Revista Brasileira de Ciências do Esporte Revista Brasileira de Ciências do Esporte
Artigo original
Análise tática no futsal: estudo comparativo do desempenho de jogadores de quatro categorias de formação
Tactical analysis in futsal: comparative study of performance by players from four age levels
Análisis táctico en fútsal: estudio comparativo del rendimiento de jugadores de cuatro categorías de formación
Ezequiel Steckling Müllera,, , Israel Teoldo da Costab, Júlio Gargantac
a Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Cataria, Luzerna, SC, Brasil
b Departamento de Educação Física, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa, MG, Brasil
c Centro de Investigação, Formação, Inovação e Intervenção (CIFI2D), Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, Porto, Portugal
Recebido 13 Maio 2013, Aceitaram 12 Abril 2014
Resumo

O estudo objetivou comparar comportamentos táticos de jogadores de futsal das categorias sub‐13, sub‐15, sub‐17 e sub‐20. O teste usado foi o FUT‐SAT, que avalia ações táticas de acordo com os princípios do jogo. A partir das diferenças significativas entre as categorias, verificou‐se que nas maiores os jogadores efetuaram mais ações táticas relativas aos princípios “cobertura ofensiva”, “espaço”, “contenção”, “cobertura defensiva”, “concentração” e “unidade defensiva” e nas menores executaram mais ações de “penetração” e “mobilidade”. Constata‐se que os jogadores da categoria sub‐20 erraram menos na “fase defensiva” e no “jogo” e obtiveram melhores índices de performance tática na “fase defensiva” comparados com os jogadores das categorias sub‐15 e sub‐17.

Abstract

The paper aimed to compare tactical behaviors of Futsal players from U‐13, U‐15, U‐17 and U‐20 age levels. The FUT‐SAT was used to evaluated tactical actions according to tactical principles of the game of soccer. It was verified that at higher age levels players performed more tactical actions related to the principles “offensive coverage”, “width and length”, “delay”, “defensive coverage”, “concentration” and “defensive unity” and at lower age levels they performed more actions of “penetration” and “mobility”. It is concluded that U‐20 players played better in the “defensive phase” and “in game” and obtained better tactical performance indexes in the “defensive phase” when compared to those from the U‐15 and U‐17 age levels.

Resumen

El estudio tuvo como objetivo comparar comportamientos tácticos de jugadores de fútsal de las categorías sub‐13, sub‐15, sub‐17 y sub‐20. El test utilizado fue el FUT‐SAT que evalúa acciones tácticas según los principios tácticos del juego. Se verificó que en los niveles de edades superiores los jugadores efectuaron más acciones tácticas relativas a los principios de “cobertura ofensiva”, “espacio”, “contención”, “cobertura defensiva”, “concentración, y “unidad defensiva” y en los niveles de edades inferiores ejecutaron más acciones de “penetración” y “movilidad”. Se constata que los jugadores de la categoría sub‐20 fallaron menos en la “fase defensiva” y en “juego”, y obtuvieran mejores índices de rendimiento táctico en la “fase defensiva”, comparados con los jugadores de las categorías sub‐15 y sub‐17.

Palavras‐chave
Futsal, Tática, Princípios táticos, Estudo comparativo
Keywords
Futsal, Tactics, Tactical principles, Comparative study
Palabras clave
Fútsal, Táctica, Principios tácticos, Estudio comparativo
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Introdução

O futsal é um esporte de invasão que se caracteriza pela participação simultânea de duas equipes em um espaço comum e apresenta particularidades que revelam o forte apelo à inteligência dos jogadores (Sampedro, 2002; Voser, 2001). As exigências impostas pelas regras e a complexidade das ações induzem os jogadores a uma permanente atitude tática para superarem a imprevisibilidade das situações de jogo. Assim, pode‐se dizer que no futsal, a essência do rendimento é fundamentalmente tática e pressupõe‐se uma atitude cognitiva, que lhe faculta reconhecer, orientar‐se e regular suas ações (Amaral e Garganta, 2005; Moreira, 2005; Silva e Greco, 2009; Souza, 2002).

Nos jogos de invasão, as interações entre as equipes requerem uma constante e ajustada atitude tática dos jogadores, que decorre das situações de oposição e cooperação e se manifesta pela organização espacial dos jogadores no campo de jogo face às circunstâncias da partida (Duprat, 2007). Essa forma de entendimento da tática concede relevância para as movimentações dos jogadores que são norteadas por um conjunto de normas de orientação, denominados princípios de jogo, que, por sua vez, viabilizam a possibilidade de atingir soluções táticas para os problemas decorrentes do jogo (Garganta e Pinto, 1994; Wilson, 2002).

Por esse motivo, a análise tática tem adquirido elevada importância para investigadores e treinadores que procuram aumentar os conhecimentos acerca do processo, do conteúdo e da lógica do jogo (Garganta, 1998; Giacomini e Greco, 2008, Graça, 1994). Nesse sentido, com o intuito de planificar o treino e intervir no jogo, a análise de jogo serve de ferramenta para obtenção e registro de informações referentes ao modo como os jogadores efetuam os princípios ofensivos e defensivos (Duarte, 2008; Garganta, 1997; Hughes, 1996).

Frente às exigências do futsal, é de grande importância que os treinadores entendam as opções metodológicas de treinamento uszadas, o que solicita previamente identificar as características e os comportamentos de cada um de seus jogadores (Saad, 2006). Essas particularidades dos jogadores, determinadas pelos níveis de desenvolvimento físico, psíquico e afetivo, ratificam a importância de diferenciar os objetivos, os conteúdos e os processos de ensino (Silva et al., 2001). Nesse contexto, para implantar um modelo de jogo é importante que os responsáveis respeitem as diferenças individuais e promovam um crescimento amplo e diversificado nas suas capacidades (Silva e Greco, 2009). A partir desses princípios, Silva et al. (2013) compararam os comportamentos táticos de jogadores de futebol de quatro categorias de formação em função dos resultados de jogos feitos em campo reduzido. Todavia, no futsal não existem estudos científicos que versem sobre essa temática. Assim, torna‐se importante avaliar os comportamentos dos jogadores de diferentes faixas etárias e, desse modo, criar subsídios para planificar os treinamentos das diferentes categorias de formação (Gréhaigne et al., 2001; Stratton et al., 2004; Ward e Williams, 2003).

Dentre as atividades usadas em planificações de treinamento para propiciar aos jogadores vivências de situações que podem ocorrer com maior probabilidade durante as partidas estão os jogos reduzidos. Isso ocorre devido aos jogos reduzidos apresentarem alta interferência contextual e grande variabilidade da prática (Souza, 2002). Além disso, os jogos reduzidos têm a vantagem de possibilitar ao treinador induzir a execução de ações que necessitam ser predominantemente treinadas para facilitar a compreensão dos aspectos táticos (Holt et al., 2002). Diante disso, para avaliar as ações táticas dos jogadores de acordo com os princípios táticos fundamentais dos jogos de invasão, foi usado o teste FUT‐SAT, que é aplicado em situações de jogo reduzido.

Assim, o presente trabalho tem por objetivo comparar os comportamentos táticos desempenhados por jogadores de futsal das categorias sub‐13, sub‐15, sub‐17 e sub‐20 com o uso do teste FUT‐SAT.

Material e métodosAmostra

Os dados foram recolhidos em dois clubes portugueses de nível nacional. Os jogadores receberam informações sobre o teste e fizeram 30 segundos de “familiarização”. Foram avaliados 48 jogadores de futsal das categorias sub‐13 a Sub‐20 que correspondem à faixa etária de formação esportiva nessa modalidade (Greco e Benda, 1998), são 12 jogadores em cada categoria. O tempo médio de experiência na modalidade dos jogadores da categoria sub‐13 é de 5,43±0,51 anos, da sub‐15 é de 7,66±1,13 anos, da sub‐17 é de 9,33±1,65 anos e da sub‐20 é de 10,55±2,31 anos.

De acordo com o protocolo do teste FUT‐SAT (Costa et al., 2009a), os praticantes foram divididos em equipes de três jogadores de linha, ou seja, em cada categoria foram criadas quatro equipes. Além disso, cada equipe dispunha de um goleiro que não é avaliado no teste. Para a formação das equipes, solicitou‐se aos treinadores que compusessem os times com um jogador da posição fixo, um ala e um pivô – para os jogadores que ocupam duas ou três posições delimitou‐se sua função. Além disso, os treinadores foram instruídos para que formassem equipes equilibradas em função das habilidades técnicas, táticas e motoras.

Os jogadores fizera 3.347 ações táticas, 1.573 ofensivas e 1.774 defensivas. Os jogadores da categoria sub‐13 executaram 718 ações (342 ofensivas e 376 defensivas), da sub‐15 704 (341 ofensivas e 363 defensivas) e da sub‐17 e sub‐20 912 (426 ofensivas e 486 defensivas) e 1.013 ações táticas (464 ofensivas e 549 defensivas).

Procedimentos éticos

O presente estudo foi aprovado pela Comissão de Ética da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (Cefade) (Processo 15/2013) e respeita as normas para pesquisas feitas com seres humanos estabelecidas pelo Conselho Nacional em Saúde (1996) e pelo Tratado de Ética de Helsinque (1996). Desse modo, antes dos testes os responsáveis legais pelo clube, os pais e os jogadores preencheram o termo de consentimento livre e esclarecido.

Procedimentos de recolha de dados

O instrumento usado no estudo foi o FUT‐SAT (Costa et al., 2009a; Costa et al., 2011b). Neste estudo, para avaliar os jogadores de futsal, o teste foi aplicado em um campo reduzido de 28 metros de comprimento por 15 de largura. Durante a aplicação solicitou‐se que os jogadores jogassem durante quatro minutos de acordo com as regras oficiais, com exceção da proibição da uso do goleiro‐linha. Essa alteração deveu‐se ao fato de aumentar o número de ações táticas dos jogadores de linha com a bola.

O teste FUT‐SAT permite avaliar as ações táticas desempenhadas por cada um dos jogadores participantes, de acordo com dez princípios táticos fundamentais dos jogos coletivos de invasão. Levou‐se em conta a localização da ação tática e o resultado final proveniente dela (Costa et al., 2009b; Costa, 2010). Os princípios táticos contidos no FUT‐SAT baseiam‐se nas propostas apresentadas por vários autores (Aboutoihi, 2006; Bauer e Ueberle, 1988; Bayer, 1994; Castelo, 1994; 1996; 2004; Pereni e Di Cesare, 1998; Duprat, 2007; Garganta e Pinto, 1994; Gréhaigne, 1992; Mombaerts, 1991; Ramos, 2003; Teodorescu, 1984; Wrzos, 1984; Zerhouni, 1980) e representam os aspectos centrais do processo de ensino e treino da capacidade tática (Costa et al., 2011b).

Para a gravação dos comportamentos desempenhados foi usada uma câmara digital Panasonic modelo NV‐DS35EG. O material de vídeo obtido foi introduzido em formato digital em um computador portátil (marca HP modelo DV6‐1050EP processador Intel P8600) via cabo (IEEE 1394) para conversão em arquivo “.avi”. Para processar as imagens e analisar o jogo foram usados os softwares Utilius VS® e Soccer Analyser® (Costa et al., 2011b).

Procedimentos de análise dos dados

A partir do teste FUT‐SAT foram analisados os dados de cinco categorias e duas macrocategorias. Na macrocategoria observação estão as variáveis das categorias princípios táticos, localização da ação no campo de jogo, resultado da ação; e na macrocategoria produto estão as variáveis das categorias índice de performance tática (IPT) e percentual de erros (Costa et al., 2011a).

Nas categorias princípios táticos, localização da ação no campo de jogo e resultado da ação foram feitas análises de frequência e percentual e para as variáveis das categorias IPT e percentual de erros efetuaram‐se as análises de média e desvio padrão.

Para análise estatística entre frequências nas categorias princípios táticos, localização da ação no campo de jogo e resultado da ação, recorreu‐se ao teste qui‐quadrado (χ2), com um nível de significância de p ≤ 0,05. Nas variáveis das categorias IPT e percentual de erros, primeiramente, foi efetuado o teste de normalidade de Shapiro‐Wilk para verificar a distribuição dos dados. A partir disso, para as variáveis com distribuição normal a comparação entre as categorias foi efetuada a partir do teste Anova one‐way de medidas independentes (p ≤ 0,05). Já para os dados não paramétricos recorreu‐se ao teste de Kruskal‐Wallis (p ≤ 0,05).

Para analisar os dados foram usados os softwares SPSS (Statistical Package for Social Science) for Windows®, versão 17.0 e EQS (Structural Equation Modeling Software) for Windows®, versão 6.1.

Para aferição da fiabilidade foram reavaliados 14,34% da amostra (480 ações táticas), valor superior ao de referência (10%) apontado pela literatura (Tabachnick e Fidell, 2007). Para estabelecer a fiabilidade intra‐avaliador foram analisadas novamente as ações, a partir do teste de Kappa de Cohen, e respeitou‐se um intervalo de 20 dias (Robinson e O’donoghue, 2007), O resultado mostrou fiabilidade intra‐avaliador de 0,94 com erro padrão de 0,01, foi classificada como “perfeita” pela literatura (Landis e Koch, 1977).

ResultadosMacrocategoria observação

A tabela 1 apresenta as frequências e os percentuais das variáveis da macrocategoria observação para as categorias sub‐13, sub‐15, sub‐17 e sub‐20. Das 25 variáveis relacionadas na tabela, 20 apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre as categorias avaliadas.

Tabela 1.

Frequência e percentual das variáveis das categorias princípios táticos, localização da ação no campo de jogo e resultado da ação nas categorias sub‐13, sub‐15, sub‐17 e sub‐20

Categorias e variáveis  Sub‐13Sub‐15Sub‐17Sub‐20siga
(p ≤ 0,05) 
   
PRINCÍPIOS TÁTICOS
Ofensivos
Penetração  49  6,82  50  7,10  28  3,07  31  3,06  2, 3, 4, 5 
Cobertura ofensiva  135  18,80  134  19,03  167  18,31  177  17,47  3, 5 
Espaço  76  10,58  85  12,07  137  15,02  178  17,57  2, 3, 4, 5, 6 
Mobilidade  34  4,74  29  4,12  44  4,82  16  1,58  3, 6 
Unidade ofensiva  48  6,69  43  6,11  50  5,48  62  6,12  ‐ 
Subtotal Princípios táticos ofensivos  342  47,63  341  48,43  426  46,70  464  45,80   
Defensivos
Contenção  80  11,14  75  10,65  91  9,98  110  10,86  3, 5 
Cobertura defensiva  82  11,42  62  8,81  96  10,53  142  14,02  3, 4, 5, 6 
Equilíbrio  51  7,10  55  7,81  74  8,11  63  6,22  ‐ 
Concentração  82  11,42  96  13,64  118  12,94  120  11,85  2, 3 
Unidade defensiva  81  11,28  75  10,65  107  11,73  114  11,25  3, 4, 5 
Subtotal Princípios táticos defensivos  376  52,36  363  51,56  486  53,29  549  54,20   
Subtotal Princípios táticos  718  100  704  100  912  100  1013  100   
LOCALIZAÇÃO DA AÇÃO NA QUADRA DE JOGO
Ofensiva
Meia quadra ofensiva  143  19,92  144  20,45  144  15,79  158  15,60  ‐ 
Meia quadra defensiva  199  27,72  198  28,13  282  30,92  306  30,21  2, 3, 4, 5 
Subtotal Localização das ações ofensivas  342  47,64  342  48,58  426  46,71  464  45,81   
Defensiva
Meia quadra ofensiva  196  27,30  169  24,01  221  24,23  277  27,34  3, 4, 5, 6 
Meia auadra defensiva  180  25,07  194  27,56  265  29,06  272  26,85  2, 3, 4, 5 
Subtotal Localização das ações defensivas  376  52,37  363  51,56  486  53,29  549  54,19   
Subtotal Localização da ação no campo de jogo  718  100  704  100  912  100  1013  100   
RESULTADO DA AÇÃO
Ofensiva
Fazer finalização ao gol  49  6,82  42  5,97  47  5,15  18  1,78  3, 5, 6 
Continuar com a posse de bola  225  31,34  252  35,80  293  32,13  333  32,87  2, 3, 5 
Sofrer falta, ganhar lateral ou escanteio  12  1,67  0,43  15  1,64  28  2,76  1, 3, 4, 5, 6 
Cometer falta, ceder lateral ou escanteio  0,70  0,43  29  3,18  35  3,46  2, 3, 4, 5 
Perder a posse de bola  51  7,10  41  5,82  42  4,61  50  4,94  ‐ 
Subtotal Resultado das ações ofensivas  342  47,63  341  48,45  426  46,71  464  45,81   
Defensiva
Recuperar a posse de bola  51  7,10  41  5,82  43  4,71  52  5,13  ‐ 
Sofrer falta, ganhar lateral ou escanteio  10  1,39  0,71  36  3,95  37  3,65  2, 3, 4, 5 
Cometer falta, ceder lateral ou escanteio  14  1,95  0,43  20  2,19  30  2,96  1, 3, 4, 5 
Continuar sem a posse de bola  245  34,12  271  38,49  341  37,39  409  40,38  2, 3, 4, 5, 6 
Sofrer finalização ao gol  56  7,80  43  6,11  46  5,04  21  2,07  3, 5, 6 
Subtotal Resultado das ações ofensivas  376  52,36  363  51,56  486  53,28  549  54,19   
Subtotal Resultado da ação  718  100  704  100  912  100  1013  100   
Total  718    704    912    1013    2, 3, 4, 5, 6 
a

Diferenças significativas: 1, entre a categoria sub‐13 e a sub‐15; 2, entre a sub‐13 e a sub‐17; 3, entre a sub‐13 e a sub‐20; 4, entre a sub‐15 e a sub‐17; 5, entre a sub‐15 e a sub‐20; 6, entre a sub‐17 e a sub‐20.

Em referência ao “total” de ações táticas feitas pelos jogadores verificou‐se que somente entre as categorias sub‐13 e sub‐15 não foram encontradas diferenças significativass. Entre todas as outras categorias em que foram encontradas diferenças significativa (entre as categorias sub‐13 e sub‐17, sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17, sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20) registrou‐se uma frequência mais elevada nas categorias de faixa etária superior.

Nas variáveis da categoria princípios táticos verificou‐se que os comportamentos táticos dos jogadores foram diferenciados entre as categorias avaliadas em oito dos dez princípios que compõem a grelha de avaliação. Somente para os princípios “unidade ofensiva” e “equilíbrio” não foram encontradas diferenças significativas entre as quatro categorias.

Das diferenças encontradas se verificou que nos princípios “cobertura ofensiva” (entre as categorias sub‐13 e sub‐17, sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17 e sub‐15 e sub‐20), “espaço” (entre as categorias sub‐13 e sub‐17, sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17, sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20), “contenção” (entre as categorias sub‐13 e sub‐20 e sub‐15 e sub‐20), “cobertura defensiva” (entre as categorias sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17, sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20), “concentração” (entre as categorias sub‐13 e sub‐17 e sub‐13 e sub‐20) e “unidade defensiva” (entre as categorias sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17 e sub‐15 e sub‐20) as frequências foram maiores nas categorias de faixa etária superior. Já para as variáveis “penetração” (entre as categorias sub‐13 e sub‐17, sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17 e sub‐15 e sub‐20) e “mobilidade” (entre as categorias sub‐13 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20) as diferenças demonstraram que esses princípios são menos executados na categoria sub‐20.

Para as variáveis da categoria localização da ação no campo de jogo verificou‐se que a organização tática ofensiva na “meia quadra ofensiva” das quatro categorias avaliadas foi semelhante, pois não foram encontradas diferenças significativas. As diferenças significativas encontradas nas outras variáveis dessa categoria apontaram sempre a maior frequência de execução nas categorias de faixa etária superior. No entanto, ao observar a frequência percentual, verificou‐se uma distribuição das ações ofensivas na quadra de jogo semelhante entre as categorias, ou seja, em todas as categorias na fase ofensiva os jogadores efetuaram mais ações na “meia quadra defensiva”. Na fase defensiva, observou‐se que nas categorias sub‐13 e sub‐20 os jogadores executaram mais ações na “meia quadra ofensiva” e nas categorias sub‐15 e sub‐17 na “meia quadra defensiva”.

Na categoria resultado da ação as diferenças significativas ocorreram em oito das dez variáveis que compõem a categoria. Somente na fase ofensiva a variável “perder a posse de bola” e na fase defensiva a “recuperar a posse de bola” não apresentaram diferenças entre as quatro categorias. Verificou‐se que as diferenças encontradas para a variável ofensiva “fazer finalização ao gol” (entre as categorias sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20) e defensiva “sofrer finalização ao gol” (entre as categorias sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20) apresentaram frequência maior para as categorias de faixa etária inferior. Para as variáveis da fase ofensiva “continuar com a posse de bola” (entre as categorias sub‐13 e sub‐17, sub‐13 e sub‐20 e sub‐15 e sub‐20) e “cometer falta, ceder lateral ou escanteio” (entre as categorias sub‐13 e sub‐17, sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17 e sub‐15 e sub‐2) e da fase defensiva “sofrer falta, ganhar lateral ou escanteio” (entre as categorias sub‐13 e sub‐17, sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17 e sub‐15 e sub‐20) e “continuar sem a posse de bola” (entre as categorias sub‐13 e sub‐17, sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17, sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20) as categorias de idade superior apresentaram maior frequência. Já para a variável ofensiva “sofrer falta, ganhar lateral ou escanteio” (entre as categorias sub‐13 e sub‐15, sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17, sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20) e defensiva “cometer falta, ceder lateral ou escanteio” (entre as categorias sub‐13 e sub‐15, sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐17 e sub‐15 e sub‐20) não se verificou um padrão hierárquico, devido à baixa frequência dos sub‐15.

Macrocategoria produto

A tabela 2 apresenta as médias e os desvios‐padrão das variáveis das categorias índice performance tática (IPT) e percentual de erros das quatro categorias de formação avaliadas. Das 26 variáveis expostas na tabela, sete apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre pelo menos duas categorias.

Tabela 2.

Médias e desvios padrões das variáveis das categorias índice de performance tática e percentual de erros nas categorias sub‐13, sub‐15, sub‐17 e sub‐20

  IPTsiga
(p ≤ 0,05) 
Percentual de errossiga
(p ≤ 0,05) 
  Sub‐13  Sub‐15  Sub‐17  Sub‐20    Sub‐13  Sub‐15  Sub‐17  Sub‐20   
Ofensivos
Penetração  58,11±20,46  59,15±20,97  58,42±22,93  48,04±18,12  –  20,69±22,76  10,00±16,12  13,33±21,94  26,67±23,75  – 
Cobertura ofensiva  43,04±12,63  48,62±9,01  45,75±10,63  46,97±8,84  –  11,45±11,13  4,70±6,48  9,61±10,14  8,79±11,25  – 
Mobilidade  62,82±25,07  66,48±17,44  67,93±21,07  55,00±24,09  –  5,00±15,81  9,85±16,97  13,93±31,43  10,00±30,00  – 
Espaço  46,34±10,01  42,48±7,47  40,65±16,29  40,62±6,07  –  5,31±11,94  8,21±9,01  10,65±18,61  7,18±5,46  – 
Unidade ofensiva  60,32±22,07  61,42±20,79  52,02±30,52  50,33±14,53  –  31,06±29,60  1,30±4,31  40,89±37,48  16,06±28,17  – 
Defensivos
Contenção  28,91±9,90  30,19±10,71  26,52±8,60  34,28±5,39  –  46,38±20,63  55,94±22,65  48,35±27,90  20,84±17,54  – 
Cobertura defensiva  35,93±15,62  27,24±10,98  30,17±12,07  35,24±4,91  –  19,57±24,81  33,73±19,48  22,81±19,77  6,16±6,83  5, 6 
Equilíbrio  27,52±13,74  32,20±14,29  27,77±9,35  32,28±8,83  –  59,15±28,22  54,46±31,60  46,39±35,38  35,65±21,48  – 
Concentração  28,99±11,54  25,40±7,93  26,92±6,74  30,22±6,54  –  20,39±27,89  18,97±11,58  35,00±24,65  8,85±8,87  5, 6 
Unidade defensiva  27,63±7,38  21,27±5,63  26,18±8,47  35,73±10,23  –  41,73±19,55  39,25±17,55  56,54±28,93  25,48±25,42 
Fase do jogo
Fase ofensiva  48,98±9,70  51,15±6,42  46,79±12,15  44,51±4,86  12,68±8,90  6,52±4,68  14,84±11,64  10,91±5,25  – 
Fase defensiva  29,35±5,33  26,07±5,57  26,74±6,50  33,06±2,15  5, 6  37,1±15,35  38,65±9,81  42,84±24,86  16,44±4,60  3, 5, 6 
Jogo  38,75±3,59  38,63±4,37  35,69±6,04  38,45±3,30  –  25,28±8,39  22,66±5,47  29,17±14,45  13,87±4,12  3, 5, 6 

IPT, índice de performance tática.

a

Diferenças significativas: 1, entre a sub‐13 e a sub‐15; 2, entre a sub‐13 e a sub‐17; 3, entre a sub‐13 e a sub‐20; 4, entre a sub‐15 e a sub‐17; 5, entre a sub‐15 e a sub‐20; 6, entre a sub‐17 e a sub‐20.

Em relação aos IPT's verificam‐se três diferenças significantes em duas variáveis. Dessas diferenças é possível inferir que o IPT na categoria sub‐20 é inferior na “fase ofensiva” perante os sub‐15 e superior na “fase defensiva” diante dos sub‐15 e sub‐17.

Para as variáveis da categoria percentual de erros cinco variáveis apresentaram diferenças significativas: “cobertura defensiva” (entre as categorias sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20), “concentração” (entre as categorias sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20), “unidade defensiva” (entre a categoria sub‐17 e sub‐20), “fase defensiva” (entre as categorias sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20) e “jogo” (entre as categorias sub‐13 e sub‐20, sub‐15 e sub‐20 e sub‐17 e sub‐20). Em todos os casos a categoria sub‐20 obteve menores médias percentuais de erros.

Discussão

Diante dos resultados verificou‐se que as categorias sub‐13 e sub‐15 efetuaram menos ações que as sub‐17 e sub‐20. Isso demonstra que os jogadores de futsal das categorias mais velhas executaram maior número de ações táticas. Os resultados das ações permitem constatar que isso ocorreu devido à maior fragmentação do jogo (ações que resultaram em falta, lateral, escanteio ou tiro de metas) e maior número de posses de bola desse grupo. De acordo com Garganta (2002), os jogadores mais experientes têm um melhor controle de bola e isso pode explicar o maior número de ações táticas dos jogadores dessas categorias, que já passaram pelas principais fases do processo de treino. Para Beilock e Carr (2004) são as estruturas do aparelho cognitivo, responsáveis pelo planejamento e execução das ações, que distinguem os novatos dos experts. Essas estruturas são associadas a formas particulares de memória e a atenção e, nesse caso, como os jogadores de idade superior têm maior vivência (sub‐13=5,43±0,51anos, sub‐15=7,66±1,13 anos, sub‐17=9,33±1,65 anos e sub‐20=10,55±2,31 anos), consequentemente já devem ter um repertório cognitivo‐motor mais apurado.

Em relação à localização da ação no campo de jogo verificou‐se que nas quatro categorias foram efetuadas mais ações ofensivas na “meia quadra defensiva”. Ao efetuar mais ações ofensivas no setor defensivo as equipes de ataque facilitam a criação de linhas de passe e aumentam o espaço de jogo efetivo que proporciona, de acordo com Costa et al. (2009b), a criação e exploração de espaços livres e melhores condições ao portador da bola para dar sequência à ação.

Perante as diferenças significativass, verificou‐se que as categorias com idade inferior tendem a efetuar mais ações de “penetração” e “mobilidade”, enquanto que as categorias com idade superior tendem a efetuar mais ações de “cobertura ofensiva”, “espaço”, “contenção”, “cobertura defensiva”, “concentração” e “unidade defensiva” e, consequentemente, na “fase ofensiva”, “fase defensiva” e “jogo”. As categorias de faixa etária inferior, nesse caso, efetuaram mais ações que independem dos companheiros de equipe. Supostamente pode‐se constatar que os jogadores mais novos executaram ações mais isoladas, que de acordo com Garganta (2002) é característico de um modelo de jogo mais rudimentar. Já as categorias de idade superior apresentam, em função dos princípios aplicados, comportamentos mais característicos aos modelos de jogo intermediário e avançado (Garganta, 2002; Gréhaigne et al., 2001). Essas diferenças demonstram que é fundamental para os treinadores de formação conhecer os objetivos do jogo, os princípios gerais e específicos do jogo e as orientações básicas para facilitar a sua tomada de decisão e, assim, identificar os problemas do jogo e guiar os jogadores para as soluções táticas (Wilson, 2002).

Observa‐se também que os jogadores da categoria sub‐20 cometeram menos erros do que as outras categorias, principalmente nas ações defensivas, e obtiveram melhores índices de performance tática na “fase defensiva”. Isso reflete o maior número de fragmentação do jogo nas categorias mais velhas e na quantidade de finalizações, nas quais na categoria sub‐20 há um menor número de chutes ao gol. Um dos indicativos para os maiores índices de performance na fase defensiva nas categorias superiores pode ser a maior complexidade das atividades dos treinos em comparação com as categorias inferiores. A partir da literatura, observa‐se que nas categorias iniciais de formação os treinadores de futsal optam por usar metodologias de treino centradas na técnica e no jogo formal e as atenções são voltadas, principalmente, para as ações ofensivas (Daolio e Marques, 2003; Machado e Gomes, 1999; Pinto e Santana, 2005). Nas abordagens tradicionais de ensino os treinadores dividem o treino em dois momentos, um reservado para o trabalho das técnicas isoladas e outro para o jogo completo (Garganta e Pinto, 1994; Mesquita et al., 2009). A partir dessa temática, é conveniente que após as fases iniciais o treinamento do processo defensivo compreenda situações de cobertura, dobra e compensação que referenciem a posição da bola, dos colegas e dos adversários para o desenvolvimento da atitude tática (Garganta e Pinto, 1994).

Conclusão

Verificou‐se que todas as categorias avaliadas apresentam diferenças no número de ações táticas, que os jogadores de maior faixa etária fizeram mais ações associadas aos princípios “cobertura ofensiva”, “espaço”, “contenção”, “cobertura defensiva”, “concentração” e “unidade defensiva” e os jogadores das categorias mais novas executaram mais ações de “penetração” e “mobilidade”.

Em todas as categorias as equipes demonstraram usar mais a marcação por pressão ou meia‐pressão, que é efetuada na meia quadra ofensiva e, eventualmente, as equipes de ataque efetuaram mais ações ofensivas no setor defensivo, para aumentar o espaço de jogo efetivo e facilitar as movimentações. Quanto aos resultados das ações, verificou‐se que nas categorias sub‐17 e sub‐20 manteve‐se mais a posse de bola e os jogadores fragmentaram mais o jogo, enquanto nas categorias sub‐13, sub‐15 e sub‐17 os jogadores finalizaram mais ao gol, devido principalmente à menor performance defensiva.

Os jogadores da categoria sub‐20 cometeram menos erros do que os das demais categorias na “fase defensiva” e no “jogo” e obtiveram melhores índices de performance tática na “fase defensiva” quando comparados com os jogadores das categorias de sub‐15 e sub‐17.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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