nervos simpáticos e o sistema imune (Abboud& Singh, 2017). Evidências referem que a resposta inflamatória e o sistema nervoso autônomo (SNA) estão ligados aos nervos simpáticos e vagais (Zila et al., 2017; Martelli et al., 2014).

Também observamos maior taxa de fagocitose de macrófagos alveolares nas ratas exercitadas. Achados similares, com maior atividade dos macrófagos alveolares ou peritoneais, foram relatados (Zhao et al., 2016; Delmondes et al., 2012). Durante natação, o estímulo da fagocitose foi correlacionado com a carga corporal (Scholer et al., 2016) e ao limiar de exaustão (Ferreira et al., 2010); entretanto, exercício agudo também promoveu efeitos similares (Oliveira et al., 2013). O exercício pode aumentar a citotoxicidade antitumoral de macrófagos, mesmo após uma única sessão de exercício (Scholer et al., 2016). Essas controvérsias ocorrem devido a diferentes protocolos que induzem respostas distintas no aumento de hormônios de estresse e citocinas (Leandro et al., 2002). Outro elo sugerido entre o exercício e a imunidade se daria por duas vias: metabólica (glutamina) e a neuroendócrina (imunomodulação) (Zila et al., 2017; Leandro et al., 2002).

Segundo Moriguchi et al. (1998), elevada concentração de ácidos graxos pode inibir a proliferação dos linfócitos T, devido a sua diminuição na captação de glicose. Os linfócitos regulam a resposta imune através da produção de citocinas que ativam os macrófagos e sintetizam acetilcolina (Martelli et al., 2014). Esses macrófagos têm receptores colinérgicos, como o acetilcolinérgico 7‐nicotínico, que é ativado durante a estimulação do nervo vago e pode ser protetor contra o choque séptico (Abboud & Singh, 2017). Essa neuroimunomodulação foi denominada de via anti‐inflamatória colinérgica; propõe, assim, um circuito funcional entre o nervo vago e a resposta inflamatória (Zila et al., 2017). No entanto, sugere‐se também que os fatores neuroendócrinos seriam responsáveis pelo estresse induzido pelo exercício (Hoffman‐Goetz & Pedersen, 2000), tais como a adrenalina, a noradrenalina e o cortisol (Ferreira et al., 2010). As células imunes parecem ter receptores para diversos hormônios do estresse que atuam como quimioatrativos para macrófagos e neutrófilos e auxiliam a mobilização no sítio de inflamação (Ortega, 2003; Leandro et al., 2002). A expressão de β‐receptores fornece a base molecular para sua ação. Contudo, a densidade e a eficiência de receptores adrenérgicos diferem nas células imunes (Leandro et al., 2002).

Neste trabalho, a produção de ON por macrófagos alveolares foi maior nos exercitados. Estudos revelam que o exercício estimula o ON (Scholer et al., 2016; Zhao et al., 2016). Animais submetidos ao exercício de esteira (oito semanas, três vezes/semana) aumentaram a produção de ON por macrófagos (Sugiurah, Nishida, Sugiura e Mirbod, 2002). Exercício moderado gerou maior aderência, taxa de metabolismo do nitrogênio e capacidade fagocítica dos macrófagos (Delmondes et al., 2012). Contudo, exercício intenso também elevou a produção de ON (Scholer et al., 2016; Delmondes et al., 2012). Esse aumento pode estar ligado a uma elevação do metabolismo e do consumo de oxigênio, produzida por exercícios de alta intensidade (Elikov, 2016). Segundo Jungersten et al. (1997), uma única sessão de exercício induz elevação transitória de nitrato do plasma, possivelmente por aumento temporário endógeno do ON. O exercício tem potente efeito estimulador sobre o metabolismo de nitrogênio e reatividade de oxigênio (França et al., 2017; Woods et al., 2009). Em humanos, o uso de cicloergômetro propiciou uma mudança positiva no estado redox das células e tecidos dos níveis basais, reduziu o dano oxidativo (França et al., 2017). O exercício combinado (aeróbio e resistido) também verificou maior biodisponibilidade de ON (Conti et al., 2015).

Um possível mecanismo seria a redução da modulação simpática, que influenciaria a redução dos parâmetros pró‐inflamatórios e de estresse oxidativo e biodisponibilidade de ON (Conti et al., 2015). É válido salientar que, apesar dos benefícios do ON como molécula reguladora imune, em situações de estresse oxidativo e inflamação, o ON pode reagir diretamente ou associado a outros compostos e se tornar citotóxico (Dusse et al., 2003). Aumento não significante foi obtido em ratas exercitadas no IA. Contudo, o estudo de Woods et al. (2009) verificou aumento da aderência, atividade citotóxica e a capacidade fagocítica de macrófagos exercitados. O primeiro passo de um processo fagocítico é a aderência, essencial para a resposta inflamatória (Segura et al., 1998).

Conclusão

Os dados deste estudo permitem concluir que a dieta hiperlipídica aumentou os estoques de gordura visceral nos animais e influenciou o sistema imune. Entretanto, o exercício físico atenuou esses efeitos. A natação reduziu a quantidade de adiposidade e proporcionou melhoria no mecanismo de defesa, com o estímulo na fagocitose dos macrófagos alveolares, aderência celular e produção de ON. No entanto, estudos futuros são necessários para evidenciar quais os principais mecanismos de alterações imunes relacionados a esse tipo de exercício na obesidade.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Agradecimentos

Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), n° IBPG 0437‐4.08/09, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pelo apoio financeiro a Patrícia dos Santos.

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Autor para correspondência. (Patrícia Clara Pereira dos Santos patriciacps@yahoo.com.br)
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