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Artigo de revisão
DOI: 10.1016/j.rbce.2018.03.019
Questionários para avaliação do nível de atividade física habitual em adolescentes brasileiros: uma revisão sistemática
Questionnaires to assess the habitual physical activity level among Brazilian adolescents: a systematic review
Revisión sistemática de los cuestionarios para evaluar el nivel de actividad física entre los adolescentes brasileños
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Mario Flávio Cardoso de Limaa,
Autor para correspondência
marioflaviolima@gmail.com

Autor para correspondência.
, Priscila Rita Niquini Ribeiro Lopesb, Rafael Gonçalves Silvac, Ricardo Campos de Fariad, Paulo Roberto dos Santos Amorimb, João Carlos Bouzas Marinsb
a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Hospital Universitário de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
b Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Educação Física, Viçosa, MG, Brasil
c Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet/MG), Belo Horizonte, MG, Brasil
d Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais, Rio Pomba, MG, Brasil
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Recebido 09 Março 2016, Aceitado 15 Março 2018
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Quadro 1. Características principais dos estudos encontrados em busca nas bases de dados listadas
Resumo

O objetivo deste trabalho foi verificar diferentes questionários usados para medir o nível de atividade física (NAF) em adolescentes brasileiros entre 2007 e 2012. Para o desenvolvimento desta revisão, foram selecionados artigos que usavam questionários validados aplicados em adolescentes entre 10 e 19 anos. Após as buscas selecionaram‐se 26 artigos para revisão. Foram encontrados mais de 10 modelos diferentes de questionários, o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) foi o usado com maior frequência entre os artigos pesquisados (28%), o que pode ser justificado por sua abrangência global. O uso de diferentes modelos de questionários dificulta a comparação dos resultados. Recomenda‐se a adoção de um questionário único para a medida do NAF de adolescentes brasileiros.

Palavras‐chave:
Atividade física
Questionários
Adolescentes
Brasileiros
Abstract

The aim of this study was to verify different questionnaires used to measure the physical activity level (PAL) in Brazilian adolescents between 2007 to 2012. For the development of this review, articles that used validated questionnaires applied in 10‐19 year old adolescents were selected. Then, 26 articles were selected for review. Were found more than 10 different models of questionnaires, being the IPAQ the most used (28%), what may be justified due to its global reach. The use of different questionnaire templates makes it difficult to compare results. The adoption of a single questionnaire for the PAL measurement in Brazilian adolescents is recommended.

Keywords:
Physical activity
Questionnaires
Adolescents
Brazilian people
Resumen

El objetivo de este estudio fue verificar los diferentes cuestionarios usados para medir el nivel de actividad física (NAF) en adolescentes brasileños entre los años 2007 y 2012. Para el desarrollo de esta revisión, se seleccionaron artículos que utilizaban cuestionarios validados en adolescentes de 10 a 19 años. Tras las búsquedas, se seleccionaron 26 artículos para su revisión. Se encontraron más de 10 modelos distintos de cuestionarios, entre los cuales el IPAQ se utiliza con mayor frecuencia en los diferentes artículos revisados (28%), lo que puede justificarse por su alcance global. El uso de diferentes modelos de cuestionarios dificulta la comparación de los resultados. Se recomienda la adopción de un único cuestionario para la medición del NAF de los adolescentes brasileños, lo cual es una necesidad perentoria.

Palabras clave:
Actividad física
Cuestionarios
Adolescentes
Brasileños
Texto Completo
Introdução

Existe uma boa evidência científica sobre a importante relação entre os níveis de atividade física habitual (NAF) e a ocorrência de doenças, principalmente aquelas relacionadas com o estilo de vida, tais como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão, câncer e obesidade (Riebe et al., 2015; Garber et al., 2011; ACSM & ADA, 2010; ACSM, 2004; ACSM, 2009). Contudo, observa‐se ainda mundialmente uma alta prevalência de inatividade física, o que evidencia maior risco de morte prematura por intercorrências relacionadas às doenças crônicas não transmissíveis (Mitchell et al., 2017; Brawner, Churilla & Keteyian, 2016). Muito ainda tem se discutido sobre os diferentes impactos positivos da prática de atividade física e o grau de sedentarismo de um indivíduo nessas doenças, bem como em metodologias eficazes de mensurar esses parâmetros e relacioná‐los a essas enfermidades (Fernandes et al., 2008; Ceschini et al., 2009).

Além do importante papel na prevenção e no tratamento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) na vida adulta, a prática regular de atividade física é um fator importante para o desenvolvimento psicomotor e funcional de crianças e adolescentes. A prática de atividade física (AF) nessas faixas etárias contribui também para o desenvolvimento social e intelectual, além de prevenir o desenvolvimento precoce de DCNT e diminuir o risco do desenvolvimento delas na vida adulta (Fernandes et al., 2008; Lippo et al., 2010).

A influência de um estilo de vida sedentário na infância, herança da transição de hábitos observada nas últimas décadas, tem preocupado especialistas devido ao crescente número de crianças com excesso de peso. Dados atuais têm demonstrado que nas últimas quatro décadas houve aumento gradual da prevalência de excesso de peso entre os adolescentes brasileiros. Aproximadamente 20% apresentaram excesso de peso e quase 6% dos adolescentes do sexo masculino e 4% do feminino foram classificados como obesos (BRASIL, 2012). Além disso, é cada vez mais comum e facilitado o acesso aos meios de comunicação e divertimento tais como televisão, computador e videogame em famílias das várias classes sociais. No Brasil, é frequente o número de adolescentes classificados como sedentários devido a aumento de horas diárias dedicadas a esses tipos de atividades (Lippo et al., 2010).

Entretanto, essa realidade é passível de modificação e políticas públicas devem ser criadas para incentivar a prática de AF entre adolescentes. Para facilitar a aplicação de tais ações são necessários estudos que identifiquem o perfil da AF nessa população. Vários instrumentos, tais como pedômetros, acelerômetros e monitores de frequência cardíaca, podem ser usados para estimar o nível de atividade física. No entanto, o custo desses instrumentos inviabiliza seu uso em grandes populações. Assim, o uso de questionários tem sido cada vez mais difundido, devido ao baixo custo e à facilidade de aplicação (Reichert et al., 2010; Ceschini et al., 2009).

No Brasil, vários questionários têm sido usados com o objetivo de mensurar o nível de AF entre os adolescentes (Basso et al., 2010; Castro et al., 2008; Dambros et al., 2011; Lemos et al., 2010; Tenório et al., 2010). Entretanto, ainda não existe um consenso sobre qual questionário deve ser usado na população brasileira, uma vez que esses instrumentos podem variar quanto a seu rigor metodológico (nível de precisão, validação, técnica de aplicação etc.) e sua reprodutibilidade em comparação com as técnicas consideradas padrão‐ouro. Assim, dada a importância e a quantidade de questionários passíveis de serem usados para mensurar o nível de atividade física entre os adolescentes brasileiros, é importante investigar quais materiais têm sido usados, além da qualidade e dos resultados observados em estudos que usaram tais instrumentos.

Levando em consideração a importância do conhecimento das diferentes metodologias e da relevância desses dados para implantação de ações que contribuam para a melhoria da saúde dos adolescentes brasileiros, esta revisão tem como objetivo avaliar o uso de diferentes questionários destinados a medir o NAF em adolescentes na população brasileira.

Metodologia

Para o desenvolvimento desta revisão sistemática foram seguidas as orientações propostas pelo Prisma (Preferred Reporting Itens for Sytematic Reviews and Meta‐Analyses) (Moher et al., 2009).

Como primeira etapa para a seleção dos artigos, fez‐se uma busca sistemática nas bases de dados SciELO, Lilacs, ScienceDirect e PubMed, por artigos publicados entre 2007 e 2012 e disponíveis gratuitamente na sua versão completa considerados como potencialmente relevantes. Os descritores usados para as bases de dados em língua portuguesa (SciELO e Lilacs) foram: Atividade Física, Questionário e Adolescentes. Já para as bases de dados ScienceDirect e PubMed, usaram‐se dos seguintes descritores: Physical Activity Level, Questionnaire, Adolescents e Brazil.

Para inclusão na presente revisão, os estudos identificados pela estratégia de busca tiveram como critério de inclusão ser adolescente entre 10 e 19 anos, conforme classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) (WHO, 2012), e ter o nível de atividade física avaliado por algum tipo de questionário. Não foram contabilizados estudos duplicados e foram excluídos estudos de revisão e validação.

O processo de elegibilidade do estudo se tratou da leitura dos títulos e resumos. Os resumos dos estudos identificados pela busca foram avaliados segundo os critérios citados e aqueles que atendiam ou geraram dúvidas foram retidos para uma posterior avaliação do texto completo.

A partir daí outra seleção foi feita, foram excluídos artigos que não atendiam às especificações, não traziam de forma clara os aspectos metodológicos ou se tratava de temas irrelevantes para esta investigação, restaram finalmente os trabalhos selecionados para esta revisão.

Fizeram parte do processo de busca dois revisores. Na dúvida de inclusão de determinado artigo, outros dois revisores foram convocados para discussão. A partir dessa, foi decidido o uso ou não do referido estudo.

Resultados

O Quadro 1 apresenta de forma resumida as informações do n amostral, idade do grupo avaliado, questionário usado, macrorregião em que foram aplicado e principais resultados observados dos 26 estudos selecionados (figura 1).

Figura 1.
(0,17MB).

Fluxograma da seleção dos artigos.

Dentro do escopo de artigos selecionados, a frequência dos questionários usados para a avaliação do nível de atividade física dos adolescentes, do maior para o menor, foi a seguinte: IPAQ (versão curta) – sete (28%); Compac – quatro (16%); PAQ‐C – dois (8%); Baecke et al. (1982) – dois (8%); questionário usado apenas no artigo em questão (questionário próprio) – cinco (20%); e questionários já validados usados apenas em um estudo – cinco (20%) (Quadro 1).

Quadro 1.

Características principais dos estudos encontrados em busca nas bases de dados listadas

Questionário  Estudo (Ano)  N amostral  Idade  Região  Resultados relevantes para este estudo 
IPAQ (versão curta)  Basso et al. (2010)  38  11 ‐ 15  Sudeste  Relação alta do nível de at. física com desempenho físico em teste. Semelhança nos resultados entre adolescentes asmáticos e saudáveis. 
IPAQ (versão curta)  Ceschini et al. (2009)  3.845  14 ‐ 19  Sudeste  Baixo NAF (62,5%). Metade dos alunos não participa das aulas de ed. física, desse grupo 78.2% são garotas. Prevalência de inatividade física foi maior em garotas (74,1%), do grupo mais velho (71,6%), e de classe B (88%). No modelo ajustado, garotas foram 48% mais inativas. 
IPAQ (versão curta)  Gordia et al. (2010)  608
 
14 ‐ 20  Sul  Relação positiva entre NAF e domínio psicológico. Indivíduos menos ativos tiveram mais chance de apresentar percepção negativa do domínio psicológico em relação aos mais ativos. 
IPAQ (versão curta)  Interdonato e Greguol (2011)  38  14 ‐ 18  Sul  Baixo NAF (78,95%) 
IPAQ (versão curta)  Laus et al. (2011)  275  14 ‐ 18  Sudeste  Aproximadamente 73,4% dos garotos e 54,4% das garotas participam de atividade física (moderada‐intensa) com duração de, pelo menos, 10 minutos. 
IPAQ (versão curta)  Lippo et al. (2010)  394  15 – 19  Nordeste  Inatividade física de 35,2% (210/597), com maior frequência nas garotas (63,3%; 133/210). 
IPAQ (versão curta)  Melo et al. (2009)  93  15 ‐ 19  Sudeste  Sedentário (31% total), (15% meninas), (35% meninos). 
IPAQ (versão curta)  Sales‐Nobre et al. (2009)  537  15 ‐ 18  Sul  65,4% de hábitos ativos para os rapazes contra 59,3% de prevalência de hábitos inativos para as moças. 
Questionário próprio  Castro et al. (2008)  1684  13 ‐ ≥18†  Sudeste  8,6% não faziam qualquer tipo de atividade física; cerca de 60% acumulavam 150 minutos de atividade física por semana e cerca de 40% acumulavam 300 minutos de atividade física por semana. 
Questionário próprio  Duncan et al. (2011)  2740  11 – 18  Sudeste
 
Relação inversa entre prática de at. física e obesidade/sobrepeso. 
Questionário próprio  Farias Junior et al. (2011)  2874  14 – 19  Nordeste  Meninos mais ativos que meninas (66,3% vs. 38,5%). 
Questionário próprio  Fermino et al. (2010)  1.518  14 – 18  Sul  Adolescentes do sexo masculino mais ativos do que os do feminino (22,3% vs. 9,1%). 
Questionário próprio  Gonçalves et al.(2007)  4 452  10 – 12  Sudeste  A prevalência encontrada de sedentarismo total foi de 48,7% nos meninos e 67,5% nas meninas. 
Compac  Dambros et al., 2011  424  15,69 (±0,9)  Sul  Níveis insuficientes de atividade física (32,35% da amostra) ‐ a quantidade relativa de meninas insuficientemente ativas (40,1%) é maior que a de meninos (26,29%) 
Compac  Farias Júnior et al., 2009  5 028  15 – 19  Sul  Níveis insuficientes de atividade física (36,5% da amostra). 
Compac  Silva et al. (2008)  5.028  15 – 19  Sul  Baixo NAF (21% meninos), (37% meninas). 
Compac  Silva et al. (2009)  5.028  15 – 19  Sul  Baixo NAF (28,5% total) 
PAQ‐C  Lemos et al. (2010)  467  14 – 17  Sudeste  Baixo NAF (82,66%total), (73,24% meninos), (90,55% meninas) 
PAQ‐C adaptado  Rivera et al. (2010)  1004  10 – 17  Nordeste  Sedentário (94,3%) 
Baecke et al. (1982)  Fernandes et al. (2008)  1495  11 – 17  Sudeste  Poucos adolescentes (14,8%) engajados em atividades esportivas (meninos: 21,2% e meninas: 9,4%). Associação positiva entre praticar esportes e ser ativo no tempo livre. 
Baecke et al. (1982)  Fernandes et al. (2011)  1.111  10 – 17  Sudeste  Apenas 51,9% engajados em atividades esportivas. 
Florindo et al., 2006  Ceschini et al. (2007)  775  14 – 19  Sudeste  Inatividade física de 64,3%; média de 239,9 minutos semanais gastos em atividades físicas. 
Bouchard et al., 1983  Vasques e Lopes (2009)  1.634  11 – 17  Sul  Baixo NAF (55,8% total), (43,2% meninos), (66,8% meninas). 
Hallal et al., 2006  Reichert et al. (2010)  4.254  10 – 12  Sul  Media de 415 min/sem. (58,2 > 300 e 41,8 <300 min/sem.) 
Pratt et al., 1995  Adami et al. (2008)  242  11 – 18  Sul  Baixo NAF (43% meninos), (29,4% meninas). 
Global School‐based Student Health Survey – traduzido  Tenório et al. (2010)  4.210  14 – 19  Nordeste  Baixo NAF (65,1% total), (57,6% meninos), (70,2% meninas) 
DiscussãoMétodos de medida

Uma vez que o objetivo desta revisão foi verificar os questionários usados na avaliação do nível de atividade física habitual (NAF) de adolescentes brasileiros, foi possível observar uma ampla variedade de instrumentos empregados, variaram entre questionários com abrangência global (Basso et al., 2010; Ceschini et al., 2009; Interdonato e Greguol, 2011; Laus et al., 2011; Lippo et al., 2010; Melo et al., 2009; Sales‐Nobre et al., 2009), regional (Dambros et al.,2011; Farias Júnior et al., 2009; Silva et al., 2009; Silva et al., 2008), adaptados e/ou adotados de outros trabalhos (Fernandes et al., 2011; Fernandes et al., 2008; Ceschini et al., 2007; Vasques e Lopes, 2009; Reichert et al., 2010; Adami et al., 2008) e até mesmo específicos para seus respectivos estudos (Castro et al., 2008; Duncan et al., 2011; Farias Júnior et al., 2011; Fermino et al., 2010; Gonçalves et al., 2007), o que limita a comparação entre os estudos e a extrapolação dos resultados.

O International Physical Activity Questionnair (IPAQ) é um instrumento de abrangência global. Esse questionário foi inicialmente proposto por um grupo de pesquisadores internacionais em 1998, com o objetivo de validar um único instrumento que permitiria fazer um levantamento mundial da prevalência de atividade/inatividade física em adultos (Ceschini et al., 2009). O IPAQ também foi validado para adolescentes brasileiros (Guedes et al., 2005). A classificação do nível de atividade física leva em consideração a frequência, duração e intensidade das atividades feitas ao longo da semana anterior à entrevista. São estratificadas cinco categorias: inativo (sedentário), insuficiente ativo A, insuficiente ativo B, ativo, muito ativo (Melo et al., 2009).

Alguns trabalhos feitos na região Sul do país usaram o questionário Comportamento do Adolescente Catarinense (Compac), validado para aplicação específica em adolescentes dessa região e desenvolvido com base em partes de instrumentos já validados para adolescentes, que investiga os seguintes comportamentos de risco à saúde: níveis insuficientes de atividade física, baixo consumo de frutas/verduras, tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, envolvimento em brigas, consumo de drogas ilícitas e a não uso regular de preservativos nas relações sexuais (Farias Júnior et al., 2009). Questionários, como o Compac, que são validados em regiões ou estados específicos do país podem ter boa validade para estudos com populações mais regionalizadas de adolescentes, porém podem ter pouca validade em estudos nacionais.

Além desses, que foram os usados com maior frequência, alguns estudos usaram questionários próprios, formulados especificamente para o trabalho em questão, apresentaram validação de seu conteúdo em coleta anterior. Também se observaram estudos que adaptaram questionários desenvolvidos por outros autores. As diferenças metodológicas na aplicação de cada instrumento dificultam, no entanto, a comparação entre os resultados obtidos em cada estudo.

Idade e gênero

Quanto à amostra usada, os estudos envolveram a faixa entre 10 a 19 anos, classificada como adolescência segundo critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) (WHO, 2012). Em alguns dos trabalhos encontrou‐se um maior NAF nas menores faixas etárias da população (Ceschini et al., 2007; Farias Júnior et al., 2009; Fermino et al., 2010; Silva et al., 2008). Resultado similar foi encontrado por Oliveira et al. (2010), os anos finais da adolescência caracterizaram as idades em que ocorre o maior declínio do NAF. Porém, Tenório et al. (2010), Vasques e Lopes, (2009) e Ceschini et al. (2009) encontraram a relação inversa para essa questão.

A diferença entre os gêneros foi analisada em 14 artigos e revelou que em 85,7% dos casos (12 estudos),os meninos têm menor taxa de prevalência de sedentarismo quando comparados com as meninas (Ceschini et al., 2009; Lippo et al., 2010; Sales‐Nobre et al., 2009; Farias Júnior et al., 2011; Fermino et al., 2010; Gonçalves et al., 2007; Dambros et al.,2011; Silva et al., 2008; Silva et al., 2009, Lemos et al., 2010; Tenório et al., 2010; Vasques e Lopes, 2009), seguindo tendências mundiais (Guerra et al., 2003; Duncan et al., 2004; Pate et al., 2004). Dentre os estudos desta revisão apenas dois (Adami et al., 2008; Melo et al., 2009) relataram que as meninas apresentam maior nível de atividade física comparadas com os meninos. Esses resultados demonstram que a maior prevalência de excesso de peso observada entre os adolescentes do sexo masculino nas últimas décadas pode ter relação com outros fatores, e não somente com o NAF.

Dentre os estudos que avaliaram o nível de atividade em ambos os sexos, 53,8% (sete) apresentaram índices acima de 50% de baixo NAF e/ou sedentarismo, o que consequentemente revela uma tendência de pouco envolvimento com a atividade física habitual entre os adolescentes brasileiros.

Dados regionais

Foi encontrada maior prevalência de pesquisas que abordaram o nível de atividade física de adolescentes na Região Sudeste do Brasil. Conforme análise dos manuscritos, 44% (11) foram feitas na Região Sudeste do Brasil, enquanto 40% (10) na Região Sul e, apenas 16% (4) na Região Nordeste. As regiões Norte e Centro‐Oeste não foram contempladas com estudos nas buscas feitas por meio dos critérios metodológicos estabelecidos nesta revisão.

O IPAQ foi usado em estudos de todas as regiões consideradas dentro desta análise (Lippo et al., 2010; Sales‐Nobre et al., 2009; Melo et al., 2009), enquanto o Compac por suas especificidades foi usado exclusivamente em levantamentos na Região Sul (Farias Júnior et al., 2009; Dambros et al., 2011; Silva et al., 2008; Silva et al., 2009). Os estudos dessa região feitos com outros modelos de questionários e apresentaram valores percentuais mais elevados de inatividade física em relação ao Compac (Vasques e Lopes, 2009; Reichert et al., 2010; Silva et al., 2009).

Os maiores percentuais de inatividade física encontrados nas regiões Sudeste e Nordeste foram obtidos em estudos que usaram o PAQ‐C como instrumento de avaliação, 82,6% e 94,3%, respectivamente (Lemos et al., 2010; Rivera et al., 2010). Entretanto, sugerem‐se estudos com o objetivo de elaborar ou testar questionários para avaliação do NAF com populações de adolescentes das regiões Norte e Centro‐Oeste. Isso permitiria que novos instrumentos tivessem sua acurácia avaliada com objetivo de obter um questionário que possa ser aplicado a todos os adolescentes brasileiros.

Conclusão

A partir dos critérios de busca usados nesta revisão foram resgatados 26 artigos. Foram encontrados mais de 10 tipos de questionários, o IPAQ foi o mais usado. O uso de diferentes modelos de questionários nos respectivos manuscritos dificultou a comparação dos resultados, uma vez que os pontos de corte e os métodos de classificação não são padronizados e isso inviabiliza que seja traçado um perfil total a partir dessa busca do nível de atividade física dos adolescentes brasileiros. Assim, recomenda‐se a adoção de um questionário‐padrão que atenda a população de adolescentes brasileiros. Uma vez que não foram encontrados trabalhos feitos com populações do Norte e Centro‐Oeste do país, sugere‐se o incentivo a estudos com esse propósito nessas regiões.

Apoio financeiro

O presente trabalho não contou com apoio financeiro de qualquer natureza.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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