Revista Brasileira de Ciências do Esporte Revista Brasileira de Ciências do Esporte
Revista Brasileira de Ciências do Esporte 2018;40:77-86 - Vol. 40 Núm.1 DOI: 10.1016/j.rbce.2018.01.008
Artigo original
Status social subjetivo na escola e nas aulas de educação física
Subjective social status in school and in physical education classes
Nivel social subjetivo en el colegio y en las clases de educación física
Manoella de Oliveira Santos, Diego Grasel Barbosa, Cleber Fernando Rebelatto, Thaís Silva Beltrame, Érico Pereira Gomes Felden,
Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), Programa de Pós‐Graduação em Ciência do Movimento Humano, Florianópolis, SC, Brasil
Recibido 13 marzo 2016, Aceptado 12 enero 2018
Resumo
Objetivo

Identificar os fatores associados à percepção do status social subjetivo na escola e nas aulas de educação física em escolares de uma escola de Florianópolis (SC).

Método

A amostra foi composta por 312 estudantes (53,2% meninas), de 10 a 16 anos, do ensino fundamental de uma escola da rede pública municipal de Florianópolis (SC). Foram investigadas questões de qualidade de vida, atividade física, comportamento sedentário, índice de massa corporal (IMC), características sociodemográficas e status social subjetivo na escola e nas aulas de educação física.

Resultados

A percepção do status social na escola foi superior nas meninas (p = 0,003), enquanto a percepção do status social nas aulas de educação física foi superior nos meninos (p = 0,015). A percepção de status social nas aulas de educação física apresentou correlações negativas com o IMC (r = −0,202; p = 0,001) e tempo sentado durante a semana (r = −0,127; p = 0,026) e correlação positiva com a atividade física (r = 0,372; p < 0,001). Maior escolaridade dos pais indicou maior status social subjetivo dos adolescentes na escola (p ≤ 0,001). Além disso, maior percepção de status social, tanto na escola como nas aulas educação física, apresentou correlações positivas com melhor percepção da qualidade de vida geral (r = 0,264; p < 0,001 e r = 0,222; p < 0,001 respectivamente).

Conclusão

O presente estudo indicou relações importantes do status social subjetivo na educação física com a qualidade de vida, IMC, tempo sentado e atividade física dos adolescentes.

Abstract
Objective

The objective of the study was identify factors associated with the subjective social status perception at school and in physical education classes in a school of Florianopolis – SC.

Method

The sample consisted of 312 students, of both sexes, aged 10 to 16 years, regularly enrolled in elementary school 5th to 8th year of a municipal public school of Florianopolis ‐ SC. Were investigated quality of life issues, physical activity, sedentary behavior, body mass index (BMI), sociodemographic characteristics and subjective social status at school and in physical education classes.

Results

The perception of social status at school was higher in girls (p = 0.003), while the perception of social status in physical education classes was higher in boys (p = 0.015). The perception of social status in physical education classes showed negative correlations with BMI (r = −0.202; p = 0.001) and time sitting during the week (r = −0.127; p = 0.026) and positively correlated with physical activity (r = 0.372; p <0.001). Furthermore, higher educational level of parents indicated higher subjective social status of adolescents at school (p≤0,001). Moreover, higher perceived social status, both in school and in physical education classes showed positive correlations with better perception of general quality of life (r = 0.264, p <0.001 and r = 0.222, p <0.001, respectively).

Conclusion

School with lower perceived social status in physical education have higher BMI and lower levels of physical activity and quality of life.

Resumen
Objetivo

El objetivo de este estudio fue identificar los factores asociados con la percepción del nivel social subjetivo en el colegio y en las clases de educación física en estudiantes de una escuela de Florianópolis, SC.

Método

La muestra estuvo formada por 312 estudiantes (el 53,2% eran niñas), entre 10 y 16 años de educación primaria en una escuela de la red pública municipal de Florianópolis, SC. Se analizó la calidad de vida, la actividad física, el comportamiento sedentario, el índice de masa corporal (IMC), las características sociodemográficas y el nivel social subjetivo en el colegio y en las clases de educación física.

Resultados

La percepción del nivel social en el colegio fue mayor en las mujeres (p = 0,003) mientras que la percepción del nivel social en las clases de educación física fue mayor en los varones (p = 0,015). La percepción del nivel social en clases de educación física mostró una correlación negativa con el índice de masa corporal (r = −0,202; p = 0,001) y el tiempo sentado durante la semana (r = −0,127; p = 0,026) y se correlacionó positivamente con la actividad física (r = 0,372; p <0,001). La educación superior de los padres indicaba mayor nivel social subjetivo de los adolescentes en la escuela (p ≤0,001). Además, mayor percepción del nivel social, en el colegio y en las clases de educación física mostraron correlaciones positivas con una mejor percepción de la calidad de vida en general (r = 0,264; p <0,001 y r = 0,222; p <0,001, respectivamente).

Conclusión

Este estudio mostró relaciones importantes del nivel social subjetivo en la educación física con la calidad de vida, el índice de masa corporal, el tiempo sentado y la actividad física de los adolescentes.

Palavras‐chave
Desejabilidade social, Educação física e treinamento, Saúde escolar, Adolescentes
Keywords
Social desirability, Physical education and training, School health, Adolescent
Palabras clave
Conveniencia social, Educación física y entrenamiento, Salud escolar, Adolescentes
Revista Brasileira de Ciências do Esporte 2018;40:77-86 - Vol. 40 Núm.1 DOI: 10.1016/j.rbce.2018.01.008