Revista Brasileira de Ciências do Esporte Revista Brasileira de Ciências do Esporte
Artigo original
Efeitos agudos da ingestão de cafeína no desempenho em teste específico de pádel
Acute effects of caffeine consumption on performance in specific test paddle
Efectos agudos del consumo de cafeína en el rendimiento de una prueba específica de pádel
Camila Borges Müllera,, , Cássia Goulartb, Fabricio Boscolo Del Vecchioc
a Universidade Federal de Pelotas, Programa de Graduação em Educação Física, Pelotas, RS, Brasil
b Universidade Federal de Pelotas, Programa de Graduação em Nutrição, Pelotas, RS, Brasil
c Universidade Federal de Pelotas, Programa de Pós‐Graduação em Educação Física, Pelotas, RS, Brasil
Recebido 19 Agosto 2016, Aceitaram 07 Julho 2018
Resumo

Objetivou‐se mensurar os efeitos da cafeína em teste de precisão de voleio específico (TPVE). Após 30min da ingesta de 6mg•kg–1 de cafeína (CAF) ou placebo (PLA), 12 atletas fizeram duas sessões de treino de 45min. Mediu‐se resistência de preensão manual (RPM), foram registradas frequência cardíaca (FC) e percepção subjetiva de esforço (PSE) e foi conduzido TPVE. Não foram observadas diferenças na FC máxima, PSE e RPM entre condições. No TPVE, feito após a sessão de treino, registraram‐se 31 ± 3,2 e 34,4 ± 4,6 pontos para PLA e CAF, respectivamente (p < 0,05; d = 1,06). Indica‐se 94% de provável efeito positivo com a ingestão de CAF e se conclui que CAF pode aumentar a eficiência em gestos específicos após treino de pádel.

Abstract

The study aimed to investigate the effects of caffeine on performance of specific precision paddle test. Twelve paddle athletes performed two specific training sessions of 45minutes, preceded by 6mg•kg–1 of caffeine (CAF) or placebo (PLA) 30min before. Pre and post‐workout was measured handgrip endurance, recorded heart rate (HR) and rating of perceived exertion (RPE) and conducted specific volleying test. The % of maximal HR in CAF and PLA post‐training were 93.6±3.3 and 92.1±4.4 respectively. There were similar responses of RPE and handgrip endurance. In the specific test was reached 31±3.2 and 34.4±4.6 points in PLA and CAF, respectively, was evidenced a 94% probable positive effect of CAF. Therefore, the CAF seems to increase efficiency in specific actions after an intense paddle workout.

Resumen

El objetivo del estudio fue medir los efectos de la cafeína en el rendimiento de una prueba de precisión específica de pádel. Doce jugadores de pádel llevaron a cabo dos sesiones de entrenamiento específicas de 45 minutos, precedidas por la ingesta de 6mg•kg–1 de cafeína (CAF) o placebo (PLA) 30 minutos antes. Se midió la fuerza de prensión manual previa y posterior al entrenamiento, la frecuencia cardíaca (FC) registrada y el esfuerzo percibido (EP), y también se realizó una prueba específica de pádel. El porcentaje de FC máxima en CAF y PLA después del entrenamiento fue 93,6±3,3 y 92,1±4,4, respectivamente. Fueron similares el EP y la prensión manual. En la prueba específica se registraron 31±3,2 y 34,4±4,6 puntos en PLA y CAF, respectivamente, y el 94% del efecto positivo sobre la probable ingesta de CAF. Por tanto, la CAF parece aumentar la eficiencia en gestos concretos después de una intensa sesión de ejercicios de pádel.

Palavras‐chave
Cafeína, Precisão, Pádel, Esportes de raquete
Keywords
Caffeine, Precision, Paddle, Racket sports
Palabras clave
Cafeína, Precisión, Pádel, Deportes de raqueta
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Introdução

O pádel é um esporte de raquete em crescimento nos últimos anos (Amieba e Salinero, 2013), caracterizado por ser intermitente e com intensidades semelhantes às exigências do tênis (Hoyo et al., 2007). Apesar do aumento da competitividade na modalidade, são escassos os estudos sobre os efeitos de recursos ergogênicos que possam auxiliar no desempenho esportivo e apesar de investigações com tênis (López‐Samanes et al., 2015) serem frequentes, como no estudo do uso de carboidrato (Ferrauti et al., 1997; Hornery et al., 2007a), creatina (Pluim et al., 2006) e cafeína (Ferrauti et al., 1997, Ferrauti; Weber, 1998) com vistas à minimização da fadiga (Hornery et al., 2007b). A cafeína, provavelmente, é um dos recursos ergogênicos mais usados no mundo, mas não se conhecem os efeitos do seu consumo no desempenho em teste específico no pádel.

Uma partida de pádel dura aproximadamente 55 minutos e o tempo real de jogo é, em média, 34% do tempo total (Torres‐Luque et al., 2015). Um rally costuma durar em média nove segundos em uma partida e os golpes mais usados são o voleio de drive (12,55%), smash (14,43%) e voleio de revés, com 14,79% (Torres‐Luque et al., 2015). O pádel exige uma série de movimentos, como deslocamentos, saltos e giros, que envolvem esforços e sprints sucessivos (Glaister, 2005). O deslocamento lateral parece ser mais usado (52,31%), seguido do deslocamento frontal (43,29%), e o deslocamento de costas é o menos recrutado (4,40%). Os saltos são feitos em preparação para o smash (27,40%) e na maior parte do jogo no splits‐step, em 72,60% das vezes. Além disso, giros no pé direito são menos frequentes (44,12%) do que no pé esquerdo, que ocorrem em 55,88% das vezes (Priego et al., 2013). Essa dinâmica intermitente de alta intensidade tende a desgastar o praticante, que passa a apresentar fadiga e queda no desempenho muscular ao longo da partida (Zanchet; Del Vecchio, 2013).

Com o intuito de minimizar a fadiga decorrente de exercícios físicos intensos, a cafeína tem sido empregada frequentemente (Ferrauti; Weber, 1998), por ser considerada substância ergogênica devido a sua capacidade de atuação no desempenho esportivo (Guerra et al., 2000). Seu estímulo no sistema nervoso central pode aumentar o desempenho em exercícios prolongados e de alta intensidade (Ranchordas et al., 2013), a força de contração muscular e gerar estímulo na economia do glicogênio (Tarnopolsky, 1994). Em consequência desses mecanismos, a cafeína estimula a liberação de hormônio ACTH e beta‐endorfina, que modulam a percepção de fadiga, causada pelo esforço físico (Guerra et al., 2000).

Considerando que o pádel é caracterizado por sequências de sprints, deslocamentos e movimentos específicos da modalidade e as fontes não oxidativas têm tendência à produção de energia, a fosfocreatina pode ser consumida nos momentos iniciais do jogo e a partir da via glicolítica uma grande quantidade de energia é fornecida rapidamente em poucos segundos para fazer esforços vigorosos (Spriet, 2014). Sabe‐se que a cafeína parece melhorar o desempenho de força e potência muscular no tênis, além de exercícios prolongados, como sequências de vários sprints (López‐Samanes et al., 2015). Além disso, a suplementação com cafeína contribui para a melhoria da precisão e identificação do alvo (Gillingham et al., 2004, Gillingham et al., 2003, Lieberman et al., 2002), embora sejam necessários mais estudos quanto a isso no meio esportivo (Share et al., 2009). Nesse sentido, seu consumo poderia auxiliar no fornecimento de energia produzido pela via glicolítica e aumentar o desempenho físico durante uma partida de pádel, dada a necessidade de: i) feitura de esforços intermitentes de alta intensidade, ii) boa precisão nos golpes repetidos com a raquete (Baiget et al., 2011) e iii) sincronização entre membros inferiores e superiores durante os movimentos, para feitura de ações concêntricas e excêntricas, que recrutam a maioria das articulações em deslocamentos e em pequenos saltos (Montes; Rodriguez, 2015). Assim, é necessário que o jogador associe as demandas físicas da modalidade com o controle motor para precisão nos golpes (Baiget et al., 2011). Considerando essa demanda do pádel e o efeito ergogênico da cafeína, o objetivo deste trabalho foi mensurar os efeitos desse recurso ergogênico na melhoria da precisão de voleio em teste específico do pádel após treino intenso da modalidade.

Material e métodos

Este estudo experimental, randomizado e contrabalanceado foi conduzido com jogadores de pádel do sexo masculino da região sul do Rio Grande do Sul. Para determinação do tamanho amostral, considerou‐se investigação prévia que pesquisou os efeitos da cafeína no desempenho em jogo de tênis e encontrou média das diferenças de 1,5 game vencido entre grupos placebo e experimental, bem como desvio‐padrão das diferenças de 2,2 games (Ferrauti; Weber, 1998). Assumindo‐se poder do teste de 80% e nível de significância estatística de 5%, seriam necessários ao menos 11 indivíduos para composição da amostra.

O recrutamento amostral do presente estudo ocorreu a partir de divulgação nas redes sociais e em centros de prática da modalidade na cidade. Para serem considerados elegíveis, os participantes deveriam ser voluntários com experiência superior a seis meses e prática regular na modalidade, entre 22 e 33 anos, e aceitar fazer dois encontros para coleta de dados durante novembro e dezembro de 2015. Os participantes não eram consumidores regulares de cafeína e foram solicitados que não a ingerissem durante o período do estudo. Os critérios de exclusão assumidos foram lesões esportivas recentes (seis meses ou menos), uso de medicamentos contínuos e problemas cardíacos que impedissem esforços máximos. A amostra final foi composta por 12 jogadores de pádel e, para participar do estudo, os indivíduos deveriam ler e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo comitê de ética local (parecer #008/10).

Fizeram‐se dois encontros com, no mínimo, 48 horas de intervalo entre eles, entre 15 e 18h, e com condições semelhantes de temperatura e umidade e após noite de sono com duração superior a 8h. De modo randomizado e contrabalanceado, os participantes ingeriram cafeína (CAF) ou placebo (PLA) 30 minutos antes do início das atividades. Apenas os sujeitos não eram informados sobre qual substância foi ingerida (CAF ou PLA). No entanto, foi feito monitoramento da frequência cardíaca para minimizar possíveis intere Foram usados 6mg por quilo de massa corporal do sujeito (Bortolotti et al., 2014; Foskett et al., 2009; Lee et al., 2014), administrados em cápsulas com doses de 10mg, 50mg e 100mg nas mesmas concentrações para cafeína e placebo (amido).

Após a ingesta de CAF ou PLA, nos momentos antes e depois da sessão de treino de pádel, foi aferida frequência cardíaca (FC) com monitor cardíaco (Polar™, RS800CX, Finlândia) e a FC máxima (FCmax) foi estimada a partir da equação 211 – 0,64*idade (Nes et al., 2013) para caracterização da intensidade dos esforços. Os indivíduos também fizeram teste de resistência de preensão manual (dinamômetro hidráulico Jammar®, Patterson Medical, Estados Unidos) e teste de precisão de voleio da modalidade (Montes Fernández; Rojo Rodriguez, 2015). No fim da sessão também foi registrada a percepção subjetiva de esforço (PSE). A sessão de treino específico teve duração de 45 minutos e ocorreu com o uso dos golpes, deslocamentos e intervalos específicos da modalidade (Suplemento 1). O estímulo apresentou variação de intensidades, de moderadas a máximas, de acordo com o sugerido previamente para jogadores de pádel (Amieba; Salinero, 2013). O monitoramento da intensidade do treino foi feito através do percentual da frequência cardíaca máxima estimada (Daanen et al., 2012).

Nas avaliações, a resistência de força de preensão manual foi medida a partir de teste composto por oito contrações isométricas máximas de 10 segundos com intervalos passivos de 10 segundos entre elas, previamente validado (Bonitch‐Góngora et al., 2013). Para a execução correta do teste, o sujeito deveria estar sentado em uma cadeira com as costas apoiadas e pés no chão, em adução e rotação neutras do ombro, flexão de 90° do cotovelo, antebraço em posição neutra e punho estendido entre 0 e 30°, com um desvio ulnar entre 0 e 15°, aferido com goniômetro analógico. Foi solicitado que o atleta aplicasse a maior força de contração possível em cada repetição e, então, registrou‐se o maior valor atingido em cada esforço (Bonitch‐Góngora et al., 2013).

Para avaliar a precisão de voleio, foi feito teste específico de pádel que consiste na aplicação de 48 voleios divididos em áreas determinadas da quadra (Montes Fernández; Rojo Rodriguez, 2015). São demarcadas oito áreas dentro da quadra, divididas em zonas de posicionamento e zonas de finalização, de acordo com a figura 1 (Montes Fernández; Rojo Rodriguez, 2015). Um monitor previamente treinado, e cegado quanto aos objetivos do estudo, foi posicionado de modo centralizado ao fundo da quadra, de onde lançou as bolas em 16 grupos de três voleios em ordem pré‐determinada conforme a tabela 1. Registrou‐se o número de voleios acertados pelo sujeito e foi mensurada a frequência relativa (porcentagem) de acertos e erros.

Figura 1.
(0.29MB).

Representação gráfica e descrição das diferentes zonas do teste de efetividade de voleio no pádel.

Tabela 1.

Protocolo de golpes do teste de efetividade de voleio no pádel

ZP1 a ZF3 (3)  Voleio de direita paralelo atrás da linha de saque 
ZP1 a ZF5 (3)  Voleio de direita paralelo antes da linha de saque 
ZP1 a ZF4 (3)  Voleio de direita cruzado atrás da linha de saque 
ZP1 a ZF6 (3)  Voleio de direita cruzado antes da linha de saque 
ZP2 a ZF4 (3)  Voleio de revés paralelo atrás da linha de saque 
ZP2 a ZF6 (3)  Voleio de revés paralelo antes da linha de saque 
ZP2 a ZF3 (3)  Voleio de revés cruzado atrás da linha de saque 
ZP2 a ZF5 (3)  Voleio de revés cruzado antes da linha de saque 
ZP1 a ZF3 (3)  Voleio de direita paralelo abaixo da linha da rede e atrás da linha de saque 
ZP1 a ZF4 (3)  Voleio de direita cruzado abaixo da linha da rede e atrás da linha de saque 
ZP2 a ZF4 (3)  Voleio de revés paralelo abaixo da linha da rede e atrás da linha de saque 
ZP2 a ZF3 (3)  Voleio de revés cruzado abaixo da linha da rede e atrás da linha de saque 
ZP1 a ZF7 (3)  Voleio de direita paralelo cortado 
ZP1 a ZF8 (3)  Voleio de direita cruzado cortado 
ZP2 a ZF8 (3)  Voleio de revés paralelo cortado 
ZP2 a ZF7 (3)  Voleio de revés cruzado cortado 

ZF = Zona de Finalização, ZP = Zona de Posicionamento.

Análise estatística

Fez‐se a normalidade dos dados pela prova de Shapiro‐Wilk e, então, empregaram‐se média e desvio‐padrão (dp) como medidas de centralidade e dispersão, bem como o coeficiente de variação (CV). Para análise dos efeitos da ingestão de CAF ou PLA, empregou‐se análise de variância de dois caminhos (condição e momento), com medidas repetidas no fator momento. Para interpretação dos dados, após verificação da esfericidade com o teste de Mauchly, empregou‐se a correção de Greenhouse‐Geisser quando necessária. Para comparação entre condições foi empregado o post hoc de Tukey e, entre momentos, bem como nas interações, o post hoc de Bonferroni. No teste de preensão manual, recorreu‐se também à análise de tendência temporal do desempenho, a partir das medidas repetidas da análise de variância. Além disso, o índice de fadiga foi calculado a partir da equação: (cálculo). Nas comparações entre dois grupos de variáveis, foi conduzido teste t de Student para amostras dependentes. Assumiu‐se 5% como nível de significância estatística e foi calculado o tamanho do efeito (TE) quando adequado (Rhea, 2004). Para desempenho no teste específico de precisão no pádel, também foi conduzida análise qualitativa (Hopkins, 2009).

Resultados

Os participantes do estudo tinham 27,7 ± 3,7 anos e FCmax estimada de 193 ± 2 bpm. Nas sessões experimentais PLA e CAF, as frequências cardíacas de repouso foram de 77 ± 9 bpm (39,9 ± 4,6% da FCmax) e 75 ± 12 bpm (38,6 ± 6% da FCmax), respectivamente (t = 0,64; p = 0,53).

Quanto aos efeitos da suplementação com cafeína na FC (tabela 2), não foram observadas diferenças entre condições (F[1,11] = 0,01; p = 0,91), mas entre momentos (F[1,11] = 1.279,4; p < 0,001), sem interações significantes (F[1,11] = 1,9; p = 0,19). O mesmo comportamento foi observado com a PSE (p = 0,41) e com a carga interna, produto da multiplicação da PSE pela duração da sessão (p = 0,40). Também não foram localizadas diferenças no delta da frequência cardíaca, a condição PLA elevou 101 ± 13 bpm e CAF aumentou 106 ± 10 bpm.

Tabela 2.

Medidas de frequência cardíaca (em bpm e % da FCmax) e de variáveis associadas à carga interna da sessão (n = 12)

  Pré‐treino  Pós‐treino     
  média ±dp  média±dp 
Frequência cardíaca*         
Placebo (bpm)  77 ± 2  178 ± 8     
Cafeína (bpm)  75 ± 12  181 ± 7     
Placebo (%FCmax)  39,9 ± 4,6  92,1 ± 4,4     
Cafeína (%FCmax)  38,6 ± 6  93,6 ± 3,3     
PSE (ua)      0,25  0,41 
Cafeína  ‐  8,7 ± 0,9     
Placebo  ‐  8,8 ± 1,4     
Carga interna      0,25  0,40 
Cafeína  ‐  390 ± 40     
Placebo  ‐  394 ± 61     

%FCmax = percentual da frequência cardíaca máxima.

*

= diferenças entre momentos (p < 0,001), mas não entre grupos (p = 0,91) e sem interações (p = 0,19).

Na análise do teste de oito preensões manuais sucessivas, não foram observadas diferenças entre momentos (pré versus pós; F[3,44] = 0,38; p = 0,54; e2p = 0,01) e entre condições (placebo versus cafeína; F[3,44[= 0,85; p = 0,36; e2p = 0,02); bem como interações (condição versus momento; F[3,44] = 0,21; p = 0,65; e2p = 0,005). Ademais, indica‐se que houve tendência linear de queda ao longo das tentativas (F(3,44) = 133,1; p < 0,001; e2p = 0,75), independentemente do momento ou da condição de avaliação (tabela 3). Não foram observadas diferenças significantes nos valores máximos (condições: F[3,44] = 4,71; p = 0,27; e2p = 0,83; momentos: F[3,44] = 0,39; p = 0,64; e2p = 0,28), médios (condições: F[3,44] = 4,07; p = 0,29; e2p = 0,80; momentos: F[3,44] = 1,45; p = 0,41; e2p = 0,64) e no índice de fadiga (condições: F[3,44] = 0,17; p = 0,74; e2p = 0,15; momentos: F[3,44] = 0,21; p = 0,73; e2p = 0,17).

Tabela 3.

Valores do teste de resistência de força isométrica manual, segundo momento e condição (n = 12)

  Pré‐treinoPós‐treino
  Placebo  Cafeína  Placebo  Cafeína 
  x ±dp  x ±dp  x ±dp  x ± dp 
1a PMa  39,97 ± 6,32  42,51 ± 5,91  40,55 ± 6,64  41,68 ± 5,56 
2a PMb  36,56 ± 4,02  40,21 ± 3,39  38,12 ± 4,65  39,45 ± 4,20 
3a PMb  36,08 ± 5,40  37,92 ± 3,95  36,84 ± 3,56  37,01 ± 3,96 
4a PMb  35,78 ± 5,49  36,45 ± 4,27  35,05 ± 4,58  34,27 ± 5,29 
5a PMb  33,74 ± 5,29  35,14 ± 3,58  34,11 ± 3,83  33,20 ± 5,87 
6a PM  33,08 ± 4,90  33,34 ± 4,83  31,93 ± 4,83  31,93 ± 5,31 
7a PM  31,63 ± 3,88  31,74 ± 4,74  30,03 ± 4,67  32,85 ± 3,95 
8a PM  32,07 ± 4,89  33,33 ± 5,08  30,84 ± 5,52  31,08 ± 4,97 
Máxima  41,43 ± 5,61  43,85 ± 4,24  41,72 ± 5,93  42,61 ± 4,59 
Média  34,86 ± 3,83  36,33 ± 3,35  34,68 ± 3,26  35,18 ± 4,25 
Mínima  29,16 ± 3,79  30,41 ± 4,78  27,70 ± 4,91  30,08 ± 4,96 
IF  29,04 ± 9,01  30,38 ± 10,58  32,43 ± 14,53  29,14 ± 10,91 
a

estatisticamente maior do que todas as posteriores (p < 0,01).

b

estatisticamente maior do que as preensões posteriores, com exceção da imediatamente subsequente (p < 0,05).

IF = Índice de fadiga. tendência linear de queda ao longo das contrações, independentemente de condição e momento.

Quanto ao teste específico de precisão no pádel, na condição PLA foi obtido total de 31 ± 3,2 pontos (CV=10,2%). Em contrapartida, na condição CAF, os participantes atingiram total de 34,4 ± 4,6 pontos (CV=13,3%), com tamanho de efeito de 1,06, que pode ser considerado moderado. Considerando diferença média de 2,9 (IC95% = 0,6‐5,2) pontos, há 94% de chance de a cafeína exercer provável efeito positivo, 5% de apresentar efeito trivial e 1% de proporcionar provável efeito negativo. O tamanho do efeito para o % de acertos e de erros foi de 0,91, também considerado como moderado, e os valores percentuais de acertos e erros são apresentados na figura 2, com diferenças entre condição PLA e CAF (t = 2,25; p = 0,04; TE = 1,41).

Figura 2.
(0.08MB).

Desempenho percentual de acertos e erros, segundo condição.

Discussão

O presente estudo investigou os efeitos da cafeína no pádel. Como principal achado, observou‐se que i) não houve diferenças significativas na FC e na PSE com a ingestão de CAF ou PLA, ii) independentemente da condição e do momento, ocorreu diminuição da resistência de força de preensão manual e, principalmente, que ii) o número de acertos em teste de precisão é maior com a ingestão de CAF. Esses achados mostram que não ocorrem alterações fisiológicas com a CAF, porém em teste específico de voleio de pádel atletas parecem acertar mais e, consequentemente, errar menos, com uso desse recurso ergogênico.

Estudos prévios observaram o desempenho de saque em modalidades de raquete. A precisão do serviço no tênis foi investigada diante da restrição do sono em jogadores universitários. Em comparação com a privação do sono, o período de duração de sono melhorou a precisão do saque (35,7% vs. 41,8%; p < 0,05) e as pontuações na Escala de Sonolência de Stanford e Escala de Sonolência de Epworth diminuíram estatisticamente (12,15 vs. 5,67; p < 0,05 e 3,56 vs. 2,67; p < 0,05, respectivamente). Assim, o aumento de cerca de duas horas de sono por noite parece aumentar significativamente o desempenho no tênis (Schwartz; Simon, 2015). Outros autores também investigaram se a restrição de cinco horas de sono influencia na precisão do serviço no tênis, bem como o efeito da ingestão de 80mg de cafeína 30 minutos antes do teste de saque (Reyner e Horne, 2013). Observaram‐se deficiência significativa do saque após a restrição de sono e nenhum efeito benéfico com a dose de cafeína em concentração fixa (Reyner e Horne, 2013). Ambos os achados concordam que o sono influencia no desempenho do saque, golpe que exige considerável precisão para efetuá‐lo. No presente estudo também se avaliou um golpe de precisão, em que os efeitos de 6mg•kg–1 de cafeína influenciam positivamente no pádel, diferentemente do que foi encontrado por Reyner e Horne (2013) com uma dose de 80mg. Logo, podemos concluir que as horas de sono são essenciais para um bom desempenho no tênis e que 80mg de cafeína parecem não ser o suficiente para melhorar a precisão do serviço nessa modalidade após privação do sono.

O desempenho de golpes no tênis foi avaliado após um treino intenso de duas horas em tenistas bem treinados diante de três situações: i) placebo, ii) solução de CHO (0,7 g•kg–1 massa corporal•h–1; CHO) e iii) CHO + dose de cafeína (5mg•kg–1). A qualidade dos golpes e o tempo no teste de sprint (Shuttle Run) foram semelhantes entre CHO e CHO+CAF e concluiu‐se que a ingestão de CHO melhora o desempenho no fim de um jogo e pode facilitar a manutenção da fadiga durante exercício intermitente de longa duração, sem efeito adicional com cafeína (Vergauwen et al., 1998). Nesta investigação, foi avaliada a precisão após um treino intenso de pádel e foi observada melhoria do desempenho após a ingestão de cafeína (3,2% mais pontos, decorrentes de 9,3% mais acertos e 17,7% menos erros). Com isso, parece que jogadores de esportes de raquete podem se beneficiar de recursos ergogênicos após desgaste físico de treinos intensos.

O efeito do consumo de cafeína também foi observado em partida simulada de tênis (Strecker, 2007). A habilidade no tênis pode melhorar após 90 minutos de jogo com a ingestão de 3mg•kg–1 de cafeína em um teste específico da modalidade, além de aumentar o desempenho do Loughborough Shuttle Fitness Test também após a partida (Strecker, 2007). Assim como neste estudo, Strecker (2007) usou golpes específicos da modalidade para avaliar os efeitos da cafeína após um exercício intenso específico do esporte. Dessa forma, ambos os estudos parecem concordar que a cafeína pode auxiliar no desempenho de jogadores de esportes de raquete após a fadiga. Provavelmente, seu efeito benéfico decorra de uma atenção elevada que ocorre durante a execução de golpes específicos com a raquete no momento de cansaço.

Também se observaram os efeitos da ingestão de carboidrato e cafeína no desempenho esportivo de jogadores de badminton. Após a ingestão de solução de carboidrato (CHO) e carboidrato com uma dose de cafeína (C + C), o serviço curto foi melhorado em comparação com placebo (PLA) e o serviço longo também foi melhor após a ingestão de C + C em comparação com PLA (Clarke; Duncan, 2016). Ainda, o tempo de reação de escolha melhorou em CHO, C + C e CAF e piorou em PLA, os autores apontaram a combinação C + C como recurso ergogênico mais eficiente (Clarke; Duncan, 2016). Outro estudo mensurou a precisão do saque no badminton e considerou a ingestão de carboidratos antes de um treino intenso com duração de 33 minutos. Foram registrados valores de FC de 83 ± 10% e 84 ± 8% FCmáx para sessão com placebo e carboidrato, respectivamente, no saque longo a precisão piorou após o treino em relação ao pré‐treino com placebo. Porém, a ingestão de carboidrato diminuiu a deterioração do desempenho (p = 0,002) após a fadiga, embora a precisão do serviço curto não tenha sofrido efeito (Bottoms et al., 2012). Com isso, tais investigações corroboram a vantagem na precisão do saque após consumir carboidratos e quando associado com cafeína a eficiência do saque parece aumentar.

Os efeitos da suplementação de cafeína em esportes de raquete (tênis, badminton e squash) foram investigados sobre os movimentos na quadra durante um teste específico de agilidade em um experimento randomizado duplo‐cego com 6mg•kg–1 de cafeína ou placebo (Nicholson et al., 2013) e foram observadas melhorias nas duas tentativas (T1 e T2) com a ingestão de CAF 60 minutos antes do procedimento (45,63 ± 3,66 vs. com CAF e 47,57 ± 3,67 vs. com PLA em T1 e 44,91 ± 4,78 vs. com CAF e 46,70 ± 4,64 s com PLA em T2) (Nicholson et al., 2013). Além disso, aumento na glicose no sangue foi identificado após o consumo de CAF (CAF: 4,69 ± 0,30 mmol.l–1; PL: 4,00 ± 0,25 mmol.l–1), o que poderia ter adiado a fadiga no sistema de energia glicolítica e melhorado o desempenho esportivo (Nicholson et al., 2013). Esses achados complementam o presente estudo, que investigou a precisão de golpes no pádel, concluiu‐se que além de obter mais acertos em teste de precisão, o posicionamento e a movimentação na quadra podem ser mais eficientes após a ingestão de cafeína em jogadores dessa modalidade.

O comportamento da frequência cardíaca é conhecido como semelhante após a ingestão de CAF ou PLA, em diferentes protocolos de exercícios intermitentes (Klein et al., 2013; Woolf et al., 2008; Bell; McLellan, 2003), o que corrobora o presente estudo. Da mesma forma, a percepção subjetiva de esforço parece não obter mudanças significativas com a ingestão de cafeína em modalidades de raquete (Abian et al., 2015). Assim como visto em jogadores de pádel neste estudo, a força de preensão manual não melhorou após a ingestão de cafeína em comparação com placebo em jogadores profissionais de badminton (Abian et al., 2015). Além disso, não foram encontradas evidências científicas que observaram a resistência de força isométrica de preensão manual em modalidades de raquete quando ingerida cafeína. Este estudo não apresentou efeitos significativos entre condições bem como entre momentos. No entanto, futuras investigações devem observar tal comportamento a fim de reforçar a literatura.

Como foi observado um efeito positivo da cafeína na precisão de voleios no presente estudo, é possível que as fontes não oxidativas sejam influenciadas no fornecimento de energia. No entanto, as contribuições energéticas ainda são pouco esclarecidas no desempenho dos movimentos precisos no pádel. Como ponto forte do estudo, indica‐se o uso de jogadores experientes na modalidade e o emprego contextualizado da cafeína – ou seja, após treino específico de pádel. De modo amplo, identifica‐se que jogadores de esportes de raquete (pádel, tênis, badminton e squash) parecem obter vantagens no desempenho esportivo ao usar recursos ergogênicos. Assim, conclui‐se que padelistas podem acertar mais voleios em teste específico após um treino intenso da modalidade mediante a ingestão de 6mg•kg–1 de cafeína em comparação com o placebo. Destaca‐se, como limitação do estudo, a ausência do delineamento duplo‐cego, que poderia diminuir prováveis interferências na intensidade das sessões de treinamento. Por outro lado, destaca‐se que os valores pré‐treino, já sob efeito de cafeína, e pós‐treino não foram diferentes entre condições.

Conclusão

Com base nos resultados encontrados, pode‐se concluir que as variáveis fisiológicas parecem não alterar significativamente com a ingestão de cafeína comparada ao placebo. No entanto, jogadores de pádel tendem a obter maior eficiência de golpes específicos em teste de voleio com a ingestão de cafeína após um treino intenso da modalidade. Assim, tal recurso ergogênico pode ser benéfico para jogadores de pádel após a fadiga. Com isso, sugere‐se que investigações sejam feitas para observar os efeitos da cafeína em ambiente competitivo no pádel.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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Autor para correspondência. (Camila Borges Müller camilaborges1210@gmail.com)
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