Revista Brasileira de Ciências do Esporte Revista Brasileira de Ciências do Esporte
Artigo original
Comparação da frequência cardíaca máxima entre teste máximo na natação e equações de predição
Comparison of the maximum heart rate between maximal swimming test and prediction equations
Comparación de la frecuencia cardíaca máxima entre prueba máxima de natación y ecuaciones de predicción
Silvana Lopes Nogueira Lahra, Rafael Gonçalves Silvab, Gustavo Ramos Dalla Bernardinac,, , Robson Bonoto Teixeirab, João Carlos Bouzas Marinsb
a Universidade Federal de Juiz de fora (Campus Governador Valadares), Departamento de Educação Física, Governador Valadares, MG, Brasil
b Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Educação Física, Viçosa, MG, Brasil
c Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Belo Horizonte, MG, Brasil
Recebido 28 Maio 2017, Aceitaram 23 Novembro 2018
Resumo

O objetivo desse estudo foi verificar diferenças entre a frequência cardíaca máxima (FCM) obtida na natação em testes de 200 metros nas técnicas de nado crawl e peito e comparar a FCM dos testes com as obtidas através de 53 equações de predição. A amostra foi composta por dois grupos de nadadores, todos do sexo masculino, oito (22,87 ± 2,03 anos) fizeram o nado crawl e 14 (22±2,94 anos) o nado peito. Não houve diferenças significantes (p = 0,530) em relação às técnicas de nado. Comparando‐se a FCM obtida e calculada, através do modelo de Bland Altman, foi observado que apenas para o nado crawl são indicadas equações de predição para a estimativa da FCM, na impossibilidade de feitura do teste máximo. Entre as equações, recomenda‐se a FCM = 204‐1,07 x idade.

Abstract

The aim of this study was to verify the differences between the Maximum Heart Rate (MHR) obtained in swimming in tests of 200 meters in two swimming strokes frontcrawl and breaststroke and to compare FCM of the tests with the obtained through 53 prediction equations. The sample consisted of two groups of swimmers, all male, 8 (22.87±2.03 years) performed freestyle and 14 (22±2.94 years) breaststroke. There were no significant differences (p=0.530) regarding the swimming strokes. Comparing the MHR obtained and calculated through the Bland Altman model, it was observed that only for freestyle are indicated prediction equations for the MHR estimation, in the impossibility of to perform a maximum test. Among the equations, the MHR = 204‐1.07 x age is recommended.

Resumen

El objetivo del estudio fue comprobar las diferencias entre la frecuencia cardíaca máxima (FCM) obtenida en natación en pruebas de 200 metros en las técnicas de crol y braza, y comparar las FCM de las pruebas con las obtenidas a través de 53 ecuaciones de predicción. La muestra estaba compuesta por dos grupos de nadadores, todos del sexo masculino, y 8 (22,87 ± 2,03 años) nadaron con estilo crol y 14 (22 ± 2,94 años) nadaron a braza. No hubo diferencias importantes (p = 0,530) en relación con las técnicas de natación. En comparación con la FCM obtenida y calculada, a través del modelo de Bland Altman, se observó que las ecuaciones de predicción para la estimación de la FCM solo estaban indicadas para crol, por la imposibilidad de realizar la prueba máxima. Entre las ecuaciones, se recomienda la FCM = 204‐1,07 × edad.

Palavras‐chave
Exercício Físico, Resposta cardíaca, Nado crawl, Nado peito
Keywords
Physical exercise, Cardiac Response, Freestyle stroke, Breaststroke
Palabras clave
Ejercicio físico, Respuesta cardíaca, Crol, Braza
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Introdução

A intensidade do treinamento é um dos fatores mais importantes para a prescrição de exercícios físicos com vistas a obter e aprimorar resultados. Dessa forma, a monitoração da intensidade permite compreender as respostas fisiológicas de um indivíduo quando submetido a testes gerais ou específicos, além de constituir importante forma para determinar a sobrecarga a ser aplicada nos treinamentos (Cielo et al., 2007). Entre as formas usadas para o controle da intensidade, encontra‐se a frequência cardíaca (FC), que é comumente aplicada através de percentuais da frequência cardíaca máxima (FCM) ou percentuais da frequência cardíaca de reserva (Karvonen et al., 1957). Entretanto, em ambientes aquáticos, as respostas fisiológicas do organismo ao exercício sofrem influência do meio, podem alterar a resposta da FC (Esteves et al., 2010). Os estudos da área apontam para uma menor FC no ambiente aquático comparado com o terrestre (da Silva et al., 2014; di Masi et al., 2016; Olkoski e da Silva Lopes, 2013). A menor FC dentro da água, especialmente na natação, seria devido a vários fatores, como posição do corpo e temperatura da água (Psycharakis, 2011) e reflexo de mergulho (Morais et al., 2011; West et al., 2001). Recomenda‐se, então, um ajuste da FC estimada para exercícios feitos na água (Dicarlo et al., 1991).

Com o avanço tecnológico e o consequente aumento da precisão de monitores cardíacos resistentes à imersão, torna‐se possível investigar com maior fidedignidade a resposta da FC nesse tipo de ambiente. De modo geral, para usar a FC como forma de controle de intensidade na natação é necessário usar testes máximos ou equações preditivas, a fim de se obter a FCM. Contudo, o uso de equações não formuladas a partir de exercícios máximos para natação pode implicar resultados inespecíficos. Estudos sinalizam claramente que o ambiente aquático pode influenciar na resposta da FCM em exercício de natação, geralmente uma bradicardia (Holmer, 1974; Dicarlo et al., 1991; West et al., 2001; Graef et al., 2005; Santos et al., 2005; Graef e Kruel, 2006). Tendo em vista que, em casos em que não se tenha monitor de FC, é necessário usar fórmulas de predição da FCM para o cálculo da intensidade de treinamento. É possível ter como hipótese que as fórmulas derivadas de exercícios de corrida e de ciclismo não sejam adequadas para uma atividade em ambiente aquático.

Um dos aspectos que podem influenciar o sucesso do treinamento está relacionado com o estabelecimento correto da carga física; daí a importância de se estimar com precisão a FCM num programa de treinamento em que se usa a FC como parâmetro para controle da intensidade do exercício. A resposta específica da FCM no ambiente aquático permitirá aprofundar os conhecimentos sobre a mesma nesse tipo de ambiente, possibilitará melhoria na qualidade da prescrição do treinamento de forma específica na natação.

Dessa forma, os objetivos deste estudo foram comparar os resultados da FCM obtida nos nados de crawl e peito em atletas do sexo masculino e comparar os valores da FCM obtida com os calculados por diferentes equações de predição. Têm‐se como hipóteses para este trabalho a existência de diferença nos valores da FCM obtida em teste máximo entre os nados crawl e peito e a diferença entre os valores obtidos e estimados pelas referidas 53 equações de predição.

MétodosAmostra

Foi constituída por 22 nadadores universitários, não federados, do sexo masculino, divididos em dois grupos (tabela 1). Eles foram recrutados de acordo com os seguintes critérios de inclusão: ter completo domínio das técnicas de nado; ter no mínimo dois anos de treinamento regular em natação; ter preenchido e sido aprovado no Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR‐Q) (Shephard, 1988), além de não apresentar qualquer fator de risco coronariano avaliado pelo questionário da Michigan Heart Association (MHA, 1973). Além disso, todos os atletas avaliados vinham com no mínimo três meses de treinamento ininterrupto, com frequência semanal de três dias, com duração de 60 minutos para cada sessão de treino. Nenhum atleta pertencente ao estudo interrompeu os treinamentos por problemas de saúde, férias ou qualquer outro motivo. Os participantes foram informados previamente dos procedimentos que seriam feitos e, após concordar, assinaram um termo de consentimento, de acordo com a Lei 196/96, do Conselho Nacional de Saúde, aprovado pelo Comitê Ética da Universidade Federal de Viçosa (Of. Ref. No 180/2011).

Tabela 1.

Características dos nadadores para cada teste

Técnica de nado  Nado crawl  Nado peito 
Números de nadadores  14 
Idade média (anos)  22,87 ± 2,03  22 ± 2,94 
Peso (kg)  81,08 ± 8,02  75,08 ± 7,50 
Estatura (cm)  192,24 ± 6,58  178 ± 6,10 

cm: centímetro; dados apresentados em média e desvio‐padrão; kg: quilogramas.

Desenho experimental

Os testes foram feitos em piscina olímpica com medidas oficiais (50 x 25 metros) e as raias foram dispostas na metragem de 25 metros, foi delimitado um atleta por raia. A piscina usada não tinha aquecimento e nos dias dos testes a temperatura da água foi monitorada com termômetro Kelvin®. O termômetro foi posto na água e a cada 10 minutos verificou‐se a temperatura, que oscilou entre 23 a 24°C. A coleta foi feita às 12h30, mesmo horário habitual de treinamento dos atletas. Eles foram instruídos a não fazer qualquer tipo de esforço nas 24 horas antecedentes aos testes. A partir disso, o estudo foi dividido em duas fases: a primeira compreendeu fazer o teste de 200 metros em máxima velocidade, um grupo na técnica do nado crawl e o outro grupo na técnica do nado peito, com o intuito de comparar as FCM obtidas entre as técnicas de nado. A segunda fase consistiu em comparar os valores das FCM obtidas com os valores calculados das 53 equações de predição usadas no presente estudo.

Procedimentos

O teste máximo consistia em nadar 400 metros no nado crawl (exercício prévio de aquecimento), no qual nos 200 primeiros metros os atletas eram orientados a nadar em baixa intensidade e os 200 metros seguintes em intensidade moderada, levou‐se em consideração sempre a percepção de esforço individual de cada voluntário, e logo em seguida eram feitos os 200 metros em máxima velocidade, não havia tempo de recuperação entre o aquecimento e o teste propriamente dito. A mesma dinâmica foi usada no teste de peito, em que o aquecimento foi feito no estilo crawl e os 200 metros em máxima velocidade no estilo peito, cada voluntário fez o teste somente uma vez. Tanto o aquecimento quanto a parte principal do teste foram iniciados dentro da piscina (sem largar do bloco de saída).

Nos dois nados usados (crawl e peito), a parte principal foi feita em máxima velocidade, os nadadores foram instruídos a nadar na maior intensidade possível em todos os momentos durante o teste. Nesse sentido, o tempo representou simplesmente uma forma de controle do esforço na distância do teste, uma vez que o primordial para esse estudo foi a resposta cardíaca a esse esforço.

A FC foi monitorada durante o aquecimento e durante o teste, usou‐se o transmissor Polar Team2® com registro da FC a cada intervalo de cinco segundos. Foi considerado como FCM o valor mais alto registrado nos últimos 25 metros de cada distância.

Para evitar que o transmissor do monitor cardíaco deslizasse sobre o corpo dos atletas em virtude do contato com a água, usaram‐se tops de algodão que o cobriam por completo e tinham elástico na parte inferior, a fim de impedir a saída de sua posição inicial (logo abaixo do processo xifoide).

Após a coleta de dados, os resultados foram transferidos para um computador, por meio de um software da Polar® para leitura, tabulação e armazenamento em forma de curvas de desempenho (gráficos) e tabela de registros.

Análise estatística

Para verificar a normalidade dos dados foi usado o teste de Shapiro‐Wilk e tanto as FCM obtidas quanto as estimadas pelas equações apresentaram distribuição normal (p > 0,05). Com o objetivo de comparar a FCM obtida nas duas técnicas de nado, foi aplicado o teste t para amostras independentes. Os resultados da FCM foram tabelados e comparados com os valores calculados por meio das 53 equações de predição da FCM encontradas no trabalho de Marins et al. (2010) (tabela 2), com o ouso das idades individuais dos voluntários, por meio do teste t pareado. Nos casos em que a FCM estimada e aquela obtida nos testes não apresentaram diferenças significantes, foi feita a análise de concordância de métodos, conforme proposto por Bland e Altman (1986). Os resultados no gráfico foram expressos em média, limite mínimo de concordância e limite máximo de concordância. Na análise dos dados, foi usado o software SPSS 20.0, considerou‐se um nível de significância de 0,05.

Tabela 2.

Equações de predição da frequência cardíaca máxima recomendadas por diversos autores

Equação  Estudo  População  Equação de regressão 
ACSM (1995)#  ‐  FCM = 210‐0,5* idade  ‐ 
Astrand§  H. A./IM = 50 anos  FCM = 211‐0,922* idade  100 
Astrand#  ‐  FCM = 216‐0,84* idade  ‐ 
Ball State University†  FCM = 214‐0,8* idade  ‐ 
Ball State University#  FCM = 209‐0,7* idade  ‐ 
Brick (1995)#  M. A  FCM = 226‐idade  ‐ 
Bruce et al. (1974)#  H. DC/I= 52 anos  FCM = 204‐1,07* idade  1295 
Bruce et al. (1974)#  H. A./ IM = 44 anos  FCM = 210‐0,662* idade  2091 
Cooper#  H. A./ IM = 43 anos  FCM = 217‐0,845* idade  2535 
10  Ellestad#  H. A./ IM = 42 anos  FCM = 197‐0,556* idade  2583 
11  Engels (1998) #  H e M  FCM = 213,6–0,65* idade  104 H e 101 M 
12  Fernandez (1998) #  H. A.  FCM = 200‐0,5* idade  ‐ 
13  Fernandez (1998) #  M.  FCM = 210 ‐ idade  ‐ 
14  Fernhall et al. (2001) #  Retardo mental/IM = 46  FCM = 189‐0,59* idade  276 
15  Fernhall et al. (2001) #  H. A.  FCM = 205‐0,64 * idade  296 
16  Froelicher e Myers (2000) #  H. A./ IM = 38 anos  FCM = 207‐0,64* idade  1317 
17  Graettinger et al. (1995) #  Hipertensos  FCM = 200–0,71* idade  41 
18  Graettinger et al. (1995) #  H. A./ IM = 46 anos  FCM = 199‐0,63* idade  114 
19  Graettinger et al. (1995) #  Normotensos  FCM = 197‐0,63* idade  73 
20  Hammond#  H. DC/ IM = 53 anos  FCM = 209‐idade  156 
21  Hakki (1983) #  FCM = 205‐0,5* idade  ‐ 
22  Hossack e Bruce (1982) #  M A  FCM = 206‐0,597* idade  104 
23  Hossack e Bruce (1982) #  H A  FCM = 227‐1,067* idade  98 
24  Inbar et al. (1994) #  FCM = 205,8–0,685* idade  1424 
25  Jones et al. (1985) §  M. A.  FCM = 202‐0,72* idade  100 
26  Jones et al. (1975) #  H e M  FCM = 210‐0,65* idade   
27  Jones et al. (1985) #  M A  FCM = 201‐0,63* idade  60 
28  Citado por Robergs e Landwehr (2002) †  H e M  FCM = 220 ‐ idade  ‐ 
29  Lester et al. (1968) #  H e M  FCM = 198‐0,41* idade  42 
30  Lester et al. (1968) #  H e M / IM=45 anos  FCM = 205‐0,41* idade  148 
31  Londeree e Moeschberger (1982) #  Desportistas  FCM = 206,3–0,711* idade  ‐ 
32  Miller et al. (1993) #  H e M  FCM = 217‐0,85* idade  51 
33  Miller et al. (1993) #  H peso normal  FCM = 219‐0,85* idade  35 
34  Miller et al. (1993) #  M peso normal  FCM = 218‐0,98* idade  16 
35  Morris#  H. DC /IM = 57 anos  FCM = 196‐0,9* idade  1388 
36  Morris#  H. A./IM = 45 anos  FCM = 200‐0,72* idade  244 
37  Ricard et al. (1990) #  H e M  FCM = 209‐0,587* idade  193 
38  Ricard et al. (1990) §  H e M  FCM = 205‐0,687* idade  193 
39  Robinson†  H. A./IM = 30 anos  FCM = 212‐0,775* idade  92 
40  Rodeheffer et al. (1984) #  H. A.  FCM = 214‐1,02* idade  61 
41  Rodeheffer et al.(1984) §  FCM = 208,19‐0,95* idade  47 H e 14 M 
42  Schiller et al. (2001) #  M hispánicas  FCM = 213,7‐0,75* idade  53 
43  Schiller et al. (2001) #  M caucasianas  FCM = 207‐0,62* idade  93 
44  Sheffield#  H. DC/IM = 39 anos  FCM = 216‐0,88* idade  95 
45  Tanaka et al. (1997) #  M treinadas  FCM = 199‐0,56* idade  84 
46  Tanaka et al. (1997) #  M sedentárias  FCM = 207‐0,60* idade  72 
47  Tanaka et al. (2001) #  H. sedentários  FCM = 211‐0,8* idade  285 
48  Tanaka et al. (2001) #  H. treinados  FCM = 207‐0,7* idade  ‐ 
49  Tanaka et al. (2001) #  H e M Treinados  FCM = 206‐0,7* idade  229 
50  Tanaka et al. (2001) #  FCM = 208,75–0,73* idade  18.712 
51  Shefield (1965)#  ‐  FCM = 198‐0,41* idade  1.256 
52  Whaley et al. (1992) #  FCM = 213‐0,789* idade  754 
53  Whaley et al. (1992) #  FCM = 208,8‐0,723* idade  ‐ 

# Equações derivadas de exercício de corrida; § Equações derivadas de exercício em cicloergômetro; † Não informado o tipo de exercício que derivou a equação; A = assintomáticos; DC = Doença coronariana; H = Homens; IM = Idade média; M = Mulheres; N = tamanho da amostra.

Fonte: Adaptado de Marins et al (2010b).

Resultados

A tabela 3 apresenta os resultados dos dois testes, segundo os quais não houve diferença estatística entre os resultados do exercício dos nados crawl e peito, compararam‐se a FCM e o fator técnica de natação (p = 0,530).

Tabela 3.

Frequência cardíaca máxima dos nadadores obtidas nos diferentes testes

Nado crawlNado peito
FCM  DP  Valor máx.  Valor mín.  FCM  DP  Valor máx.  Valor mín. 
180,38  3,46  185  175  178,93  7,12  190  167 

DP: desvio‐padrão; FCM: frequência cardíaca máxima; máx.: máximo; mín.: mínimo.

Ao comparar o resultado dos testes de nado crawl com o estimado pelas equações, verificou‐se que não houve diferença significante apenas nas equações 7 e 19. Quando se fez o mesmo procedimento para comparar a FCM obtida no nado peito com a estimada pelas equações, verificou‐se que não houve diferença significante apenas nas equações 7, 14, 19 e 35 (tabela 4).

Tabela 4.

Resultado da comparação entre frequência cardíaca máxima obtida nos nados crawl e peito e estimada por diferentes equações

EquaçãoNado crawlNado peito
FCMobt  FCMestimada  ΔFCM  p‐valor  FCMobt  FCMestimada  ΔFCM  p‐valor 
180,38
±3,46 
198,56
±1,02 
18,18  <0,001  178,93
±7,12 
199,00
±1,47 
20,07  <0,001 
  189,91
±1,87 
9,53  <0,001    190,72
±2,71 
11,79  <0,001 
  196,79
±1,71 
16,41  <0,001    197,52
±2,47 
18,59  <0,001 
  195,70
±1,62 
15,32  <0,001    196,40
±2,35 
17,47  <0,001 
  192,99
±1,42 
12,61  <0,001    193,60
±2,05 
14,67  <0,001 
  203,13
±2,03 
22,75  <0,001    204,00
±2,94 
25,07  <0,001 
  179,53
±2,17 
−0,85  0,384a    180,46
±3,14 
1,53  0,472a 
  194,86
±1,34 
14,48  <0,001    195,44
±1,94 
16,51  <0,001 
  197,67
±1,72 
17,29  <0,001    198,41
±2,48 
19,48  <0,001 
10    184,28
±1,13 
3,9
 
0,006
 
  184,77
±1,63
 
5,84  0,010
 
11    198,73
±1,32 
18,35  <0,001    199,30
±1,91 
20,37  <0,001 
12    188,56
±1,02 
8,18  <0,001    189,00
±1,47 
10,07  <0,001 
13    187,13
±2,03 
6,75  <0,001    188,00
±2,94 
9,07  0,001 
14    175,50
±1,20 
−4,88  0,002    176,02
±1,73 
−2,91  0,160a 
15    190,36
±1,30 
9,98  <0,001    190,92
±1,88 
11,99  <0,001 
16    192,36
±1,30 
11,98  <0,001    192,92
±1,88 
13,99  <0,001 
17    183,76
±1,44 
3,38  0,010    184,38
±2,08 
5,45  0,016 
18    184,59
±1,28 
4,21  0,004    185,14
±1,85 
6,21  0,007 
19    182,59
±1,28 
2,21  0,059a    183,14
±1,85 
4,21  0,051a 
20    186,13
±2,03 
5,75  <0,001    187,00
±2,94 
8,07  0,002 
21    193,56
±1,02 
13,18  <0,001    194,00
±1,47 
15,07  <0,001 
22    192,34
±1,21 
11,96  <0,001    192,87
±1,75 
13,94  <0,001 
23    202,59
±2,17 
22,21  <0,001    203,53
±3,13 
24,6  <0,001 
24    190,13
±1,39 
9,75  <0,001    190,73
±2,01 
11,8  <0,001 
25    185,53
±1,46 
5,15  0,001    186,16
±2,11 
7,23  0,003 
26    195,13
±1,32 
14,75  <0,001    195,70
±1,91 
16,77  <0,001 
27    186,59
±1,28 
6,21  <0,001    187,14
±1,85 
8,21  0,001 
28    197,13
±2,03 
16,75  <0,001    198,00
±2,94 
19,07  <0,001 
29    188,62
±0,83 
8,24  <0,001    188,98
±1,20 
10,05  <0,001 
30    195,62
±0,83 
15,24  <0,001    195,98
±1,20 
17,05  <0,001 
31    190,04
±1,44 
9,66  <0,001    190,66
±2,09 
11,73  <0,001 
32    197,56
±1,73 
17,18  <0,001    198,30
±2,49 
19,37  <0,001 
33    199,56
±1,73 
19,18  <0,001    200,30
±2,49 
21,37  <0,001 
34    195,58
±1,99 
15,20  <0,001    196,44
±2,88 
17,51  <0,001 
35    175,41
±1,83 
−4,97  0,001    176,20
±2,64 
−2,73  0,200* 
36    183,53
±1,46 
3,15  0,014    184,16
±2,11 
5,23  0,020 
37    195,57
±1,19 
15,19  <0,001    196,09
±1,72 
17,16  <0,001 
38    189,28
±1,40 
8,90  <0,001    189,89
±2,02 
10,96  <0,001 
39    194,27
±1,57 
−13,89  <0,001    194,95
±2,27 
16,02  <0,001 
40    190,67
±2,07 
−10,29  <0,001    191,56
±2,99 
12,63  <0,001 
41    186,46
±1,93 
6,08  <0,001    187,29
±2,79 
8,36  0,001 
42    196,54
±1,52 
16,16  <0,001    197,20
±2,20 
18,27  <0,001 
43    192,82
±1,26 
12,44  <0,001    193,36
±1,82 
14,43  <0,001 
44    195,87
±1,79 
15,49  <0,001    196,64
±2,58 
17,71  <0,001 
45    186,19
±1,14 
5,81  0,001    186,68
±1,64 
7,75  0,002 
46    193,28
±1,22 
12,90  <0,001    193,80
±1,76 
14,87  <0,001 
47    192,70
±1,62 
12,32  <0,001    193,40
±2,35 
14,47  <0,001 
48    190,99
±1,42 
10,61  <0,001    191,60
±2,05 
12,67  <0,001 
49    189,99
±1,42 
9,61  <0,001    190,30
±2,05 
11,37  <0,001 
50    192,05
±1,48 
11,67  <0,001    192,69
±2,14 
13,76  <0,001 
51    188,62
±0,83 
8,24  <0,001    188,98
±1,20 
10,05  <0,001 
52    194,95
±1,60 
14,57  <0,001    195,64
±2,32 
16,71  <0,001 
53    192,26
±1,47 
11,88  <0,001    192,89
±2,12 
13,96  <0,001 

ΔFCM = diferença entre os valores de frequência cardíaca máxima estimada menos o valor de frequência cardíaca máxima obtida; FCMestimada = Frequência cardíaca máxima estimada; FCMobt = Frequência cardíaca máxima obtida.

a

Valores de p maiores do que 0,05.

Para as equações citadas anteriormente, foi feita a análise de concordância de Bland Altman. Os resultados dessa análise evidenciaram que, tanto para o nado crawl quanto para o nado peito, a diferença média entre a FCM obtida no teste de natação e a FCM estimada pelas respectivas equações foi relativamente pequena (entre −2,91 e 4,21 bpm, figuras 1 e 2).

Figura 1.
(0.18MB).

Plotagem de Bland‐Altman dos limites de concordância entre os valores de frequência cardíaca máxima obtida no nado crawl e estimada por diferentes equações. A diferença média é representada pela linha contínua e os limites de concordância, pelas linhas pontilhadas.

FCM = frequência cardíaca máxima; FCMobt = frequência cardíaca máxima obtida; SD = desvio‐padrão.

Figura 2.
(0.38MB).

Plotagem de Bland‐Altman dos limites de concordância entre os valores de frequência cardíaca máxima obtida no nado peito e estimada por diferentes equações. A diferença média é representada pela linha contínua e os limites de concordância, pelas linhas pontilhadas.

FCM = frequência cardíaca máxima; FCMobt = frequência cardíaca máxima obtida; SD = desvio‐padrão.

Apesar de a FCM obtida nos testes ter apresentado diferenças significantes com a FCM estimada pela equação 28 (FCM = 220 – idade, Robergs e Landwehr, 2002), especialmente nesse caso foi feita uma análise de concordância de Bland Altman. Isso ocorreu devido ao elevado uso dessa equação. Assim, esta análise teve o intuito de evidenciar as diferenças entre a FCM obtida em teste e a estimada por essa equação (figura 3).

Figura 3.
(0.17MB).

Plotagem de Bland‐Altman dos limites de concordância entre os valores de frequência cardíaca máxima obtida nos testes, do nado crawl e nado peito, e estimada pela equação FCM = 220 ‐ idade. A diferença média é representada pela linha contínua e os limites de concordância, pelas linhas pontilhadas.

FCM = frequência cardíaca máxima; FCMobt = frequência cardíaca máxima obtida; SD = desvio‐padrão.

Discussão

O objetivo do presente estudo foi comparar a FCM obtida nos nados crawl e peito em atletas do sexo masculino, além de comparar os valores da FCM obtidos com os calculados por diferentes equações de predição. Os resultados sugerem que não há diferença da FCM entre as diferentes técnicas de nado analisadas, uma vez que não foi encontrada diferença significante. Foi observado estatisticamente nas análises de comparação que as equações 7 e 19 podem ser usadas para a determinação da FCM do nado crawl e para o nado peito as equações 7, 14 (Fernhall et al., 2001), 19 e 35 (Morris) se mostraram adequadas.

Cada modalidade de nado tem características técnicas próprias e isso tem influência sobre o gasto energético entre elas, o nado peito gera maior gasto energético do que o crawl. Um exemplo disso é a grande variação intraciclo da velocidade que ocorre no nado peito, com fases de aceleração e desaceleração. Já o nado crawl tem uma maior frequência de braçadas e pernadas e, assim, menor variação intraciclo (Caputo et al., 2006). Apesar das diferenças no gasto energético e na biomecânica entre os dois estilos de nado, não foi possível identificar diferenças na FCM entre o nado crawl e peito (tabela 3). A técnica do movimento de cada nado implica mobilização de grupos musculares distintos. Maglischo (2010) ressaltou a importância da pernada na propulsão no nado peito, em que a participação dos membros inferiores representa cerca de 60% da propulsão total do nado completo. Em contrapartida, no nado crawl cerca de 70% da propulsão é imposta pelos membros superiores. Assim, e tendo em vista os resultados deste estudo, acredita‐se que a fadiga central gerada pelo exercício de natação de forma máxima é extremamente intensa e faz que o atleta atinja valores elevados de FCM, independentemente da predominância de membros, que está mais relacionada a uma fadiga periférica.

Os valores de FCM obtidos em ambos os estilos de natação (tabela 3) coincidem com os de outros estudos (Cielo et al., 2007; Keskinen et al., 2007; Scolfaro et al., 1998) também feitos em ambientes aquáticos. Porém, ao comparar a FCM obtidas com as de outras investigações feitas com exercício de corrida (Cerqueira et al., 2012; Cerqueira et al., 2010; Makkai et al., 2008; Marins e Fernandez, 2007) de população que apresentou perfil etário semelhante, observou‐se que os valores obtidos no presente estudo foram sempre inferiores, reforçou‐se a existência de resposta bradicárdica também na FCM influenciada pelo ambiente aquático. Essa resposta reforça a ideia de que equações de predição de FCM proposta para exercícios em ambiente terrestre provavelmente não sejam adequadas para prescrição de exercícios de natação.

De uma maneira geral, a menor FCM encontrada na natação pode ocorrer pela posição do corpo (em decúbito), pois ocorre compensação ao volume sistólico referente a essa posição. Além disso, a profundidade de imersão está diretamente relacionada ao aumento da pressão hidrostática, que aumenta o retorno venoso, os barorreceptores estimulam o aumento de volume do enchimento cardíaco, além do volume de ejeção por contração, e reduz‐se a FC. Esse processo também é conhecido por reflexo de mergulho (Candeloro e Caromano, 2008). A temperatura da água também pode influenciar a FC. Craig e Dvorak (1966) chegaram à conclusão de que o simples fato de ficar na posição vertical em ambiente aquático com temperatura inferior a 35° centígrados já é suficiente para redução da FC. Isso porque a junção entre pressão hidrostática e vasoconstrição periférica seria responsável pelo maior volume central de sangue e também pelo retorno venoso, resultaria em maior ejeção sistólica, o que explica a bradicardia (Graef et al., 2005). Na maioria dos estudos é encontrada diminuição entre 12 a 15 batimentos por minuto, quando se compara a natação com exercícios terrestres (Graef e Kruel, 2006).

Analisando as equações de predição, tanto para o nado crawl quanto para o nado peito, as análises de Bland Altman apresentaram diferenças próximas a zero e não significantes. Porém, ao observar os limites de concordância, podemos perceber que nas equações do nado peito eles são muito altos, ultrapassam 10 bpm. A concordância das equações no nado crawl foram melhores, com limites menores do que 6 bpm. Os limites de concordância representam a máxima diferença permitida entre os métodos (Giavarina, 2015) e, de um ponto de vista de aplicação prática, as equações para o nado peito podem ser consideradas não aceitáveis. Apenas as equações de Bruce et al. (1974) e Graettinger et al. (1995) forneceram resultados similares para as duas técnicas de nado. Como a primeira equação foi a que apresentou menor viés, para ambos os nados, ela poderia ser uma opção para determinação da FCM de nadadores universitários, quando não for possível fazer os testes máximos. Entretanto, essa variação acima de 10 bpm pode gerar grandes erros de valores de FCM caso sejam usadas as equações para o nado peito.

Dessa forma, os resultados permitem sugerir o uso da equação de Bruce et al. (1974) (FCM = 204‐1,07 x idade) para estimar a FCM, no nado crawl, de pessoas já adaptadas a treinos de natação e com o domínio da técnica. É claro na literatura que vários fatores podem gerar valores distintos de FC, como, por exemplo, nadadores, que apresentam bradicardias resultantes de adaptação ao treinamento e hipertrofia cardíaca, a posição corporal e o próprio ambiente aquático que efetuam modulações distintas da FCM na natação, diferem de outros esportes, como o ciclismo e corrida (Graef e Kruel, 2006). Assim, a igualdade estatística demonstrada por essa equação e os resultados de FCM podem ser da mesma proporção quando comparados com uma população de forma geral. No entanto, cada avaliado tem sua individualidade biológica e deve ter sua FCM obtida em teste.

Usualmente se usa a equação citada por Robergs e Landwehr (2002) (FCM = 220 ‐ idade) para calcular a intensidade de treinamento em várias formas de exercício. Contudo, neste estudo o emprego dessa equação para estimar a FCM no estilo crawl ou peito em nadadores universitários foi totalmente inadequado (figura 3). Isso reforça a proposta de que não se deve considerar uma equação única de forma universal como usualmente é feito com a equação FCM = 220 ‐ idade, já que uma série de fatores influenciam a resposta da FCM, assim como o tipo de exercício (Fernhall et al., 2001; Astrand et al., 1997; Londeree e Moeschberger, 1982). Outros estudos buscaram estabelecer equações de estimativa da FCM mais adequadas para determinadas condições, como testes de campo e testes em esteira ergométrica (Cerqueira et al., 2010; Marins e Fernandez, 2007; Fernhall et al., 2001; Marins et al., 2010b), foram propostas equações diferentes das que foram indicadas neste estudo, o que reforça que para cada situação de avaliação do atleta pode haver equações mais adequadas.

Há a necessidade de feitura de estudos com diferentes graus de treinamento, especificidade de provas e uso de outras técnicas de nado, como borboleta e costas. Dessa forma, ampliando a amostra e o nível dos nadadores, há a possibilidade de construção de equações específicas. No entanto, sempre que estejam preservadas as condições de segurança no ambiente de avaliação, recomenda‐se o uso de testes máximos específicos para a modalidade, por ser fundamental quando se objetiva obter uma FCM mais próxima da real. Isso proporcionará maior exatidão na prescrição do exercício. Assim, é recomendado o uso de equações específicas quando não é seguro obter a FCM em testes progressivos, como no caso de idosos, gestantes ou em caso de patologias cardiovasculares, neuromusculares ou de outra natureza que impossibilitem o avaliado de fazer grandes esforços.

Para um treinador, é importante identificar a FCM do atleta dentro da sessão de treino. Com a posse desses dados, juntamente com os de FC de repouso, eles passam a ter controle mais apurado da intensidade da sessão com o uso do método da FC de reserva proposto por Karvonen et al. (1957). Desse modo, é possível verificar se a zona de trabalho em que o nadador se encontra é realmente a solicitada em determinado momento. Além disso, outra aplicação seria o controle do consumo energético estimado a partir da FC (Marins et al., 2010a). A partir desses dados, é possível também prever um gasto calórico aproximado daquela sessão, o que facilita o cálculo da reposição energética, informação importante para o nutricionista que visa a compor uma dieta equilibrada tanto no aspecto quantitativo, a exemplo do equilíbrio calórico, quanto qualitativo.

Uma das limitações deste estudo recai no fato de que a amostra era relativamente pequena, o que não permite a inclusão do coeficiente de determinação para a comparação das FCM obtidas e estimadas. Além disso, os nadadores avaliados tinham características limitadas, ou seja, eram nadadores universitários, razão pela qual não é possível transferir esses achados para nadadores de alto nível, já que adaptações específicas do sistema cardiovascular, resistência muscular localizada e técnica de nado poderiam afetar os resultados da FCM obtida e, consequentemente, das equações selecionadas. Outras limitações foram a não coleta de amostras sanguíneas de lactato ou de análise de gases respiratórios, o que poderia confirmar a condição máxima em que foram feitos os testes.

Conclusão

Considerando a amostra estudada, as técnicas adotadas (crawl vs. peito) não diferiram na resposta da FCM. Na impossibilidade de feitura do teste máximo, apenas para o nado crawl são indicadas equações de predição para a estimativa da FCM de nadadores universitários, uma vez que os limites de concordância encontrados no nado peito podem gerar grandes erros de valores de FCM caso sejam usadas as equações.

Dentre as equações, recomenda‐se o uso da de Bruce et al. (FCM = 204‐1,07 x idade) para a estimativa da FCM de nadadores universitários no nado crawl.

Financiamento

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior ‐ CAPES ‐ Brasil ‐ Código de financiamento 001.

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais ‐ FAPEMIG ‐ Brasil ‐ 12040.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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Autor para correspondência. (Gustavo Ramos Dalla Bernardina gustavordalla@gmail.com)
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