Revista Brasileira de Ciências do Esporte Revista Brasileira de Ciências do Esporte
Artigo original
Bem‐estar do trabalhador docente de educação física do sul do Brasil
Wellness of Physical Education teacher worker at southern Brazil
Bienestar del trabajador docente de educación física en el sur de Brasil
Jorge Botha,, , Juarez Vieira do Nascimentob, Christi Noriko Sonooc, Carlos Augusto Fogliarini Lemosd, Adriano Ferreti Borgattoe
a Departamento de Educação Física, Centro de Educação Física e Desportos, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR, Brasil
b Departamento de Educação Física, Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil
c Departamento de Educação Física, Centro de Ciências da Saúde, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, PR, Brasil
d Departamento de Ciências da Saúde, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Santo Ângelo, RS, Brasil
e Departamento de Informática e Estatística, Centro Tecnológico, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil
Recebido 22 Março 2013, Aceitaram 07 Novembro 2013
Resumo

O objetivo do estudo foi avaliar o nível de associação do bem‐estar do trabalhador docente de educação física a partir dos parâmetros socioambiental (satisfação no trabalho) e individual (estilo de vida) considerando o vínculo no magistério público dos estados da Região Sul do Brasil. Participaram da pesquisa 1.645 docentes, os quais responderam os instrumentos QVT‐PEF e PEVI. Os resultados revelaram elevado índice de professores com alto nível de bem‐ estar. O constructo do estilo de vida apresentou maior número de associações significativas com o vínculo estadual dos docentes, o que demonstra que os fatores ligados aos aspectos ambientais e as políticas que regem a profissão docente de cada estado interferem com maior propriedade nos componentes do parâmetro individual.

Abstract

The aim of the study was to evaluate the level of association of Wellness of the Physical Education Teacher Worker from the Parameters: Socio‐Environmental (Work) and Individual (Lifestyle) considering employment relationship in the public teaching of southern states of Brazil. The 1645 teachers, who participated of the research, answered the instruments QVT‐PEF and PEVI. The results revealed that a high number of teachers had a high level of wellness. The Lifestyle construct presented a higher number of significant associations with the teacher's employment relationship, which demonstrates that the factors related to the environmental aspects and the policies that govern the teaching profession in each state interfere with more property in the aspects related to the Individual Parameter.

Resumen

El objetivo de este estudio fue evaluar el nivel de asociación de bienestar del trabajador docente de educación física a partir de los parámetros socioambiental (trabajo) e individual (estilo de vida) al considerar el vínculo con la docencia pública de los estados de la región sur de Brasil. Participaron en la investigación 1.645 profesores, los cuales respondieron a los instrumentos QVT‐PEF y PEVI. Los resultados revelaron un elevado índice de profesores con alto nivel de bienestar. El constructo estilo de vida presentó un número mayor de asociaciones significativas en la relación con el empleo de los docentes, lo que demuestra que los factores ligados a los aspectos ambientales y las políticas que rigen la profesión docente de cada estado interfieren con mayor propiedad en los componentes del parámetro individual.

Palavras‐chave
Professor, Educação física, Bem‐estar, Estados
Keywords
Teacher, Physical Education, Wellness, States
Palabras clave
Profesor, Educación física, Bienestar, Provincias
El Texto completo solo está disponible en PDF
Introdução

A educação compreende importante alavanca do desenvolvimento econômico, social e cultural de um país. Entretanto, algumas investigações apontam aspectos nevrálgicos da educação, como a indisciplina escolar, a sobrecarga de trabalho docente, o estresse e as doenças ocupacionais de professores, entre outros (Al‐Mohannadi and Capel, 2007; Lemoyne et al., 2007), os quais afetam negativamente os parâmetros individuais e socioambientais do bem‐estar do trabalhador docente (BETD).

A insatisfação no trabalho, enquanto indicador associado ao parâmetro socioambiental, tem sido relatada pelos professores de educação física, principalmente em relação à remuneração e às condições de trabalho (Smyth, 1995; Koustelios, 2005; Tokuyochi et al., 2008). Por outro lado, investigações que abordam indicadores do parâmetro individual do estilo de vida (EV) de professores demonstraram que os principais problemas são a falta de hábitos alimentares adequados, o estresse e a baixa frequência de atividades físicas voltadas para a promoção da saúde (Bara Filho et al., 2000; Al‐Mohannadi and Capel, 2007).

Um aspecto a destacar é que os estímulos advindos do trabalho e do EV interferem no estado de saúde de professores. Quando os estímulos são positivos, a tendência é o surgimento do bem‐estar no indivíduo. Mas quando os estímulos são negativos, a consequência é o surgimento de patologias físicas e/ou psíquicas (Bouchard et al., 1990). No caso dos professores, quando ocorre o afastamento do trabalho, não é apenas o professor que sofre, mas também a escola sofre com a reorganização pedagógica/administrativa resultante da chegada do novo profissional que irá substituir o docente afastado. Além disso, destaca‐se que a contratação temporária também onera a instituição mantenedora da escola.

A especificidade do trabalho docente em educação física exige um maior cuidado com a saúde desse profissional desde o ingresso na carreira docente. Com o passar dos anos de docência, algumas alterações são observadas frente aos investimentos pessoais e a percepção de satisfação no trabalho (ST) (Moreira et al., 2002), assim como surgem doenças relacionadas aos problemas osteomusculares e câncer de pele, devido ao EV negativo e à sobrecarga de trabalho (Sandmark, 2000; Moncada‐Jiménez et al., 2004; Lemoyne et al., 2007).

Entretanto, em busca exaustiva feita nas bases indexadoras de periódicos científicos, constatou‐se a escassez de estudos que buscaram comparar percepções sobre a ST e comportamentos frente ao EV de professores considerando diferentes endereços sociais (Both, 2011). Por outro lado, observa‐se que cada órgão público apresenta uma política para condução da carreira dos professores (Rio Grande do Sul, 1974; Santa Catarina, 1986; Paraná, 2004a). Assim, justifica‐se a necessidade de uma investigação que possa desvendar a interferências que cada politica estadual de educação pode ter no BETD em educação física. Nesse sentido, o objetivo desta investigação foi avaliar o nível de associação entre o BETD a partir dos parâmetros individual (estilo de vida) e socioambiental (satisfação no trabalho) dos professores de educação física considerando o vínculo empregatício na carreira do magistério público dos estados da Região Sul do Brasil.

Procedimentos metodológicos

A investigação descritiva de corte transversal teve como população 13.892 professores de educação física efetivos que atuavam nos magistérios públicos estaduais da Região Sul do Brasil.

A seleção da amostra ocorreu em dois estratos e um estágio. Enquanto que o primeiro estrato era formado pelos estados da Região Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul), o segundo foi composto pelas mesorregiões dos respectivos estados. Dentro de cada mesorregião foram selecionados, no mínimo, três núcleos regionais de ensino. Assim, foram encaminhados 5.734 instrumentos de pesquisa, 654 professores do Paraná, 580 de Santa Catarina e 411 do Rio Grande do Sul retornaram o instrumento aos pesquisadores, o que corresponde a 1.645 questionários (taxa de retorno de 28,69%). Assim, considerando o contingente amostral, usou‐se o programa Epi‐Info 3.5.1 para avaliar o erro amostral com um intervalo de confiança de 95%, o erro amostral do estudo estimado foi de 2,27 pontos percentuais.

O instrumento usado na coleta de dados foi composto por um questionário que indagava sobre os aspectos sociodemográficos e profissionais, como sexo, ciclos vitais, ciclos de desenvolvimento profissional, formação acadêmica, carga horária, tempo de serviço e pluriemprego; pela Escala de Avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho Percebida por Professores de Educação Física do Ensino Fundamental e Médio (QVT‐PEF), que abrange as dimensões remuneração, condições de trabalho, autonomia no trabalho, oportunidade de progressão na carreira, integração social no ambiente de trabalho, leis e normas do trabalho, trabalho e espaço total de vida e relevância social do trabalho (Both et al., 2006); e pelo Perfil do Estilo de Vida Individual (PEVI), que avalia os componentes alimentação, atividade física, comportamento preventivo, relacionamentos e controle do estresse (Nahas et al., 2000; Both et al., 2008).

Para a coleta de dados, primeiramente, obteve‐se autorização das Secretarias Estaduais de Educação envolvidas na investigação para obter aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (Parecer n° 036/07). Após essa fase, fizeram‐se contatos telefônicos com os Núcleos Regionais de Ensino para estabelecer parcerias na coleta de dados com o uso do serviço de malote que os Núcleos Regionais de Ensino têm com as escolas.

Na análise dos dados, inicialmente, foram empregadas equações de ponderação de Lemos (2007) para categorizar as dimensões/componentes e a avaliação global da ST e EV. A equação de ponderação de Both (2011) foi usada para categorizar o nível de BETD. Na sequência foram atribuídos pesos aos participantes, a partir da probabilidade da seleção do professor, devido à amostragem usada não ter sido ao simples acaso.

A tendência do contingente amostral dos professores de educação física dos magistérios públicos estaduais da Região Sul do Brasil foi avaliada por meio do teste qui‐quadrado para grupo único, com a referência de 33,3% para cada estado. Enquanto que o teste qui‐quadrado foi usado na avaliação das associações entre as unidades federativas e os aspectos sociodemográficos e profissionais, o teste da razão de verossimilhança e a regressão logística multinomial bruta e ajustada (odds ratio: OR; intervalo de confiança de 95%: IC95%) foram empregados na avaliação das associações entre as unidades federativas e a ST, o EV e a avaliação global do BETD.

A análise da regressão logística multinomial ajustada contemplou como variáveis moderadoras todos os fatores que apresentaram um p ≤ 0,10 nas análises do teste qui‐quadrado e nas análises brutas do teste de razão de verossimilhança, as quais foram sexo, estado civil, ciclos vitais, ciclos de desenvolvimento profissional, formação acadêmica, carga horária, tempo de serviço, pluriemprego, alimentação, comportamento preventivo, atividade física, relacionamentos, avaliação global do estilo de vida, remuneração e oportunidade de progressão na carreira.

Destaca‐se que nas análises de regressão logística multinomial foram consideradas como referências as categorias indeciso, intermediário e médio para estabelecer, respectivamente, as razões de chance das categorias insatisfeito e satisfeito do constructo da ST, negativo e positivo do constructo do EV, baixa e alta da avaliação global do BETD. Por fim, todos os testes estatísticos foram feitos no programa SPSS, versão 15.0 e tiveram como nível de significância 5%.

Apresentação e discussão dos resultados

Na análise dos dados, observou‐se que a maioria dos docentes do estudo é oriunda do Estado do Rio Grande do Sul (52,2%) (p<0,01) (tabela 1). De fato, a representatividade de docentes nos magistérios públicos estaduais na Região Sul do Brasil está associada ao número total de habitantes de cada estado. Portanto, considerando que Estado do Rio Grande do Sul tem o maior número de habitantes dos três estados, é natural a existência da necessidade de ter um número elevado de escolas e de professores para atender a todos os municípios.

Tabela 1.

Caracterização dos aspectos sociodemográficos e profissionais dos professores considerando as unidades federativas da Região Sul do Brasil

Aspectos Sociodemográficos e profissionaisEstadosp
Paraná (%)  Santa Catarina (%)  Rio Grande do Sul (%) 
Sexo        <0,01a 
Masculino  45,7  45,9  37,2   
Feminino  54,3  54,1  62,8   
Estado civil        <0,01a 
Casado  59,0  61,6  67,1   
Outros  41,0  38,4  32,9   
Ciclos de desenvolvimento profissional  <0,01a       
Entrada (até 4 anos de docência)  27,7  12,3  12,4   
Consolidação (5 a 9 anos de docência)  15,0  18,9  24,0   
Diversificação (10 a 19 anos de docência)  33,5  32,5  30,2   
Estabilização (20 anos de docência ou+23,8  36,4  33,4   
Ciclos vitais        <0,01a 
Até 29 anos  21,7  18,7  11,7   
30‐39 anos  36,2  30,9  34,4   
40‐49 anos  31,6  35,7  42,0   
50 anos ou+  10,5  14,8  11,9   
Formação acadêmica        <0,01a 
Graduação  45,7  45,9  37,2   
Pós‐graduação  54,3  54,1  62,8   
Carga horária semanal        <0,01a 
Até 39 horas (Tempo parcial)  52,9  33,5  46,5   
40 horas ou mais (Tempo integral)  47,1  66,5  53,5   
Tempo de serviço        <0,01a 
Até 3 anos  44,4  29,3  22,4   
4 a 11 anos  25,4  34,5  36,3   
12 a 19 anos  18,7  15,7  27,1   
20 anos ou+  11,5  20,5  14,2   
Pluriemprego        0,09a 
Não tem  48,6  42,4  43,0   
Tem  51,4  57,6  57,0   
Total  33,9  13,9  52,2  <0,01b 
a

p estimado pelo teste qui‐quadrado.

b

p estimado pelo teste qui‐quadrado para grupo único.

Na avaliação dos estados conforme os aspectos sociodemográficos e profissionais, observaram‐se associações significativas (p<0,01) nas variáveis sexo, estado civil, ciclos de desenvolvimento profissional, ciclos vitais, formação acadêmica, carga horária e tempo de serviço (tabela 1).

As associações entre os aspectos sociodemográficos e profissionais e os estados (tabela 1) evidenciaram que, de modo geral, a maioria dos professores é do sexo feminino (62,8%), casados (67,1%) e pós‐graduados (62,8%). O maior grupo de professores com essas características foi observado no Rio Grande do Sul. As demais características dos professores de cada magistério público estadual eram compostas da seguinte maneira:

Paraná: Professores dos ciclos de diversificação (33,5%) na carreira, entre 30 e 39 anos (36,2%), tinham vínculo com a rede estadual até três anos (44,4%) e trabalhavam no máximo 39 horas semanais (52,9%);

Santa Catarina: Professores dos ciclos de estabilização (36,4%) na carreira, entre 40 e 49 anos (35,7%), tinham vínculo com a rede estadual entre quatro e 11 anos (34,5%) e trabalhavam no mínimo 40 horas semanais (66,5%);

Rio Grande do Sul: Professores dos ciclos de estabilização (33,4%) na carreira, entre 40 e 49 anos (42,0%), tinham vínculo com a rede estadual entre quatro e 11 anos (36,3%) e trabalhavam no mínimo 40 horas semanais (53,5%).

As diferentes características os professores podem ser resultantes do momento de ingresso desse docente no mercado de trabalho, bem como da oferta de concursos públicos para a entrada na carreira do magistério estadual. Destaca‐se que naqueles estados onde ocorreram concursos públicos nos últimos anos observaram‐se os maiores índices de professores do sexo masculino, o que pode ser uma mudança da característica da profissão docente da área (Soriano e Winterstein, 1998). Além disso, a carga horária elevada de trabalho semanal e o fato de os professores terem pós‐graduação parecem refletir as diferentes políticas públicas de incentivo à manutenção do docente com apenas um emprego.

Entretanto, em relação à carga horária de trabalho, observa‐se que nos três estados ocorrem contratos de efetivação fracionados. Ressalta‐se que as políticas trabalhistas adotadas nos estados possibilitam os docentes trabalhar com turmas excedentes na carga horária destinada às atividades de planejamento (Rio Grande do Sul, 1974; Santa Catarina, 1986; Paraná, 2004a), o que resulta em acréscimo nos vencimentos mensais dos professores e, consequentemente, na diminuição da necessidade de contratação de docentes para as escolas.

Em relação ao construto da ST, de modo geral, observou‐se que os professores apresentaram os menores índices de satisfação com as dimensões remuneração, condições de trabalho, trabalho e espaço total de vida e integração social no ambiente de trabalho (tabela 2). Evidências similares foram encontradas em estudos feitos no Brasil (Molina Neto, 1998; Tokuyochi et al., 2008) e na realidade internacional (Smyth, 1995; Moreira et al., 2002; Koustelios, 2005; Al‐Mohannadi and Capel, 2007).

Tabela 2.

Nível de satisfação no trabalho considerando as unidades federativas da Região Sul do Brasil

Estados  Satisfação no trabalhop brutoap ajustadoa
  Insatisfeitos (%)  Indecisos (%)  Satisfeitos (%) 
Remuneração        <0,01  <0,01 
Paraná  44,1  35,4  20,5     
Santa Catarina  53,9  32,0  14,0     
Rio Grande do Sul  60,6  28,8  10,6     
Condições de trabalho        0,30  0,92 
Paraná  31,7  29,2  39,1     
Santa Catarina  32,8  31,0  36,2     
Rio Grande do Sul  27,4  31,3  41,3     
Autonomia no trabalho        0,12  <0,01 
Paraná  4,1  21,4  74,5     
Santa Catarina  3,5  14,0  82,5     
Rio Grande do Sul  4,3  20,9  74,8     
Oportunidade de progressão na carreira        0,04  0,04 
Paraná  5,1  23,4  71,5     
Santa Catarina  8,3  25,3  66,4     
Rio Grande do Sul  7,8  19,3  72,9     
Integração social no ambiente de trabalho        0,58  0,96 
Paraná  10,6  38,3  51,1     
Santa Catarina  11,4  37,1  51,5     
Rio Grande do Sul  10,5  34,4  55,2     
Leis e normas do trabalho        0,70  0,04 
Paraná  5,8  17,7  76,5     
Santa Catarina  4,8  14,0  81,2     
Rio Grande do Sul  5,5  16,7  77,8     
Trabalho e espaço total de vida        0,66  0,95 
Paraná  21,4  30,6  48,0     
Santa Catarina  25,9  31,1  43,0     
Rio Grande do Sul  23,2  31,0  45,8     
Relevância social do trabalho        0,36  0,06 
Paraná  5,3  17,2  77,5     
Santa Catarina  3,9  16,6  79,5     
Rio Grande do Sul  3,3  15,8  80,9     
Avaliação global da satisfação no trabalho        0,75  0,10 
Paraná  8,3  26,4  65,3     
Santa Catarina  7,9  29,7  62,4     
Rio Grande do Sul  8,1  25,2  66,7     
a

p estimado pelo teste da razão de verossimilhança.

Ao analisar o nível de ST considerando os estados constatou‐se que as dimensões remuneração (p<0,01) e oportunidade de progressão na carreira (p=0,04) demonstraram associação significativa na análise bruta. Na avaliação dos modelos ajustados, observou‐se que as dimensões remuneração (p<0,01), autonomia no trabalho (p=0,04), oportunidade de progressão na carreira (p<0,01) e leis e normas do trabalho (p=0,04) apresentaram associações significativas (tabela 2).

A análise pormenorizada revelou que os professores do Paraná [20,5%] apresentaram maior percentual de satisfação na dimensão remuneração do que os colegas do Rio Grande do Sul [10,6% (Bruta: OR=0,63, IC95%: 0,45‐0,88)]. Por outro lado, evidenciou‐se que os docentes do Rio Grande do Sul [60,6% (Bruta: OR=1,70, IC95%: 1,33‐2,15) (Ajustada: OR=2,23, IC95%: 1,66‐3,00)] apresentaram maior percentual de insatisfação que os professores do Paraná [44,1%]. Além disso, observou‐se que os professores de Santa Catarina [53,9%] tinham percentual mais baixo de insatisfação do que os colegas do Rio Grande do Sul [60,6% (Ajustada: OR=1,07‐2,17)]. Por fim, evidenciou‐se que docentes do Paraná [44,1%] apresentaram menor percentual de insatisfação do que os professores de Santa Catarina [53,9% (Ajustada: OR=1,47, IC95%: 1,01‐2,14)].

Na dimensão oportunidade de progressão na carreira, evidenciou‐se que os professores do Rio Grande do Sul [7,8% (Bruta: OR=1,85, IC95%: 1,13‐3,02) (Ajustada: OR=1,93, IC95%: 1,07‐3,50)] apresentavam maior percentual de insatisfação que os professores do Paraná [5,1%]. Além disso, observou‐se que os professores de Santa Catarina [66,4%] tinham menor percentual de satisfação que os docentes do Rio Grande do Sul [72,9% (Bruta: OR=1,44, IC95%: 1,01‐2,03) (Ajustada: OR=1,57, IC95%: 1,07‐2,29)].

As associações em todas as análises das dimensões remuneração e oportunidade de progressão na carreira revelam a forte evidência da existência de diferentes políticas públicas entre os estados sobre essas duas dimensões. De fato, o maior índice de satisfação sobre os salários e a menor frequência de insatisfação em relação à progressão na carreira dos professores de educação física do Paraná pode estar associados à política de progressão da carreira docente do estado denominada Programa de Desenvolvimento da Educação (Paraná, 2004b), a qual foi instituída por meio de lei estadual complementar e possibilita o afastamento temporário do professor de suas obrigações relacionadas ao ensino para fazer formação continuada com supervisão dos professores das universidades públicas paranaenses. No fim desse programa o docente recebe um aumento salarial.

Sobre o avançar na carreira, Koustelios (2005) evidenciou que os docentes mais experientes têm a tendência de descontentamento com a progressão na carreira devido a estagnação que é resultante da proximidade do teto estabelecido no plano de cargos e salários e da chegada da aposentadoria. De fato, tais características tendem a ser presentes na realidade catarinense, pois esse grupo apresenta elevado número de professores que têm mais de 50 anos e que, consequentemente, são mais experientes e têm maior tempo de vinculo empregatício com o magistério público estadual (tabela 1).

Em relação à dimensão leis e normas do trabalho, demonstrou‐se que os professores de Santa Catarina [81,2%] apresentaram maior percentual de satisfação que os colegas do Rio Grande do Sul [77,8% (Ajustada: OR=0,59, IC95%: 0,37‐0,94)]. Esses resultados podem estar associados à moderada correlação existente entre a oportunidade de progressão na carreira e as leis e normas do trabalho (Both et al., 2010). No caso do Estado do Rio Grande do Sul, os resultados podem refletir o descumprimento do estatuto do magistério público estadual em relação à progressão na carreira apontado por Lemos (2007), pois o percentual de professores de educação física que se encontravam nas classes mais baixas era maior do que está previsto na legislação estadual.

No que diz respeito à autonomia no trabalho, observou‐se que os professores de Santa Catarina [82,5% (Ajustada: OR=2,77, IC95%: 1,66‐4,62)] apresentaram maior percentual de satisfação que os docentes do Paraná [74,5%]. Além disso, o Estado do Rio Grande do Sul [74,8% (Ajustada: OR=0,43, IC95%: 0,26‐0,69)] demonstrou menor índice de satisfação que o Estado de Santa Catarina [82,5%]. Esses resultados podem estar associados ao elevado número de docentes que têm elevada experiência no magistério no Estado de Santa Catarina (tabela 1). Além das inseguranças no trabalho pedagógico, os professores novatos frequentemente vivenciam o “choque com a realidade”, que ocorre no momento da transição da formação inicial para o ingresso ao mercado de trabalho (Huberman, 1995). Os professores mais novos são avaliados semestralmente e/ou anualmente nos primeiros três anos de vínculo com o magistério público, momento denominado “estágio probatório”. Outro aspecto importante relatado por Molina Neto (1998) é que os professores mais experientes nas escolas demonstram maior sentimento de autonomia no local de trabalho pela pouca confiança existente da supervisão pedagógica feita nas escolas, bem como aquelas implantadas pelas instituições mantenedoras das unidades educativas.

Na avaliação do constructo do EV, observaram‐se baixos índices de comportamento positivo nos componentes alimentação e controle do estresse (tabela 3). Esses resultados são preocupantes, pois se considera que o docente de educação física é um dos profissionais que repassam conteúdos voltados para os hábitos saudáveis (Mihoevic e Kasten, 1991).

Tabela 3.

Comportamentos do estilo de vida considerando as unidades federativas da Região Sul do Brasil

Estados  Estilo de vidap brutoap ajustadoa
  Negativo(%)  Intermediário(%)  Positivo(%) 
Alimentação        0,02  0,16 
Paraná  33,8  32,4  33,8     
Santa Catarina  24,5  33,2  42,4     
Rio Grande do Sul  28,0  31,6  40,3     
Atividade física        <0,01  0,01 
Paraná  24,6  22,7  52,7     
Santa Catarina  18,8  24,0  57,2     
Rio Grande do Sul  15,7  22,2  62,1     
Comportamento preventivo        0,05  0,05 
Paraná  7,1  14,0  78,9     
Santa Catarina  3,9  10,9  85,2     
Rio Grande do Sul  8,7  11,3  80,0     
Relacionamentos        0,08  0,03 
Paraná  6,5  17,9  75,6     
Santa Catarina  4,8  14,8  80,3     
Rio Grande do Sul  5,1  13,0  81,9     
Controle do estresse        0,89  0,48 
Paraná  22,5  26,2  51,3     
Santa Catarina  20,5  27,9  51,5     
Rio Grande do Sul  20,3  27,6  52,1     
Avaliação global do estilo de vida        <0,01  0,35 
Paraná  7,1  31,9  61,1     
Santa Catarina  5,2  26,5  68,3     
Rio Grande do Sul  5,5  24,1  70,5     
a

p estimado pelo teste da razão de verossimilhança.

Quando considerado o constructo do EV conforme as unidades federativas, observou‐se associação na análise bruta nos componentes alimentação (p=0,02), atividade física (p<0,01), comportamento preventivo (p=0,05) e avaliação global do estilo de vida (p<0,01). Por outro lado, no modelo ajustado de análise revelou associações significativas nos componentes atividade física (p=0,01), comportamento preventivo (p=0,05) e relacionamentos (p=0,03) (tabela 3). Mas as análises de regressão logística multinomial não evidenciaram diferenças significativas nas análises brutas dos componentes alimentação e comportamento preventivo.

Entretanto, no componente alimentação observou‐se que os docentes de Santa Catarina (42,4%) e do Rio Grande do Sul (40,3%) apresentaram percentuais mais elevados de comportamentos positivos que os professores do Paraná (33,8%). Tais evidências podem estar associadas às características dos docentes desses dois estados, os quais eram, na sua maioria, mais velhos e experientes no mercado de trabalho (tabela 1). Ressalta‐se que outras investigações, notadamente os estudos de base populacional feitos por meio do telefone (Brasil, 2011) de industriários brasileiros (Serviço Social da Indústria, 2009), confirmaram a relação existente entre os aspectos sociodemográficos e profissionais e os comportamentos alimentares. Esses comportamentos podem estar associados à maior preocupação com a imagem corporal que as mulheres têm (Bosi et al., 2008), bem como à prevenção e adequação de índices metabólicos que afetam o estado de saúde, principalmente das pessoas acima de 40 anos (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2003).

Quanto ao componente atividade física, observou‐se que os professores do Rio Grande do Sul [15,7% (Bruta: OR=0,65, IC95%: 0,47‐0,90)] relataram menor frequência de comportamentos negativos que os docentes do Paraná [24,6%]. Por outro lado, os professores do Rio Grande do Sul [62,1% (Ajustado: OR=1,46, IC95%: 1,05‐2,04)] apresentavam maior percentual de comportamentos positivos que os docentes do Paraná [52,7%]. Um exemplo do elevado nível de atividade física dos docentes gaúchos é evidenciado por Canabarro et al. (2011) em uma amostra representativa de professores de educação física da cidade de Pelotas, os quais apresentavam maior nível de atividade física que a população brasileira.

Em relação ao comportamento preventivo, observou‐se no modelo ajustado que os professores de Santa Catarina [3,9%] relataram menor percentual de comportamentos negativos que os docentes do Rio Grande do Sul [8,7% (Ajustado: OR=2,65, IC95%: 1,04‐6,67)]. O menor percentual de comportamento negativo apresentado pelos professores catarinenses pode ser resultante da maior representatividade de professores mais velhos nesse grupo (tabela 1). De fato, o aumento da preocupação com a saúde ocorre, principalmente, entre as pessoas com idade mais avançada devido à prevenção e ao tratamento de patologias (Brandão and Duarte, 2003).

No componente relacionamentos evidenciou‐se que os professores do Rio Grande do Sul [81,9% (Ajustado: OR=1,76, IC95%: 1,19‐2,61)] tinham maior percentual de comportamentos positivos que os docentes do Paraná [75,6%]. Um dos fatores que justificam esse resultado é o fato de os professores do Rio Grande do Sul apresentarem maior tempo de docência no ambiente escolar (tabela 1). O maior tempo de vínculo empregatício na escola proporciona melhores possibilidades de o professor conhecer a comunidade escolar, facilita a participação efetiva do docente de educação física em eventos organizados na unidade educativa, como gincanas e campeonatos esportivos, reuniões com os pais e responsáveis e eleição de diretores (Molina Neto, 1998).

De modo geral, na avaliação global do EV constatou‐se que os professores do Paraná [61,1%] tinham percentual mais baixo de comportamentos positivos que os docentes do Rio Grande do Sul [70,5% (Bruta: OR=1,52, IC95%: 1,20‐1,94)]. Esse melhor resultado acompanha as evidências relatadas nas avaliações dos componentes alimentação, atividade física e relacionamentos (tabela 3), os quais apresentam correlações moderada e forte com o conceito final desse constructo (Both et al., 2010).

Quando avaliado o BETD de educação física conforme as unidades federativas (tabela 4) não se evidenciaram associações significativas nas análises bruta e ajustada. Tais resultados demonstram a estabilização desse índice frente aos diferentes estados avaliados.

Tabela 4.

Avaliação global do bem‐estar do trabalhador docente em educação física considerando as unidades federativas da Região Sul do Brasil

Unidades federativas  Bem‐estar do trabalhador docentep brutop ajustado
  Baixo (%)  Médio (%)  Alto (%) 
Paraná  2,3  37,5  60,2  0,11  0,22 
Santa Catarina  3,1  32,0  64,9     
Rio Grande do Sul  1,6  32,2  66,2     

Contudo, cabe ressaltar que, no mínimo, seis em cada dez professores demonstraram alto índice de bem‐estar em cada estado avaliado (tabela 4), o que pode ser considerado um aspecto positivo da profissão docente, embora a classe tenham evidenciado problemas nefrálgicos associados à remuneração e às condições de trabalho, além de problemas com menor incidência, como o descontentamento frente ao pouco tempo para o lazer, a fragilização dos relacionamentos profissionais no ambiente de trabalho, a má qualidade na alimentação e o baixo controle do estresse (tabelas 2 e 3).

Assim, constata‐se que os aspectos positivos relacionados a ST (autonomia no trabalho, oportunidade de progressão na carreira, leis e normas do trabalho, relevância social do trabalho) e ao EV (comportamento preventivo, relacionamentos e atividade física) (tabelas 2 e 3) tendem a contribuir com maior efetividade para um elevado nível de bem‐estar.

Conclusões

Apesar das limitações metodológicas de estudos desta natureza, observou‐se que apenas o pluriemprego apresentou similaridade de proporções entre os professores da Região Sul do Brasil. Os demais aspectos sociodemográficos e profissionais investigados auxiliaram no estabelecimento do perfil dos professores atuantes nos quadros dos magistérios públicos estaduais e evidenciaram a importância da feitura sistemática de concursos públicos para o ingresso no magistério público estadual e do papel dos estatutos enquanto reguladores da profissão docente em cada unidade federativa.

As análises dos constructos do EV e da ST considerando as unidades federativas revelaram a maior alteração dos componentes do EV do que dos componentes da ST, o que demonstra que os fatores ligados aos aspectos ambientais de cada estado, bem como as políticas que regem a profissão docente, tendem a interferir com maior propriedade nos aspectos vinculados ao parâmetro individual do que no parâmetro socioambiental. Esses resultados podem ser fruto da oferta dos concursos públicos para o ingresso dos docentes na carreira do magistério público estadual, bem como das próprias políticas públicas implantadas em cada estado.

Por outro lado, altos índices de BETD foram evidenciados, o que demonstra que os aspectos positivos dos parâmetros individual e socioambiental interferem com maior propriedade que os componentes e dimensões que apresentam menores índices de ST e de perfil negativo do EV.

Para melhorar os comportamentos e as percepções frente aos indicadores que apresentaram baixos índices de satisfação no trabalho e de comportamentos frente ao estilo de vida, sugere‐se a implantação de políticas em nível de macrossistema de governos estaduais, bem como de ações e programas em nível de microssistema da gestão das escolas, no sentido de contribuir para melhoria da percepção de satisfação dos professores e para auxiliar no aumento de percentuais de comportamentos positivos frente ao estilo de vida. Destaca‐se que as políticas vinculadas ao macrossistema poderiam ser, por exemplo, a melhoria das condições de trabalho, a oferta de melhores salários, a oferta de programas de promoção à saúde dos docentes. Por outro lado, no microssistema poderiam ser implantados programas que incentivem a convivência sadia entre os profissionais que atuam na unidade educativa, a qual pode favorecer o controle do estresse, bem como uma integração social no ambiente de trabalho.

Neste sentido, a continuação das investigações nessa área é recomendada, com o uso de abordagens qualitativas e quantitativas, para aprofundar o nível de compreensão do papel desempenhado pelos parâmetros socioambientais e individuais na vida dos professores, principalmente aqueles relacionados com os fatores associados ao surgimento de patologias, ao absenteísmo e ao presenteísmo, os quais limitam a intervenção pedagógica e administrativa nas escolas. Além disso, sugere‐se a implantação de políticas em nível de macrossistema de governos estaduais, bem como de ações e programas em nível de microssistema da gestão das escolas, no sentido de contribuir para melhoria da percepção de ST dos professores e auxiliar no aumento de percentuais de comportamentos positivos frente ao EV, o que consequentemente, irá elevar os níveis de BETD em educação física.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Referências
Al‐Mohannadi and Capel, 2007
A. Al-Mohannadi,S. Capel
Stress in physical education teachers in Qatar
Social Psychology of Education., 10 (2007), pp. 55-75
Bara Filho et al., 2000
M.G. Bara Filho
Comparação do padrão de atividade física e peso corporal pregressos e atuais entre graduados e mestres em educação física
Revista Brasileira de Ciências do Esporte, 21 (2000), pp. 30-35
Brandão and Duarte, 2003
Brandão, J.S.; Duarte, M.F.S. Perfil do estilo de vida dos professores de educação física aposentados no Vale do Itajaí/SC. Nascimento, J.V.; Lopes, A.S. (Orgs.). Investigação em educação física: primeiros passos, novos horizontes. Londrina: Midiograf, 2003.
Brasil, 2011
Brasil
Vigitel Brasil 2010: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico
Ministério da Saúde, (2011)
Bosi et al., 2008
M.L.M. Bosi
Comportamento alimentar e imagem corporal entre estudantes de educação física
Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 57 (2008), pp. 28-33
Both, 2011
Both, J. Bem‐estar do trabalhador docente em educação física da Região Sul do Brasil. Tese (Doutorado em Educação Física), Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2011.
Both et al., 2006
J. Both
Qualidade de vida no trabalho percebida por professores de educação física
Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, 8 (2006), pp. 45-52
Both et al., 2008
J. Both
Validação da escala: perfil do estilo de vida individual
Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, 13 (2008), pp. 5-14
Both et al., 2010
J. Both
Condições de vida do trabalhador docente: associação entre estilo de vida e qualidade de vida no trabalho de professores de educação física
Motricidade, 6 (2010), pp. 39-51
Bouchard et al., 1990
Bouchard, C. et al. Exercise, fitness and health: the consensus statement. Bouchard, C.; Shephard, R.J.; Stephens, T.; Sutton, J.R.; Mcpherson, BD. (Orgs.). Exercise, fitness, and health: a consensus of current knowledge. Champaign: Human Kinetics, 1990.
Canabarro et al., 2011
L.K. Canabarro,M.B. Neutzling,A.J. Rombaldi
Nível de atividade física no lazer dos professores de educação física do ensino básico
Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, 16 (2011), pp. 11-17
Huberman, 1995
Huberman, M. O ciclo de vida profissional de professores. Nóvoa, A. (Org.). Vidas de professores. Porto: Porto Editora, 1995.
Koustelios, 2005
A. Koustelios
Physical education teachers in Greece: are they satisfied?
International Journal of Physical Education, 42 (2005), pp. 85-90
Lemos, 2007
Lemos, C.A.F. Qualidade de vida na carreira profissional de professores de educação física do magistério público estadual/RS. Dissertação (Mestrado em Educação Física), Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007.
Lemoyne et al., 2007
J. Lemoyne
Occupational health problems and injuries among Quebec's physical educators
Applied Ergonomics, 38 (2007), pp. 625-634 http://dx.doi.org/10.1016/j.apergo.2006.06.004
Mihoevic e Kasten, 1991
D.V. Mihoevic,A.K. Kasten
Conocimientos, opiniones y hábito de fumar en profesores
Cadernos de Saúde Pública, 7 (1991), pp. 347-362 http://dx.doi.org//S0102-311X1991000300005
Moreira et al., 2002
H. Moreira,K.R. Fox,A.C. Sparkes
Job motivation profiles of physical educators: theoretical background and instrument development
Bristish Educational Research Journal, 28 (2002), pp. 845-861
Molina Neto, 1998
V. Molina Neto
A prática dos professores de educação física nas escolas públicas de Porto Alegre
Movimento, (1998), pp. 31-46
Moncada‐Jiménez et al., 2004
J. Moncada-Jiménez
Lesiones cutáneas en educadores físicos costarricenses
Acta Médica Costarricense, 46 (2004), pp. 132-138
Nahas et al., 2000
M.V. Nahas,M.G.V. Barros,V. Francalacci
O pentáculo do bem‐estar: base conceitual para a avaliação do estilo de vida em indivíduos ou grupos
Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, 5 (2000), pp. 48-59
Paraná, 2004a
Paraná, Lei complementar n° 103/2004 – Institui e dispõe sobre o plano de carreira do professor da rede estadual de educação básica do Paraná e adota outras providências. 15 de Março de 2004a.
Paraná, 2004b
Paraná, Lei complementar n° 106/2004 – Altera dispositivos do Plano de Carreira dos Professores. 23 de Dezembro de 2004b.
Rio Grande do Sul, 1974
Rio Grande do Sul, Lei n° 6.672 – Estatuto e plano de carreira do magistério público do Rio Grande do Sul, 22 de Abril de 1974.
Sandmark, 2000
H. Sandmark
Musculoskeletal dysfunction in physical education teachers
Occupational Environmental Medicine, 57 (2000), pp. 673-677
Santa Catarina, 1986
Santa Catarina, Lei n(6.844/1986 – Dispõe sobre o estatuto do magistério público estadual do estado de Santa Catarina, 29 de julho de 1986.
Serviço Social da Indústria, 2009
Serviço Social da Indústria
Estilo de vida e hábitos de lazer dos trabalhadores das indústrias brasileiras: relatório geral
Sesi, (2009)
Sociedade Brasileira de Diabetes, 2003
Sociedade Brasileira de Diabetes
Consenso brasileiro sobre diabetes
Diagraphic, (2003)
Smyth, 1995
D.M. Smyth
First‐year physical education teachers’ perceptions of their workplace
Journal of Teaching in Physical Education, 14 (1995), pp. 198-214
Soriano e Winterstein, 1998
J.B. Soriano,P.J. Winterstein
Satisfação no trabalho do professor de educação física
Revista Paulista de Educação Física, 12 (1998), pp. 145-159
Tokuyochi et al., 2008
J.H. Tokuyochi
Retrato dos professores de educação física das escolas estaduais do Estado de São Paulo
Motriz, 14 (2008), pp. 418-428
Autor para correspondência. (Jorge Both jorgeboth@yahoo.com.br)
Copyright © 2016. Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte